FLAMA ESPIRITUAL

- Por Wagner Borges - Amigos, as ruas de suas vidas passadas estão inundadas com suas lágrimas de dor. Livrem-se disso! Soltem-se para o momento presente e celebrem a vida atual e todas as possibilidades de crescimento e renovação. Os grilhões do passado se quebraram, mas vocês ainda conservam suas marcas em algum canto obscuro de suas mentes. Já passou da hora de vocês despertarem para novas frentes e horizontes mais abrangentes... Atrevam-se a ser felizes, aqui e agora!
Pela primeira vez, em muito tempo, permitam-se ficar livres, sem ranços e mágoas, e sem marcas de correntes. Recuperem a capacidade de sorrir livremente... Os dias de ontem, com suas glórias e seus fracassos, suas luzes e suas dores, já não mais existem. O que importa não são as marcas, mas as lições aprendidas. O que vale é o que vocês carregam em si mesmos como compreensão das coisas da vida. As correntes se partiram, há muito tempo. Então, quebrem também suas tristezas de outrora. Atrevam-se a serem melhores do que antes, aqui e agora. O presente chama; a vida segue... Quem olha para trás, não vê o caminho à frente e, fatalmente, tropeça. Permitam-se olhar para a vida de frente, com o coração aberto e brilho nos olhos. Cada novo dia é chance de recomeço. Permitam que as mágoas de outrora se transformem em suaves lições. Atrevam-se a abençoar a si mesmos. Curem-se! E que o amor ilumine suas jornadas, hoje e sempre... P.S.: Seguindo uma orientação espiritual, apenas passei esses escritos para o papel. Depois, vi que o seu conteúdo seria apropriado para os participantes do II Fórum Espírita - realizado em Curitiba, a partir do dia de finados – acoplado com o fim de semana -, justamente com a minha palestra programada para ser a de abertura do evento. Aliás, dia de finados é o dia mais inútil do ano, principalmente para quem sabe, não por crença, mas por certeza íntima, que a consciência é imortal e segue viva em outros planos de manifestação. Em contrapartida, poderíamos comemorar o dia dos vivos, que é todo o dia, o ano inteiro, na Terra ou no Astral. Sei que saudade dói, mas ignorância e apego machucam muito mais. E, se é para sentir saudade, que seja da pessoa que se amava, e não da carcaça que ficou para ser devolvida à Mãe Natureza. Se for para visitar os entes queridos extrafísicos, então, que as pessoas se projetem para fora de seus corpos e vão visitar espiritualmente o seu pessoal "do lado de lá", e não do "lado de cá", na tumba número tal. Como diz um antigo aforismo espiritualista, "o espírito sopra por onde quer..." E não me parece que isso seja no cemitério - ou em algum crematório. O sentimento de saudade que mora no coração jamais será aplacado com uma ida ao cemitério. Contudo, o discernimento espiritual e os sentimentos reais trazem lucidez e grande luz. E essa luz não precisa de prova alguma – nem de visitar restos mortais -, pois sabe e sente a pulsação do eterno em cada ser. A luz reconhece a luz, e isso não depende do corpo denso, mas é de espírito para espírito. Isso não se explica só se sente. Só o coração compreende. E quando o coração fala ao coração, não há mais nada a dizer. Paz e Luz. Curitiba, 01 de novembro de 2007.

* Esse texto será inserido no novo livro que estou produzindo. O título é o mesmo do texto: "Flama Espiritual" – com lançamento previsto para dezembro de 2007.

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