Quinta, Setembro 18, 2014

SOL NASCENTE

O Sol bate no alto da casa japonesa. Vejo o reflexo de mil brilhos em seu telhado avermelhado...
A mente começa a viajar pela clarividência (1) e vejo espiritualmente as imagens do povo japonês. Perante meu olho espiritual, passam as imagens de gerações e gerações de japoneses. Séculos de história nipônica se desenrolam como um pergaminho espiritual-visual, plasmado diante da minha percepção.
Vejo o Japão surgindo, mudando, ressurgindo e mudando...
A linha do tempo segue e as imagens mostram o Japão espiritual transformando-se no Japão tecnológico. A Espiritualidade se foi... Ficou a tecnologia e também o estresse e o vazio consciencial.
A alma do povo japonês chora, agoniada, dilacerada nas entranhas de seu dragão tecnológico. Os mais antigos estão presos a códigos de honra ultrapassados e os mais jovens estão presos no vazio-material-eletrônico.
Oh, Ilha de Edo! Seus velhos estão tristes e seus jovens estão perdidos, engolfados nas luzes artificiais das coisas.
Onde está sua alma verdadeira?
Povo japonês, onde estão seus sonhos luminosos?
Que modernidade é essa que faz seu coração sofrer?
Por que essas luzes artificiais tomaram seu brilho espiritual?
Vejo novamente o telhado da casa japonesa.
O Sol já foi embora e os moradores da casa acenderam as luzes.
Porém, surge um outro Sol no zênite. Sua luz é mais intensa e percebo ondas de amor em seus raios.
É o Sol Espiritual de Buda. Sua luz-sabedoria banha toda a casa.
Percebo nessa visão um simbolismo: a casa representa o Japão!
Sinto que nesse momento a alma do Japão está recebendo o Darma (2) de Buda (3).
Sim! O Espírito de Buda está abraçando o povo japonês.
Não sei o motivo dos espíritos me mostrarem essa visão. Mas, por intuição, sei que tenho antigas ligações com o Japão.
Não sei o futuro do povo japonês, mas sei que o Sol de Buda está brilhando nos telhados espirituais do Extremo Oriente.
Parece-me que a verdadeira alma japonesa está querendo ocupar seu devido lugar no coração das pessoas.
Ela brilha sob a luz de Buda. E sua luz não é artificial, pois é um Sol de amor.
 
- Wagner Borges –
(Texto extraído do livro “Falando de Espiritualidade” – Editora Pensamento – 2002.)
 
- Notas:
1. Clarividência – do latim, clarus - claro; videre, ver – é a faculdade perceptiva que permite ao indivíduo adquirir informações acerca de objetos, eventos psíquicos, cenas e coisas, físicas ou extrafísicas, através da percepção parapsíquica de imagens ou quadros mentais.
2. Darma – do sânscrito “Dharma” – dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.
3. Buda - do sânscrito - O Iluminado; Aquele que despertou! Palavra derivada de “Buddhi”, que significa “Iluminação Pura” ou “Inteligência Pura”. Ou seja, quem alcança o estado de Buddhi, torna-se um Buda, um ser iluminado e desperto.

Texto <1078><18/03/2011>
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