1000 - BABAJI - LUZ E FÉ NA NOITE DOS HOMENS... II

Na minha época mais triste, você chegou e mudou tudo.
Eu estava ensimesmado em mim mesmo, triste e sem rumo.
Mas você me mostrou a luz, e ela estava brilhando em seu peito.
Ah, eu vi, sim; e era como um sol rosado, da cor do amor mais lindo.
Então, você me deu a mão e me levou para fora de minha tristeza.
E me ensinou a valorizar o amor verdadeiro e a paz de espírito.
Eu vi sua serenidade silenciosa e sua ação firme, por entre os planos...
Ah, quantas vezes eu vi você resgatando trânsfugas extrafísicos de covas escuras.
Eles xingavam e gritavam tanto, perdidos na noite dos tempos.
Mas você estendia a mão para eles e também os levava para a luz.
E eu sempre vi você em silêncio, serenamente espargindo bênçãos secretas.
Jamais o vi doutrinar ninguém, nem mesmo os seres mais maldosos.
Alguns deles tinham até escamas plasmadas, mas você os abraçava igualmente.
No meio das covas escuras, você era o sol de amor devolvendo a luz perdida.
Ah, eu vi você muitas vezes agindo em silêncio, a favor dos esquecidos do mundo.
E os seus olhos eram duas estrelas iluminando a jornada dos espíritos infelizes.
Assim como, um dia, me despertaram e iluminaram a minha jornada também.
E eu me pergunto, se aqueles que receberam sua ajuda, sequer sabem quem é você?
Talvez eles contem lá no Astral, do homem com a luz rosada no peito que os ajudou.
E, aqui na Terra, talvez outros imaginem que você esteja sentado em algum templo.
Ou rodando à toa pelas trilhas do Himalaia com seu grupo de discípulos.
Mas eu vi você nas trilhas dos corações sofridos, e havia ali uma cordilheira inteira.
Ah, eu vi você viajando pelas trilhas secretas e erguendo os fracos do caminho.
E a Kryia Yoga que eu vi você aplicar, era puro amor viajando nas ondas do Bem.
Você sempre ajudou a todos, sem perguntar se alguém era iniciado em alguma coisa.
O sol em seu peito jamais ofuscou ninguém, pois como o amor machucaria alguém?
E eu nunca vi você julgando alguém. Pelo contrário, sempre vi você dando a mão...
Ah, meu amigo, eu nunca contei para ninguém antes, mas uma vez eu vi você orando.
E lágrimas de luz rolavam em seu rosto. E, onde elas caíam, brotavam flores.
E, quando os espíritos sofredores pegavam em suas pétalas, elas viravam luz.
E eles imediatamente eram transportados para um lugar acima, para sua cura.
Sim, eu vi mãos cheias de trevas tocando as flores de lótus, e subindo...
E as furnas escuras ficaram rosadas... Porque você, um sol de amor, estava lá!
E agora, no lugar da lama sanguinolenta, estão as flores de lótus a guiar o caminho...
E quem toca nelas, voa... Para dentro da Luz.

P.S.:
Ah, Babaji, muito obrigado por me deixar ver sua luz, sem me ofuscar.
Ao longo dos anos, em muitas saídas do corpo, eu presenciei e também participei de vários trabalhos de assistência extrafísica. E vi seres de luz operando secretamente nos níveis mais densos do plano espiritual, resgatando espíritos infelizes. Observei e me maravilhei com a serenidade deles. Jamais os vi humilhando ninguém. Eles sempre agiam silenciosamente. E, quando o meu olhar cruzava com o deles, eu era invadido por uma onda de amor sereno, que me fazia voltar para o corpo físico chorando. Porque era muito amor para o meu coração agüentar. E eu digo isso sem vergonha alguma. E, quem já teve uma experiência dessas, sabe exatamente do que estou falando. É tanto amor que desequilibra a gente. Por isso as consciências mais elevadas reduzem suas vibrações, quando se manifestam em níveis mais densos. Não é só para estar ali, mas, também, para não desequilibrar os seus irmãos menores na senda.
Hoje, eu estou falando da ação silenciosa de Babaji, por entre os planos... Porque ele, mais uma vez, generosamente me permitiu ver e registrar a assistência extrafísica promovida por ele e seu grande grupo de trabalhadores espirituais. E eu sei que, só de relatar tal coisa, já rola uma evocação de suas vibrações a favor da humanidade. E, como bem dizia o simpático mestre Lahiri Mahasaya, basta pronunciar o nome de Babaji para o devoto atrair uma bênção imediata.
Eu não sou iniciado por grupo algum aqui da Terra. Aliás, nem entraria em algumas reuniões. No entanto, há coisas que nunca foram desse mundo mesmo. E, às vezes, pela generosidade do Alto, me é dada a oportunidade de ver e participar de lances espirituais muito legais. E hoje o lance é esse: contar sobre a vez em que vi o mestre Babaji orando e transformando a lama trevosa em flores de lótus*.
E, maravilha das maravilhas, só de escrever essas linhas, eu sinto um Grande Amor descendo em meu pequeno coração. E o Rama, o meu cachorrinho, está aqui pulando e querendo vir para o meu colo. Acho que ele viu uma luz rosada acendendo o meu coração...
Ah, Babaji, os seus olhos são duas estrelas brilhando por entre os planos, em nome do Amor e da Luz.

(Dedicado aos mestres Lahiri Mahasaya, Sry Yuketswar, Paramahamsa Yogananda, e Hariharananda - e a todas as pessoas que andam com um Grande Amor em seus corações e, por isso mesmo, são fortes e capazes de perdoar e permanecer firmes em suas jornadas, humanas e espirituais.)

Gratidão.
Paz e Luz.

- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma; e eterno neófito do Todo, que está em tudo.
São Paulo, 20 de dezembro de 2009.


- Notas:
* Hoje estamos enviando o texto de número 1000, dando sequência a um trabalho de esclarecimento espiritual e projetivo que vem sendo realizado há 11 anos, desde março de 1998. Então, aproveito a oportunidade para deixar um esclarecimento geral sobre o envio dos textos e, também, para agradecer aos muitos amigos que tem me ajudado nessa tarefa.
Não sigo nenhuma doutrina espiritual criada pelos homens da Terra. De forma universalista, tento passar um pouco das vivências espirituais que ocorrem comigo desde a adolescência, seja no âmbito das experiências fora do corpo ou da mediunidade, ou mesmo por intermédio de poesias, contos, canções, e artigos técnicos sobre vários temas também.
Não me move nenhum tipo de ego ao passar essas vivências. Repassando-as e compartilhando um pouco da espiritualidade nisso, na verdade, cumpro um trabalho acertado com os amparadores espirituais que guiam os meus caminhos na vida. Só eles e eu mesmo é que sabemos a quantas anda esse serviço (programação existencial), ninguém mais.
A orientação deles é a de sempre veicular a espiritualidade de forma universalista e com linguagem simples e acessível a todas às pessoas. Na medida do possível, venho tentando fazer isso de forma digna e honesta. É um trabalho ao qual me sinto feliz de realizar, sempre com a nítida noção de que compartilhar experiências espirituais ajuda a outros mais a compreenderem os seus próprios processos de desenvolvimento espiritual.
Também tenho noção de que o maior beneficiado nisso tudo sou eu mesmo, pois tentando passar algo bom, vou eu mesmo melhorando um pouquinho e esgotando velhas deficiências que carrego.
Não sou mestre espiritual, guru ou conselheiro de ninguém; sou só um cara (com defeitos e qualidades, igual a todos os seres humanos que reencarnam na Terra), que o pessoal extrafísico escalou para um serviço de esclarecimento espiritual e que, na medida do possível, vem tentando ser fiel ao seu compromisso consciencial.
As trancos e barrancos, vamos indo, de forma universalista e aberta (coisa que incomoda a muitas pessoas bitoladas em alguma área espiritual e que acham que só os seus parâmetros doutrinários é que são bons), sempre tendo em mente de que só O Grande Arquiteto Do Universo é que poderá avaliar o que se passa no coração e na mente de cada um. Só Ele é que poderá dizer o que é bom mesmo, além da falácia dos sentidos transitórios e dos julgamentos dos homens da Terra, tão preocupados em apontar o dedo para os outros, mas sempre se esquecendo de olhar para suas próprias mazelas conscienciais.
Finalizando esses escritos, deixo na sequência uma pequena orientação que recebi do sábio mentor espiritual Ramatís, e que procuro cumprir fielmente (ainda que de forma imperfeita - mas, esforçada e sem medo de tentar -, e não no papel de enviado celeste ou escolhido espiritual, e sim como um ser humano consciente e responsável do quanto precisa melhorar e crescer), no trabalho espiritual do qual fui incumbido.
Trata-se de um toque espiritual que ele me passou fora do corpo, há muitos anos, quando eu ainda morava no Rio de Janeiro. Posteriormente, eu publiquei o mesmo no meu primeiro livro - “Viagem Espiritual” (lançado originalmente em 1993).
Segue-se a orientação dele logo abaixo:
"Pouco importa o lugar onde você estiver. O importante é fazer um trabalho espiritualista sadio e honesto, visando o esclarecimento espiritual da humanidade. Seu trabalho é difundir os conhecimentos espirituais pelo orbe terráqueo. Por isso, não seja somente um técnico em sápidas do corpo, que é a área que você mais aprecia. Estude de tudo e mantenha sempre a consciência aberta para todas as filosofias espiritualistas. Entre nas universidades, mas não se esqueça do terreiro de Umbanda, do Centro Espírita, do Templo Budista, da Loja Maçônica, da Loja Rosacruz, do Grupo Teosófico, da Academia de Ioga e dos Grupos Espiritualistas em geral.
Mantenha-se à margem de qualquer injunção sectarista em seu trabalho e procure adaptar seus conhecimentos de projeção da consciência e bioenergia ao conhecimento tradicional do Espiritualismo como um todo. Exponha os conhecimentos de maneira simples, clara e objetiva, para que todos possam entender. Você será criticado por isso, mas não ligue. A cada crítica, dê como resposta TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO..."
Em tempo: Recebemos uma quantidade muito grande de e-mails e nem sempre damos conta de responder a todos. Por isso, peço desculpas por não ter respondido a muitos desses e-mails. Faço o que posso, dentro do tempo que tenho em meio a diversas atividades (viagens de trabalho, palestras, cursos, grupos de estudos, programa de rádio, produção de temas para revistas e colunas em sites diversos, produção de livros, e a manutenção do site do IPPB – com esse trabalho de produzir e enviar textos há onze anos).
Às vezes, lido com cerca de 500 pessoas por semana, dentre as diversas atividades de palestras e cursos. E isso acarreta grande desgaste, físico e psíquico. E aí, nem sempre sobra tempo e energia para responder a tantos e-mails.
Bom, é isso. E agora, se o Grande Arquiteto Do Universo permitir, vamos em direção ao texto de número 2000...

Obs.: Para melhor compreensão do texto enviado hoje, sugiro ao leitor que leia sua primeira parte, que estou postando logo abaixo.


BABAJI* – LUZ E FÉ NA NOITE DOS HOMENS...
(Uma Visão Luminosa na Noite Escura e Chuvosa)

Eu vejo Você na rua escura, no meio da noite...
Está chovendo, mas eu O vejo claramente, perto das árvores.
Porque os Seus olhos parecem dois pequenos sóis.
E porque está chegando um amor em meu coração...
E, então, os meus olhos também ficam como os Seus, com brilho espiritual... Você ilumina minha noite!
E que legal saber que Você está aqui, na grande metrópole de aço e concreto, cinzenta e chuvosa, junto com todos nós.
Ah, eu olho Você, e fico igual menino...
Porque eu sei que Você aprecia a simplicidade e a alegria de viver.
Eu sinto o Seu amor e meu coração vê algo belo na noite escura...
A beleza de um grande amor viajando secretamente pelo mundo e iluminando a noite dos homens sem fé e sem coragem.
Está chovendo na noite, mas Você está aqui, com o brilho da aurora nos olhos.
Ah, meu amigo, Você me permite contar para as pessoas de Sua presença aqui? Que, mesmo na área urbana, em silêncio, você está fazendo Seu trabalho de amor secreto?**
E esse amor, meu amigo? Como falar disso, que só se sente no coração?
Mesmo assim, eu Lhe pergunto novamente: “Você me permite dizer aos homens que um grande amor em forma de avatar*** está aqui? E que essa noite chuvosa ficou luminosa, para quem vê com o coração?”
E que alegria poder perceber isso!
Ah, Babaji, Você está aqui e, mais uma vez, o amor me faz pensar na eternidade do espírito e na força da luz... E o meu coração vira menino!
A chuva continua caindo, mas há um sol aqui... É a luz da consciência cósmica!****
E, nessa noite especial, eu Lhe agradeço pela presença carinhosa e firme.
E, em nome de todos que estão aqui presentes, com o Seu brilho no olhar, eu apenas escrevo, para dizer que a noite chuvosa está linda, como nunca. Porque você está aqui!
Que alegria! Que luz! Que legal!
Obrigado.

P.S.:
Você veio no escuro da noite e seus cabelos tinham o brilho do cobre.
E, no silêncio do espírito, Você falou ao meu coração sobre luz e fé.
E, agora, eu olho as pessoas e também vejo nelas um brilho espiritual... Que é o do seu olhar refletido no olhar delas.
Então, pela luz e pela fé, vamos nessa!

Paz e Luz.

- Wagner Borges –
São Paulo, 24 de abril de 2009.

- Notas:
* Babaji é o nome carinhoso dado ao mestre hindu que modernizou as práticas de Kriya Yoga. Para mais detalhes sobre o seu trabalho, sugiro aos leitores a leitura do excelente livro “Autobiografia de Um Iogue”, de autoria de Paramahansa Yogananda - editado em português pela Self-Realization Fellowship e pela Editora Lótus do Saber.
Obs.: Não confundir o avatar Babaji, aqui citado, com outros iogues e mestres que tomaram para si, como nome iniciático, o mesmo nome.
Inclusive, não existe nenhuma foto dele. O que há são ilustrações baseadas nas descrições feitas por Paramahamsa Yogananda e outros. Logo, qualquer foto ou suposta aparição de Babaji nos tempos modernos (seja em livros ou em sites da Internet), não procede.
Para complemento desses escritos, sugiro ao leitor que acesse o texto “Babaji – O Padrinho Espiritual Secreto III”, postado no site do IPPB – www.ippb.org.br -, no seguinte endereço específico:
http://www.ippb.org.br/textos/textos-periodicos/876-babaji--o-padrinho-espiritual-secreto-iii
** Esses escritos foram feitos um pouco antes do início da palestra pública no IPPB. Um pouco antes, durante o trajeto de minha residência para o local, dentro do carro parado num sinal de trânsito, perto de uma grande avenida, eu tive a visão espiritual de Babaji numa rua transversal, embaixo de uma árvore. Estava chovendo, e vê-lo ali, postado em silêncio na noite, como um guardião da fé e da espiritualidade, velando secretamente pelos homens, foi uma luz para mim. Foi pura inspiração e amor para levar às pessoas presentes na palestra. Então, escrevi para registrar o momento e, depois, li para o pessoal lá mesmo, ainda emocionado com o carinho que senti vindo d’Ele, o mestre da Kriya Yoga e mentor secreto dos trabalhadores espirituais, do Oriente e do Ocidente.
*** Avatar – do sânscrito - emissário celeste; canal da divindade.
**** O estado de consciência cósmica é chamado em sânscrito de “Samadhi” (expansão da consciência).


Texto <1000> <17/03/2010>

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