241 - NA VASTIDÃO DO TENEPES AMOROSO

Olá, amigos! São 00:29h. São as primeiras horas de terça-feira.

Ainda pouco, sentei-me em meu quarto para fazer um trabalho de irradiação energética para a humanidade e também para harmonizar minhas próprias energias.

Um exercício que faço para sintonizar-me com os amparadores extrafísicos é juntar as mãos em frente ao peito e projetar um facho de luz branca pela parte alta posterior da cabeça (alguns centímetros atrás do chacra coronário na região da cabeça onde surge aquela careca típica dos frades) na direção do infinito. Ao mesmo tempo, converso mentalmente com eles e sempre me lembro de Jesus, Krishna, Bábaji, Kwan-Yin e Buda. Peço a todos eles que inspirem e direcionem as energias para onde for mais necessário.

Nunca peço nada para mim mesmo, pois já aprendi bem sobre as leis de causa e efeito e sei que o amor é o grande lance.

Nessas horas, lembro-me de uma expressão que criei para servir de ligação espiritual em minha mente: "O AMOR QUE GERA A VIDA".

Coloquei o cd "Seven Times Seven" de Oliver Shanti and Friends enquanto rolava o trabalho de energia.

Enquanto estava ali com as mãos postadas junto ao peito, lembrei-me de uma prática yogue bem antiga, mas bastante eficaz: imaginar o som de pequenos sinos tocando dentro do chacra cardíaco.

Repentinamente, fui surpreendido pela entrada de vários espíritos no quarto.

Um deles tocou minha mão esquerda e fez um gesto de saudação.

Eles entraram pela porta do quarto e uma espécie de vento repentino começou a soprar por todo o apartamento (todas as janelas estavam fechadas e não havia vento algum lá fora).

Vários deles sentaram-se em frente a mim por todo o quarto. Eram hindus e tibetanos.

Vi-os nitidamente, apenas não ouvia o que eles conversavam.

Os tibetanos estavam vestidos à moda dos monges budistas daquele país. Tinham a cabeça raspada. Eles emanavam uma energia cor de vinho, bem característica da manifestação da compaixão espiritual.

Os hindus estavam vestidos de branco e permaneciam em pé em silêncio. Emanavam uma energia azulada e estavam de mãos postadas em frente ao peito, igual a minha posição no sofá.

Levei a atenção para o peito e concentrei-me na luz ali dentro.

Visualizei a cor azulada dos hindus envolvendo toda a área peitoral, como uma espécie de aura ou atmosfera azulada cheia de paz.

Pensei no amor sendo irradiado para todos os seres e percebi os monges entoando o mantra OM MANI PADME HUM.

O que vem a seguir não tenho como descrever direito: vi uma bola de energia formar-se dentro do meu chacra cardíaco. Dentro dela, o planeta Terra.

Um dos tibetanos disse-me mentalmente: "Esse é o planeta-coração. Interpenetre-o com amor e humildade. Pense nas pessoas que lhe são caras e visualize cada uma delas, uma por uma, dentro desse planeta-coração. Pense que cada uma delas receberá as energias de um amor incomensurável transmutado em seu próprio peito".

Imediatamente, comecei a pensar em parentes e amigos e projetei mentalmente a imagem deles dentro do planeta-coração.

Manifestei para eles, um de cada vez, o melhor possível.

Lembrei-me de tantas pessoas!...

Em dado momento, ocorreu algo digno de nota: para cada um que eu pensava e projetava dentro do meu peito, surgia ao lado a imagem de diversas pessoas complicadas que conheço. Elas também estavam recebendo uma onda de amor.

Aproveitando o lance que era espontâneo (ou melhor, causado pelos amparadores ali presentes), embarquei naquela irradiação espiritual e manifestei tudo de bom para eles também.

E o melhor disso: naquela onda de compaixão eu não sentia diferenças entre os meus entes queridos e as pessoas complicadas.

Estava tudo certo e em paz.

Não pude furtar-me do pensamento de que a maioria das pessoas visualizadas não perceberia o auxílio espiritual chegando para elas invisivelmente. Mas, isso não tinha a menor importância. O importante era estar pegando uma super-carona naquela vibração pacífica e intangível e viajando junto.

Depois de algum tempo, o mesmo tibetano pediu-me para visualizar no planeta-coração a humanidade inteira, encarnados, projetados e desencarnados. Fiz isso e mais: pensei nas muitas humanidades espalhadas por esse imenso universo e também nos extraterrestres de várias procedências, encarnados, projetados e desencarnados.

A seguir, um dos hindus sugeriu-me mentalmente: "Imprima em sua consciência a noção de que o amor de Brahman* cura tudo! Pense na vastidão do amor sem fronteiras ou ideologias. Pense na vastidão do amor de Brahman preenchendo as estrelas e os seres. Sinta isso em seu planeta-coração!"

Ao pensar nisso, fui invadido por uma sensação que não tenho como descrever.

A expressão exata seria: um vento de amor soprou por todo o apartamento. Dentro do quarto a sensação era de que todos os objetos (estantes cheias de livros, cds, plantas, paredes, sofá, chão, teto, tudo) eram interpenetrados por energias superiores.

Quanto mais eu me concentrava na expressão "a vastidão do amor de Brahman", mais a sensação de que todo o apartamento estava sendo interpenetrado por energias incomensuráveis.

Aproveitei e pensei tudo de bom para a humanidade dentro do planeta-coração.

Olhei para os tibetanos e vi um grande contentamento em suas expressões.

Os hindus continuavam quietinhos, bem concentrados e com expressão serena.

Um deles olhou-me nos olhos com tanto carinho, que nessa hora não aguentei e comecei a chorar.

Como passar para o papel o olhar azulado desse amparador hindu e o carinho emanado em silêncio?

Um choro calmo e pacífico brotou espontaneamente, sem dramas ou misérias emocionais.

Senti que todo aquele trabalho já estava montado há horas e que minha participação era apenas para ceder energias densas no plano físico e servir de conversor interdimensional para diversos tipos de assistência espiritual em andamento.

Pensei em registrar o amor desse momento.

Quem sabe alguém leia e sinta-se bem só de ler.

Talvez essas energias sutis tenham a capacidade de interpenetrar corações e consciências irmanados na mesma sintonia e inspirados pelos mesmo escritos, independentemente de espaço e tempo.

Perguntei a eles se eu poderia dar um tempinho e vir ao computador na sala para registrar esses escritos imediatamente. Eles concordaram.

Daí, sentei-me aqui e estou agora digitando tudo isso.

Eles continuam lá no quarto e deixei o cd do Oliver Shanti rolando no som enquanto isso. Acho que eles gostaram do cd também.

Voltarei para o quarto e vamos ver o que rola a seguir.

Espero que esse relato esclareça as pessoas que enviam e-mails perguntando sobre TENEPES (abreviatura de "tarefa energética pessoal", neologismo conscienciológico criado por Waldo Vieira e que muitos espíritas chamam de "passe para o escuro" ou "sessão do eu sozinho").

Espero que de alguma maneira esse amor que está aqui possa seguir junto com esses escritos e encher de luz os planetas-corações de todos os leitores.

Sei que corro o risco de ser mal compreendido nessas linhas (alguns pesquisadores de olhar opaco e coração triste costumam rotular escritos assim como expressões de misticismo ou de imaturidade consciencial), mas tal exposição vale a pena. Contudo, também sei que muitos compreenderão o que está inserido nessas linhas e em seu silêncio surgirão as devidas ressonâncias espirituais compatíveis com suas vibrações e aspirações.

"Na vastidão do amor de Brahman, PAZ E LUZ a todos os leitores!"

PS: Esses escritos são dedicados ao espírito Ramatís e ao mestre búlgaro Mikael Aivanhov.

- Wagner D. Borges -
São Paulo, 17 de outubro de 2000.
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Notas: O cd do Oliver Shanti and Friends é o "Seven Times Seven" (gravadora Sattva Music da Alemanha). As músicas 7, 8, 10 e 11 são maravilhosas e cantam mantras em homenagem a Krishna e Jesus.

* Brahman (do sânscrito): "O Todo"; "O Grande Arquiteto do Universo"; "Alá"; "Jeová" (IHVH), "O Criador"; "Deus"; "Papai do Céu"; "O Amor Que Gera a Vida".

Texto <241><03/11/2000>

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