O BUSCADOR E A LINHA EVOLUTIVA

Não é a linha evolutiva que faz o indivíduo evoluir. É a relação que o buscador tem com ela. A linha evolutiva pouco importa, mas as atitudes de responsabilidade, força de vontade de aprender, de se autoconhecer e de dominar o ego são o que define sua velocidade evolutiva.

Mesmo que alguém se utilize de grossos livros e técnicas sofisticadas, não significa que possua superioridade consciencial. Aliás, o sentimento de superioridade é inversamente proporcional ao nível evolutivo da consciência portadora. Ou seja, uma consciência realmente evoluída não ostenta qualquer superioridade consciencial, pois a lucidez maior, proveniente de elevados estados de consciência, não permite a manifestação desses egos ridículos de arrogância, orgulho e vaidade.

Observe estas três opções evolutivas básicas:
a) por descaso ou desconhecimento;
b) por fé e devoção;
c) por responsabilidade, reforma íntima, trabalho, estudo e autoconhecimento.

O resultado é óbvio: a maioria da humanidade se enquadra na primeira opção, incluindo religiosos, espiritualistas, técnicos, pesquisadores, conscienciólogos, "universalistas", parapsicólogos, entre muitos outros.

A relação entre os homens que ostentam esses rótulos e suas linhas é leviana e irresponsável, em sua maioria esmagadora, já que os mesmos se movem motivados mais por um ego social-técnico, social-religioso ou social-espiritualista, do que por um investimento autoconsciente na necessidade inexorável de evoluir.

Paciência; o que não vai pelo amor, vai pela dor. E é essa realidade que define o nível denso do plano astral, adstrito ao planeta Terra: o umbral espiritual (1).

Infelizmente, esses dolorosos intervalos são absolutamente necessários, diante da imperícia evolutiva humana que, quando não usa somente a técnica, busca o vazio das futilidades e se afasta da Luz que indica o caminho para a Consciência.

Os homens e sua sociedade são a indústria que polui a consciência humana durante a vida; o umbral é o lixão que recebe todo esse produto; os amparadores são os lixeiros, que trabalham sem receber a taxa do lixo. Ou melhor, essa taxa é cobrada de uma minoria encarnada, que trabalha na espiritualidade com seriedade, "carregando piano" e pisando em espinhos. Durante o dia, dentro do corpo, lutando para esclarecer, sobreviver e manter a dignidade. E à noite, fora do corpo, doando-se, muitas vezes até mesmo sem saber, em trabalhos de resgate extrafísico.

P.S.: Este texto foi inspirado espiritualmente por Ramatís.

- Dalton Roque -
 

- Nota: 1. Umbral: Plano espiritual atrasado; Plano astral inferior.

Imprimir