1043 - MÁTAJI, AMPARADORA-ANANDA IV*

(Viajando Espiritualmente com Mátaji no Olho do Furacão)
 
Eu a vi espiritualmente no centro do olho do furacão.
E ela deslizava silenciosamente ali...
Tudo em volta era caos e violência.
Mas ela era só serenidade...
 
Então, eu percebi que ela orava.
E senti que o seu amor abraçava o mundo.
Sim, senti, em espírito e verdade.
 
E me atrevi a também orar junto.
E o meu coração se ligou ao dela.
E eu abracei o mundo... Nas ondas do seu amor.
 
Ah, eu senti suas mãos de luz tocando a tanta gente...
E ousei tocá-las também, na Força do Espírito.
E suas mãos tocaram as minhas mãos, na mesma luz.
Em torno, tudo turbilhonava, mas eu vi sua firmeza.
E sua força vinha do seu amor incondicional.
 
Ela era pura calmaria no meio do turbilhão.
E eu sabia que sua consciência estava em muitos lugares.
Porque são muitos os corações que ela abençoa.
 
Ah, eu a vi amansando as feras de muitos planos...
E algumas delas eram dentro de alguns corações.
Invisivelmente, ela partia as correntes de antigas magias.
E até mesmo os espíritos trevosos ansiavam pelo seu amor.
E eu me admirei de ver como ela os amava igualmente.
 
E eu sabia que ela estava ajudando muita gente a voltar para o Céu.
Sim, ela estava soltando algumas consciências de seus corpos cansados...
E guiando-os para a casa das estrelas, no Coração de Brahman**.
E, então, eu ousei novamente, e pedi a ela que ajudasse a um amigo.
Pedi que ela embalasse o seu voo de volta e abençoasse sua nova jornada.
E mais: que sua família fosse abençoada com a luz da compreensão serena.
 
E, maravilha das maravilhas, ela me mostrou o meu amigo rindo “do lado de lá”.
E ele me acenou, por entre os planos, e me disse “que as estrelas eram lindas”.
E que, em breve, “estaria voando novamente, dessa vez, nas dobras do espaço”.
 
E eu vi o amor dela no sorriso dele, como se, agora, ela fosse sua mãe espiritual.
E, novamente me admirei, e chorei quietinho, no meio da noite.
E não era choro de drama nem de luto, mas, de amor. Sim, choro de luz.
 
Eu a vi deslizar serenamente no centro do turbilhão...
E ela projetou uma esfera de luz branca atrás de minha cabeça.
E eu compreendi que estava recebendo um presente.
E agradeci, enquanto o seu coração dizia dentro do meu, em espírito e verdade:
“Jesus e Babaji continuam trabalhando nos bastidores do mundo. Pense neles!”
 
Ah, eu vi a doce Mátaji*** no centro do mundo.
E ela era puro amor e serenidade operando secretamente.
E, por onde ela seguia, as correntes do mal se partiam...
 
P.S.:
Sim, eu vi Mátaji, a mãezinha silenciosa.
E ela tocava os corações no centro da vida.
E, agora, tem uma luz pairando atrás de minha nuca.
Como um sol de amor iluminando minha consciência.
Oxalá eu seja digno do presente espiritual dela.
Porque há coisas que nenhum dinheiro do mundo paga.
Uma delas é ver a ação serena do amor amansando as feras.
E saber que algumas delas, antes, habitavam em seu próprio coração.
Há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
E saber disso não tem preço.
 
Om Krya Mátaji Namah!
 
Gratidão.
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – pequena folha espiritualista ao sabor do Vento do Supremo.
São Paulo, 21 de junho de 2010.
 
- Notas:
* As três partes anteriores desse texto já foram postadas pelo site do IPPB – www.ippb.org.br -, e podem ser acessadas nos seguintes endereços específicos:
Partes I e II - http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=2907&catid=62:wagnerborges&Itemid=174
Parte III -  http://www.ippb.org.br/index.php?option=com_content&view=article&id=3055:510-mataji-amparadora-ananda-iii&catid=31:periodicos&Itemid=57  
** Brahman – do sânscrito - O Supremo, O Grande Arquiteto Do Universo, Deus, O Amor Maior Que Gera a Vida. Na verdade, O Supremo não é homem ou mulher, mas pura consciência além de toda forma. Por isso, tanto faz chamá-Lo de Pai Celestial ou de Mãe Divina. Ele é Pai-Mãe de todos.
*** Mátaji - do sânscrito - é a irmã do mestre Babaji. Como seu irmão, ela também ajuda a humanidade invisivelmente. Trata-se de uma iogue que vela secretamente pelo mundo. Trabalha na frequência espiritual da Mãe Divina.
Resumindo: ela é pura compaixão silenciosa.
Em Krya-Yoga, o seu mantra evocativo é: Om Krya Mátaji Namah (pronuncia-se exatamente como está escrito).
Sugiro aos leitores que se concentrem mentalmente nesse mantra, dentro do chacra cardíaco, por alguns minutos, enquanto elevam os pensamentos ao Amor Maior Que Gera a Vida. Meditem suavemente nele e abram o coração às vibrações da compaixão incondicional. E pensem no bem de toda a humanidade, física e extrafísica.
Se houver a sintonia adequada, talvez ela chegue às dobras sutis do coração espiritual e realize o milagre do amor viajando serenamente nas praias das consciências que laboram na espiritualidade e que, mesmo vivendo dias tão tumultuados na Terra, ainda são capazes de abrir suas frequências às ondas do amor silencioso.
Obs.: Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o CD. “All By Myself”, trabalho solo do vocalista do soul americano Eddie Kendricks (1943-1995), que foi um dos vocalistas do The Temptations, uma das bandas míticas do cast da Motown Records – de grande sucesso nas décadas de 1960/1970.
A música “This Used Be the Home of Johnnie Mae” – segunda faixa do CD -, é maravilhosa.

Texto <1042><24/09/2010>

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