1272 - HÁ ALGO MAIS... UMA AMOR. UMA LUZ. – LXIII*

(Resposta a uma amiga triste, que teve que sacrificar o seu cachorro em função de uma doença terminal)
 
A presença de um animal de estimação perto de nós é uma honra.
Dá trabalho cuidar, pois é como um filho e precisa de atenção e carinho.
Eu considero o Rama** como meu parceiro de evolução e um presente da vida.
Mas, se precisar sacrificá-lo algum dia, por motivo correto e com a orientação de um profissional da área veterinária, eu não hesitaria nisso.
Da mesma forma que precisamos assinar uma autorização para um filho fazer uma operação delicada, também precisamos decidir a jornada do nosso bichinho.
Não é uma prova para ele. Na verdade, é uma prova para nós mesmos.
E eu jamais decidiria isso sozinho. Pediria orientação ao plano espiritual, pois tal decisão nunca é fácil. E também oraria aos mentores dele, pedindo uma inspiração.
O fato é que os animais não morrem. Do mesmo jeito que nós, eles sobrevivem com o corpo espiritual (no caso, estou me referindo aos mamíferos avançados), e têm seres extrafísicos que cuidam deles no Astral.
No caso do Rama, eu sentiria sua falta, é claro. Mas estaria firme, por fazer o melhor por ele (ainda mais sabendo que ele jamais morrerá de fato).
E eu estaria com ele até o último momento, em Espírito e Verdade.
Então, não fique triste por ter tomado essa decisão difícil. Isso faz parte do seu aprendizado também. E jamais tenha autoculpa por ter feito o certo para o seu amiguinho. Ele tinha o tempo dele por aqui (assim como você e eu também).
Lembre-se do Amor incondicional dele e, se puder e quiser, adquira outro bichinho. Mas que isso não seja por carência ou compensação afetiva. Que seja porque é legal ter um amigo assim, no tempo que tiver que ser...
Sabe?... Eu aprendo muito com o Rama (e ele também está aprendendo comigo, naturalmente), e agradeço ao Todo por ter me emprestado um de seus filhinhos por um tempo de vida. E quando for a hora, dele ou minha, que tudo seja como deve ser, sempre em Espírito e Verdade.
E é isso que eu tenho para lhe dizer: a vida continua, para nós e para eles.
Porque há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
(Ah, minha amiga, sinta-se honrada de ter compartilhado um tempo de vida com o seu amiguinho de quatro patas, que, agora, está voando com os mentores espirituais dele, lá em cima, na Casa das Estrelas.)
 
P.S.:
Eu nada sei dos mistérios do infinito.
Só sei o que sinto, em Espírito e Verdade.
E o que sinto é isso: algo mais... Um Amor. Uma Luz.
E os nossos amiguinhos que já partiram também sentem isso...
Talvez até mesmo melhor do que nós, de forma incondicional.
E, mais à frente, vamos encontrá-los nas ondas da evolução...
Sim, eles pularão em nosso colo e nos lamberão novamente.
E brincaremos com eles, como parceiros de jornada, algures...
Porque a vida continua, para nós e para eles***.
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges – mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 03 de julho de 2013.
 
- Notas:
* Esse texto fará parte de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei daqui a alguns meses (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** Rama é um cãozinho da raça Yorkshire Terrier, de cor escura mesclada com tons claros, atualmente com quatro anos de idade.
*** Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no som o novo trabalho solo do multiinstrumentista ingles Steven Wilson (líder da banda inglesa de pop/rock Porcupine Tree), o CD “The Raven That Refused To Sing (and Other Stories)”. E eu gostei muito das músicas “Drive Home”e “The Raven That Refused To Sing” (faixas 2 e 6 do CD).
Para quem quiser ouvir essas duas músicas, basta acessar o site do Youtube, nos seguintes endereços específicos
- Steven Wilson - Drive Home (original)
- Steven Wilson (live en Chile - 2013) - Drive Home
- Steven Wilson - The Raven That Refused To Sing (original)
- Steven Wilson - The Raven That Refused To Sing (Live)
Obs.: para enriquecer esses escritos de hoje, deixo na sequência um texto em que falo sobre a energia dos animais.
 
 
A ENERGIA DOS ANIMAIS*
(Entrevista Sobre a Sensibilidade dos Animais)
       
- Por Wagner Borges -
       
1) Os animais são realmente mais sensíveis às energias do ambiente do que nós? Por que isso ocorre?
Resposta: Sim, eles são realmente mais sensíveis às energias ambientais.
Isso ocorre porque a sensibilidade dos animais supera a do próprio ser humano. Eles estão mais ligados aos ciclos da natureza e consequentemente, às suas variações energéticas, talvez, até mesmo por puro instinto.
E como eles se baseiam mais nos sentidos do que na mente consciente (caso do ser humano, com sua mente cheia de neuroses, culpas, medos e bloqueios psíquicos variados), isso favorece sua percepção em relação ao meio ambiente energético.
 
2) Eles percebem as energias sutis por meio das patinhas (caso de gatos e cães)?
Resposta: No caso dos felinos, lobos e cães, isso é verdadeiro porque, como a coluna deles está posicionada na horizontal (diferente da coluna do ser humano, que está na vertical e por isso, capta mais energias de cima, do espaço e de outros planos), eles se apoiam nas patas e sentem muitas coisas por intermédio delas. Além do mais, eles também possuem centros energéticos (pequenos chacras) no centro das patas e captam energias por elas.
 
3) O que podemos fazer para equilibrar a energia deles, mantendo-os saudáveis? Existe algo simples que uma pessoa sem iniciação em reiki, cura prânica ou outras terapias pode fazer para ajudá-los? Se sim, o que?
Resposta: Quando uma pessoa trabalha com cura, ela está acostumada a passar energias, e isso facilita muito a passagem de vibrações sadias para os animais. Contudo, sem esse preparo técnico e psíquico, a melhor maneira de fazer isso é amando os seus bichinhos, pois fazer carinho é uma forma de passar energias sadias.
E para aqueles que oram (independente de sua crença), é muito bom fazer isso com seus animais por perto, ou mesmo segurando-os no colo.
Do mesmo jeito que pedimos ao Céu para proteger os nossos entes queridos, também podemos orar a favor dos nossos parceirinhos de jornada. Afinal, eles também fazem parte de nossa família. E isso é uma forma eficaz de passar energia legal para eles.
 
4) De que forma a energia densa de um ambiente pode afetá-los?
Resposta: Da mesma forma que pode afetar os seres humanos também: por contato energético e psíquico. Quando um animal entra em contato com alguém negativo ou com algum ambiente ou objeto carregado de vibrações pesadas, ele sente os efeitos imediatamente e, em consequência, pode até adoecer.
 
5) Uma vez, li que uma pessoa que ama muito seus animais pode fazer afirmações positivas ao acariciá-los, falando: você é feliz, você é saudável. Você acredita nesse tipo de forma-pensamento?
Resposta: Isso é verdadeiro sim. E não precisa ser só afirmações positivas, mas também, qualquer coisa boa falada e projetada para eles. Eu mesmo faço isso com o Rama**, o meu cachorrinho (um Yorkshire Terrier, de três anos de idade). Faço carinho e converso com ele, dizendo-lhe: “como você é bonito”; ou, “você é o parceirão do papai”; ou ainda, “você é muito amado”.
A presença de um ser humano sadio perto dos animais acelera a evolução deles, pela própria relação afetiva que se forma; e, em contrapartida, também acelera a evolução do ser humano, que aprende muito com esses parceirinhos de jornada, principalmente na questão do amor incondicional deles.
Resumindo: quando há amor, a relação é boa para ambos!
 
- Notas:
* Essa entrevista foi realizada para publicação numa revista, mas não foi publicada integralmente. Então, aqui está disponibilizada na íntegra.
** Ver os dois textos que escrevi sobre o Rama no site do IPPB, nos seguintes endereços específicos:
Obs.: Eis aqui mais dois links para textos que esclarecem sobre a questão dos animais, suas condições extrafísicas e a presença de protetores espirituais junto a eles:
 

Texto <1272><16/07/2013>

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