714 - NAS ASAS DO GRANDE ESPÍRITO, SENHOR DE TODAS AS VIDAS

(Falando da Vida Após a Morte dos Animais)

- por Wagner Borges -

Enquanto eu meditava, preparando-me espiritualmente para realizar uma aula para o grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB, entrou no quarto um cachorro desencarnado, brincando, latindo e batendo o rabo alegremente.
Percebia o animal pelas vias da clarividência, de olhos fechados, diretamente na tela mental frontal interna (correspondente à área de ação do chacra frontal*).
O cão era um vira-lata normal, adulto, de pelo castanho-claro (mais claro do que castanho), muito alegre e ativo. Ele olhava para alguém à frente, que eu não via, com o qual ele brincava e corria em torno. Contudo, mesmo sem ver a entidade extrafísica no ambiente, eu sentia sua presença tranqüila e amistosa.
Admirado com a alegria do animal, morto na Terra, mas vivo em espírito, cheio de animação, pensei: “Alguém deve estar chorando a perda desse animal. Do jeitinho alegre que ele é, deve estar fazendo muita falta para os seus donos e entes-queridos.”
Então, o espírito em frente se comunicou telepaticamente comigo e me disse o seguinte: “O nome dele é Terry. E ele está muito bem tratado aqui!”
Nesse instante, o meu chacra frontal pulsou, cheio de luz branquinha fluorescente e eu o vi também.
Era um homem alto, de cabelos pretos muito grandes, à moda indígena da América do Norte. Estava vestido de calça lisa marrom-claro, com uma camisa esporte, tipo pólo (por dentro da calça). O cinto era preto. Seus olhos eram bem pretos, brilhantes, e a pele bem moreno-avermelhada. No conjunto, ele mais parecia um mestiço de branco com índio americano, moderno no jeito, mas com uma certa atmosfera ancestral xamânica.
Ele me olhou e riu e na seqüência pegou o cão no colo. O animal se mexia feliz junto dele, tentando lambê-lo todo tempo. Em torno dele havia uma aura amarelo-suave, que irradiava uma atmosfera de segurança e tranqüilidade à sua volta.
Enquanto acariciava o animal em seu colo, ele me olhou firmemente e com simpatia e me disse: “Já que você fala das coisas do espírito para os homens encarnados na Terra, então diga-lhes que até mesmo os animais têm assistência espiritual após o desenlace da matéria. Eles são cuidados e afagados com muito carinho. Há grupos de auxiliares astrais que cuidam especificamente deles em seus períodos extrafísicos. São espíritos dedicados ao bem-estar desses nossos irmãos menores na Natureza.
E mais: peça aqueles que gostam dos animais, que orem na sintonia desses benfeitores invisíveis; para que eles se associem sutilmente com eles, em espírito, na mesma bondade e amor por esses serzinhos tão queridos.
Nenhuma criatura é abandonada pelo Grande Espírito.
O Seu Amor é para todos!
A Sua Luz anima todas as luzes e seres.
Para Ele, todos são iguais na Natureza.
Homens e animais, vegetais e minerais, todos são Seus filhos.
Que aqueles que sofrem com a perda temporária de seu bichinho amado, seja ele qual for, rezem ao Grande Espírito, para confortar seus corações. Mas, que saibam, também, que há outros seres que amam os seus bichinhos, que seguirão cuidando deles nesse imenso universo do Grande Espírito, cheio de vida, em todos os planos.
O meu recado é só esse. Que Manitu** abençoe a sua jornada!”

P.S.: Agora, vou levar esses escritos e compartilhá-los com os meus companheiros de estudo e prática espiritual. Que a jornada deles também seja abençoada por Manitu, Senhor dos homens, dos animais*** e de tudo o mais que existe, seja lá onde ou como for.


Paz e Luz.

São Paulo, 12 de julho de 2006; às 19h50min.


- Notas:
* Chacra Frontal: centro energético situado no campo energético da testa e responsável pelos fenômenos de clarividência e percepção espiritual. Está ligado à glândula hipófise (pituitária).
** Manitu: designação que os índios algonquinos, da América do Norte, dão a uma força mágica não personificada, mas inerente a todas as coisas, pessoas, fenômenos naturais e atividades; O Todo; O Supremo; O grande Espírito; Deus.
*** Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de um outro texto que também fala da questão dos animais após o descarte do corpo denso. Segue-se o mesmo na seqüência.





CONTATOS INTERDIMENSIONAIS
(Verita e o Ancião dos Cavalos)

Ainda agora, durante um trabalho de energia aqui em meu quarto, percebi pela clarividência um velho índio desencarnado. Ele estava com um chapéu bem surrado e acariciava um cavalo. O animal estava preso em um estábulo e parecia ver o espírito. Pelo seu jeito, estava gostando do carinho que lhe era feito.
Mentalmente, saudei o velho índio. Ele fez um gesto com a mão direita e pediu-me para ficar quieto e esperar por uma visão do Grande Espírito (nome pelo qual vários povos indígenas chamam o Criador). Permaneci no mesmo estado tranqüilo em que estava e fiquei observando suas carícias no animal.
Em dado momento, deixei de percebê-los, e uma outra imagem se formou em minha tela mental. Dessa vez, era uma casinha simpática, rodeada por um belo gramado e circundada por belas montanhas verdejantes. Uma luz suave preenchia esse ambiente. A sensação era de paz e vitalidade, integrados na atmosfera daquele lugar. Bem no meio do gramado surgiu a minha amiga Verita (ela foi morar no plano extrafísico há três dias, aos 67 anos).

Ela sorriu para mim e disse:
“Diga para o pessoal que aqui é o meu lugar e que estou ótima. A vida aí na Terra é mata brava. Aqui é pura paz na relva.”

Ela me dizia isso mentalmente e rolava na grama igual criança.
Perguntei-lhe se havia recebido as vibrações que eu havia enviado em sua intenção ontem à noite.

Ela disse:
“Claro! Um dos espíritos hindus da turma do Ramatís (ela era apaixonada pelo espírito Ramatís) trouxe-me ontem um buquê de flores e disse-me que elas eram a expressão de suas energias em minha intenção. Adorei, Wagner. Agora, não se esqueça de ligar e avisar o pessoal de que estou muito bem aqui nesse lugar.”

Ela se afastou rindo, em meio àquele ambiente maravilhoso.
Não vi outros espíritos por lá, mas por intuição sabia que havia uma consciência extrafísica avançada invisível a nós, superintendendo aquele nosso contato.

A seguir, a imagem do lugar se diluiu e voltei a ver o índio e o cavalo. Ele me olhou nos olhos e disse:
“Sou o ancião dos cavalos. Estou por aqui desde os velhos dias. Já vi muita, muita coisa mesmo. Mas, o que mais me encanta é a simplicidade da vida. Como a natureza ensina!... Perceber a luz do Grande Espírito na grama e nas estrelas. Fazer carinho nesse soberbo animal e admirar a doçura de seus olhos. Por sua inocência, ele me vê e sabe o quanto o amo. Se os homens soubessem o quanto os animais vêem espíritos... Para eles isso é natural; estão sem travas psíquicas e nem acumulam as mágoas que entorpecem o coração. São eles, a natureza e sua inocência.
Ainda agora, você percebeu certos efeitos energéticos no céu e parou para refletir em seu significado. Fez muito bem em meditar. O vento e a água (havia uma atmosfera de vento úmido dentro do quarto) deram de presente a você a imagem de sua amiga no outro lado da vida. Ela agora está onde sempre desejou estar! Avise seus amigos e diga-lhes de sua felicidade no novo lugar.
Também diga às pessoas que amam os animais, que as mãos espirituais do ancião dos cavalos estão sempre cheias de luz e prontas para trabalhar a favor da cura dos bichinhos do Grande Espírito. A arrogância dos homens é tão grande que nem lhes ocorre o pensamento de que os animais também têm seus protetores espirituais.
Aproveitando que você é um irmão que escreve, dê um recado desse amigo dos bichos aos homens: ‘Diga-lhes que silenciem o ego e seus tormentos e escutem as mensagens do vento e da chuva. Eles cantam e comunicam verdades sublimes aos corações receptivos. O Grande Espírito toca sua canção em qualquer canto, mas só os animais e os homens de coração aberto é que percebem suas doces harmonias’.
Fique na luz, meu irmão!
O ancião dos cavalos irá agora passear pelos campos do Grande Espírito e aprender com os elementos da natureza as artes da cura espiritual. Veremo-nos outras vezes, em um desses cantos da irmã chuva ou em uma das mensagens do irmão vento.
Paz em seu coração! E também para os seus leitores.”

- Ancião dos Cavalos -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges; São Paulo, 13 de dezembro de 1998).


Texto <714><22/07/2006>

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