1056 - IEMANJÁ – A MÃE DO AMOR NA CACHOEIRA DOS OLHOS


Mãe Iemanjá!*
Que faz dos meus olhos
Uma cachoeira,
Quando eu penso no Bem
E na evolução dos homens.
Quando eu canto a Luz
Em meu coração;
Quando o Amor me faz escrever
E os espíritos vêm cantar aqui.
 
Ah, Mãe Querida!
Que lava as maldades do mundo
Com as águas da compaixão,
E que acalma o coração.
Que faz a chuva de Amor acontecer
Na cachoeira dos meus olhos...
 
Ah, Mãe das águas!
Que me abraça com a luz azul e branca,
E fortalece a minha fé.
Que, na luz do luar e nas ondas do mar,
Vem me sussurrar o encanto do Bem.
 
A Senhora me conhece, bem mais do que eu mesmo.
E, em muitos voos espirituais, me protegeu tanto...
E, novamente, eu estou aqui, igual a uma criança,
Brincando na chuva.
 
Sim, a sua chuva de Amor, que cai do Astral Superior,
E faz a cachoeira descer dos meus olhos...
Porque assim são as minhas lágrimas,
Quando o Amor me faz escrever,
E lava a minha alma
 
Ah, Mãe Iemanjá!
Que faz o meu corpo astral** flutuar nas vagas siderais...
Como uma pluma levada pelos ventos da espiritualidade.
Que me chama de menino, porque me conhece bem;
Que me fez ser médium*** de tudo o que é da Luz;
E que me deu a Fé que não me deixa trair o meu coração.
 
Ah, Querida!
Se eu tivesse o talento do poetinha, faria agora uma canção.
Mas eu só tenho um Grande Amor no coração,
E a Luz do Bem que a Senhora me ensinou.
E tudo isso desce na cachoeira dos meus olhos...
 
P.S.:
A chuva desce aqui,
Enquanto os espíritos
Cantam e dançam.
Porque eles sabem das coisas,
E eles cantam a Fé e o Amor.
E sempre dizem: “Nunca traia o seu coração.
Porque a morte real não é a do corpo,
Mas, sim, aquela que afasta o Ser da Espiritualidade”.
 
(Dedicado a Vinicius de Moraes, ao meu amigo baiano Carlito, que também mora no Céu, e aos guardiões espirituais que operam invisivelmente a favor do bem de todos os seres.)
Com gratidão.
 
- Wagner Borges – servidor da Luz, sempre...
São Paulo, 16 de novembro de 2010.

- Notas:
* Iemanjá - no Brasil, Iemanjá está associada ao mar, embora na África esteja mais vinculada à desembocadura dos rios. Nas lendas africanas ela é tida como filha de Olokum, deusa do mar, Mãe que criou muitos Orixás.
Na Bahia, as festas se realizam no dia 02 de fevereiro, no bairro do Rio Vermelho, com repercussão nacional.
Seus instrumentos são o abebé cor de prata e uma espada. Sua saudação espiritual é “Odoiyá!”
** Corpo astral - do latim, astrum - estrelado - expressão usada pelo grande iniciado alquimista Paracelso, no séc. 16, na Europa, e por diversos ocultistas e teosofistas posteriormente.
Sinonímias: Corpo espiritual - Cristianismo - Cor. I, cap. 15, vers. 44.
Perispírito - Espiritismo - Allan Kardec, séc. 19, na França.
Corpo de luz – Ocultismo.
Psicossoma - do grego, psique - alma; e soma, corpo. Significa literalmente "corpo da alma" - Expressão usada inicialmente pelo espírito André Luiz nas obras psicografadas por Francisco Cândido Xavier e por Waldo Vieira, nas décadas de 1950-1960, que atualmente é mais usada pelos estudantes de Projeciologia.
*** Médium - do latim, intermediário – é o indivíduo que tem a capacidade supranormal de perceber os seres extrafísicos e de servir de canal interplanos para eles se comunicarem com os níveis mais densos.
Obs.: Enquanto eu escrevia essas linhas, rolava aqui no som o CD. “Canto de Ossanha” – parceria genial de Vinicius de Moraes e Baden Powell (com a participação do Quarteto em Cy), lançado em 1966. A faixa 3 do disco se chama “Canto de Yemanja”.

Texto <1056><22/11/2010>

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