37 - ANJO II

Anjo Amigo,
por favor, toque meu coração.

Faça-me ver o brilho celestial em cada ser vivo.

Viaje espiritualmente comigo e ajude-me a singrar com amor os mares da existência.

Ilumine meus passos, para que eu faça o Bem aos meus irmãos de caminhada terrestre.

Querido, toque aquela música sutil que eu escutava em meus sonhos de criança. Naquela época de inocência, seu amor embalava meu sono.

Quando minha mãe me via dormindo e sorrindo, ela ficava imaginando com o que seu bebê estaria sonhando. Mal sabia ela que eu estava brincando com você nas dimensões sutis, além do corpo, no céu das crianças.

O tempo seguiu e cresci. Não sou mais aquela criança, por isso, sei que você não tem asas, não tem hora para ajudar e nem mesmo tem algum nome que possa defini-lo.

Tristes são os homens que lhe procuram por esses convencionalismos baratos ou pelas vias do condicionamento religioso. Quando quero senti-lo, procuro apenas lembrar-me daquela música sutil e pensar no bem de todos os seres. Basta sintonizar seu amor no meu chacra cardíaco para sentir uma imensa vontade de abençoar todo mundo.

Amigo inspirador dos meus passos, vamos viajar fora do corpo novamente até os reinos sutis. Vamos juntos buscar a inspiração celestial, voando além dos horizontes humanos, nas ondas luminosas de Brahman.

Vamos lá pedir a Ele que encha nossos corações espirituais de presentes de Luz e, a seguir, vamos voltar à Terra e distribuí-los como assistência espiritual invisível a todos os seres.

Anjo Amigo, "música-luz" de minhas viagens espirituais, não sou mais aquela criança e, na verdade, embora eu tenha um corpo físico, não sou nem mesmo humano, "SOU UM ESPÍRITO!", centelha vital de Brahman, vivendo por um tempo na Terra. E é como espírito que sinto sua presença.

De espírito para espírito, só posso lhe dizer: "OBRIGADO, QUERIDO!"

- Wagner D. Borges -
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Texto <37><02/08/1998>

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