55 - APENAS ALGO SOBRE GENTE E MORCEGOS

Essa gente que entorna o caldo a toda hora é como morcegos planando na noite de seus próprios temores ocultos.

Escondem-se nas cavernas do mau humor e viram de ponta-cabeça o próprio discernimento.

Se bobear, transmitem o vírus da raiva. São meio cegos para o que é bom, mas têm o olhar aguçado sobre os erros alheios.

Possuem presas pontiagudas, prontas para morderem os que caem no seu perímetro vampiresco. Exalam um odor espiritual esquisito, que mais parece um misto de bolor com suor azedo de ciúme.

São predadores naturais pois caçam a vontade dos outros. São soturnos e guincham a todo instante. Talvez procurem marcar sua presença desse jeito. Sempre se movem na calada dos desejos inconfessáveis, motivados por um ego sombrio e devorador.

Essas pessoas-morcego temem a luz, pois esta tem o poder de ferir seu ego atormentado.

Seus pensamentos são obscuros e seus anseios inferiores são quimeras distantes.

Ah, essa gente-morcego, tão sórdida e tão opaca! Voam para todo canto, mas têm medo de pousar em algum ponto luminoso. Nada temos contra os morcegos, que são somente animais, filhos da natureza. Eles têm sua função natural no ecossistema do planeta. Se os usamos como referência, é por necessidade de linguagem e expressão. Entretanto, se os morcegos são criaturas da natureza, a gente-morcego é antinatural. São uma aberração no contexto da vida. Prejudicam o ecossistema espiritual com atitudes mesquinhas. Como dissemos linhas atrás, esse pessoal-quiróptero guincha demais, pois seu ego gosta de chamar a atenção.

Na verdade, esse pessoal deveria tomar logo um partido, ou são gente-gente mesmo, às claras, ou que assumam de vez a condição de morcegos na vida. Que assumam seus guinchos, suas presas e seu hálito animal. Que levem sua baba raivosa para sótãos de casarões abandonados. Quem sabe lá, no meio da poeira, do bolor e da obscuridade sintam-se melhor?

Treva atrai treva, é uma questão de afinidade. Portanto, que esse pessoal procure sua turma, pois morcego com morcego dá certo. Morcego com gente complica, pois morcego gosta de trevas e gente gosta de claridade.

- Cia. do Amor -
(A Turma dos Poetas em Flor)

* * *

Que cada um escolha o lado que melhor lhe aprouver nesse mundo de Deus. Mas que todos saibam que, acima de qualquer coisa, prevalecem no Cosmo leis superiores e sutis, as quais regulam os passos de cada criatura, direcionando os efeitos de cada ato para aquele mesmo que os produziu.

Carma, lei de Deus, roda da existência, lei de causa e efeito, samsara, os nomes são variados, mas uma coisa é certa: "Cada um colhe o que planta" e se "A semeadura é livre, a colheita é obrigatória". Obviamente, então, quem planta treva colhe treva. Quem planta luz, colhe luz. Isso é inexorável, simples, direto e objetivo. "Que seja dado a cada um segundo os seus atos."

Costurando, então, este texto na tapeçaria cármica da natureza, pois quem escreve está plantando idéias na mente de quem lê, esperamos colher o discernimento do leitor nessas questões do viver.

Seja morcego, gente-morcego, ou somente gente, todos estão viajando pela evolução. Todos estão respirando no hausto magnífico do Criador, banhados no seu Amor.

As atitudes trevosas são apenas oscilações do ego insensato que não vê o óbvio à sua frente:

Vida é movimento; movimento é energia.
Energia é Luz; a Luz emana de Deus.
Em vista disso, há pouco mais a dizer:

A raiva escurece; o Amor enobrece.

- Ramatís e Os Iniciados -

* * *

Pode parecer redundância ou ironia falar nisso, mas não podemos deixar passar ao largo, ao final deste texto, a marca registrada de quem procura fazer o certo.

Ao leitor (morcego ou gente), nós desejamos muita PAZ e LUZ!

- Cia. do Amor -
(A Turma dos Poetas em Flor)

(Textos recebidos espiritualmente por Wagner D. Borges)
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Texto <55><02/10/1998>

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