63 - ESPÍRITO DA PAZ

No espaço profundo da meditação, surge um ser luminoso. Sinto que ele me conhece profundamente. Através do chacra coronário, ele interpenetra minha cabeça e preenche-me de pura luz-sentimento. Sou tomado por uma paz maravilhosa. Transformo-me em serenidade-plenitude. Sinto-me inundado por cascatas de luz que descem do chacra coronário até o coração (chacra cardíaco).

Ternamente, aquele ser luminoso diz dentro de mim:

"Meu filho, o amor é a fonte de toda plenitude. Dentro de cada ser há um tesouro sutil guardado dentro da caverna espiritual do coração. Há luz esplendorosa aguardando o despertar da consciência para além das camadas estratificadas do ego.

Deslize serenamente sua atenção para o centro do coração. Visualize que ele é de cristal branco transparente. Pense na PAZ! Comunique internamente a todos os seres, de coração à coração, as energias sutis da compaixão. Sinta-se UNO com seus irmãos de evolução, mesmo que eles não saibam disso. Abençoe a si mesmo e a todos! Visualize um céu azul dentro do coração de cristal. Pense na eternidade que está em cada ser.

Meu filho, há uma corrente de luz interligando o centro do coração ao chacra coronário. Viaje nela com alegria. Nosso amor é o mesmo amor, nossa luz é a mesma do Cristo."

A essa altura, todos os meus chacras estão preenchidos de luz-serena. Lágrimas de agradecimento brotam espontaneamente. Sinto que meu coração abraça muitas humanidades em muitos lugares do universo e que meu chacra coronário não tem só mil raios, tem trilhões de sóis.

Possuído por essa plenitude pacífica, vejo surgir do alto a forma de uma pomba branca. Ela pousa no alto de minha cabeça e fica ali quietinha.

O ser luminoso diz novamente:

"Minha criança, a paz do Cristo está em nós. Mentalize sempre essa pomba branca pousada em sua cabeça. Pense continuamente no Bem de todos e siga nas ondas do amor.

PAZ, PAZ, PAZ..."

Gentilmente, esse amigo de outras esferas pediu-me para escrever esse relato. Agora, momentos depois de escrever, ainda sinto suas energias aqui no ambiente. E a pomba branca ainda está pousada sobre minha cabeça. Meu chacra frontal parece um fulcro de luz.

Numa condição dessas, repleto de riqueza espiritual, só me resta dizer ao ser de luz: OBRIGADO, QUERIDO!

P.S. Enquanto rolava essa experiência, eu escutava o excelente disco celta de David Arkenstone "The Celtic Book of Days" (gravadora Windham Hill; série 01934-11246-2). A música 5 desse disco é maravilhosa.

Enquanto escrevia o relato, lembrei-me várias vezes de Jesus e Ramatís.

- Wagner D. Borges -
(São Paulo, 29/10/98; 22:30 h)
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Texto <63><29/10/1998>

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