EU NÃO POSSO VIVER SEM MIM!

- Eu não vivo sem sicrano!

- Sem beltrano, a minha vida não tem sentido!

- Sem fulano, eu morro!

Estas frases chegam aos meus ouvidos como “cotonetes” de pavor. Essa “pseudodependência”, essa mania de respirar com o nariz do outro me cheira como Vampirismo!!!
Prezado leitor. Se você tem aquele perfil apaixonado... Que se sufoca com a ausência do ser “amado”... Que come, bebe, dorme, respira, o seu objeto de desejo... Então você é um apaixonado! E como todo apaixonado, um VAMPIRÃO de energias! Um Drácula de Kundalini! Suga, suga, suga a energia vital do outro e causa, a este, aquele velho “quebrante” desagradável. E o pior é que não tem alho que resolva! “Apegosma”. Parece um “encosto”!

Você não tem vergonha de se odiar tanto? Sempre necessita do alento de outra pessoa? Do beijo da mesma como um sopro vital pra abastecer você?

Eu sempre digo que quem não consegue ficar sozinho é porque não se suporta. É óbvio, não agüenta ficar consigo mesmo. Isso é baixo-estima! Se detesta e precisa de uma vítima para entoar palavras de carinho nos ouvidos e promova gestos de aconchego! Leia bem. Sou a favor do amor e não do “chiclete de aura”. Falar e escutar sons amorosos, receber e dar carinhos são muito benéficos, desde que não sejam absolutamente vitais. Quem é que não sente falta disso? Afinal, o ser adâmico nasceu andrógino, mas atrofiou... Houve a separação dos sexos. Desde lá a procura pela “outra metade” é intensa. Mas quem é que falou que existe somente uma metade? Quem é que disse que a gente não tem a outra metade adormecida dentro de nós?

- Fulano de tal é o homem da minha vida!

Mentirinha! Como é que a sua vida fica delegada a um sujeito?

Quantas vezes escutei que certa pessoa era o homem ou a mulher da vida de tal... No outro ano, essa mesma pessoa desfilava, a carro aberto, com outra. Se era a pessoa da vida, então era um cadáver que eu havia visto no carro. E cadê a pessoa da vida? Fugiu, escafedeu-se! O que aconteceu com o Joãozinho? – Aquele canalha! Nem sei...Deve estar por aí, ferindo os outros!

As pessoas são sempre feridas, nunca ferem!

- Ele traiu!

Nunca traí nem tampouco me traí! Mentirinha.“Dependência Química”. Droga! Você consome durante um certo tempo e quando não faz mais efeito passa para outros tipos de torpores. Viciado, você prossegue se ferindo...

Esse apego vale para tudo! Para a esposa, o marido, os filhos, os pais, o amigo, o sacerdote, o professor, o carro, a coisa, o animal de estimação... Quem vive grudado em alguém ou algo é porque sorve, extorque a energia da vítima!

Todo mundo, em todo o lugar, de alguma maneira, já promoveu essa extração energética. Porém, se você tem ciência e consciência daquilo que faz ou fez, então tá na hora de mudar. Então começa já! Passe umas temporadas com você e viaje para dentro de si. Observe que você é o maior amor da sua vida! Procure perceber a verdade absoluta que você não vive sem você, somente você... Assim, poderá amar os outros sem vampirismo!

- por Maurício Santini -

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