RAMATÍS, UM MESTRE DA SÍNTESE ORIENTE-OCIDENTE

- Por Wagner Borges -

Rama

Ramatís é bastante conhecido nos meios espiritualistas brasileiros e dispensa maiores apresentações. É um dos principais artífices da fusão Oriente-Ocidente, aqui no Brasil. Seus livros contam entre os mais vendidos nas livrarias especializadas, com várias reedições de cada volume, e isso já há várias décadas.

Objetivando dar ao leitor maiores informações a respeito de Ramatís (1), vamos reproduzir as informações precisas de Hercílio Maes, principal médium que recebeu as mensagens de Ramatís, na abertura do livro "Mensagem do Astral":

"Ramatís viveu na Indo-China, no século X, e foi instrutor em um dos inumeráveis santuários iniciáticos da Índia. Era de inteligência fulgurante e desencarnou bastante moço. Espírito muito experimentado nas lides reencarnacionistas, já se havia distinguido no século IV, tendo participado do ciclo ariano, nos acontecimentos que inspiraram o famoso poema hindu ‘Ramaiana''.

Foi adepto da tradição de Rama, naquela época, cultuando os ensinamentos do ‘Reino de Osíris', o senhor da Luz, da inteligência e das coisas divinas. Mais tarde, no Espaço, filiou-se definitivamente a um grupo de trabalhadores espirituais, cuja insígnia, em linguagem ocidental, era conhecida sob a pitoresca denominação de ‘Templários das Cadeias do Amor'. Trata-se de um agrupamento quase desconhecido nas colônias invisíveis do Além, junto à região do Ocidente, onde se dedica a trabalhos profundamente ligados à psicologia oriental. Os que lêem as mensagens de Ramatís e estão familiarizados com o simbolismo do Oriente, bem sabem o que representa o nome ‘RAMATYS', ou ‘SWAMI SRI RAMATYS', como era conhecido nos santuários da época. É quase uma ‘chave', uma designação de hierarquia ou dinastia espiritual, que explica o emprego de certas expressões que transcendem às próprias formas objetivas.

Fomos informados de que após significativa assembléia de altas entidades, realizada no Espaço, no século findo (séc. 19), na região do Oriente, procedeu-se a fusão entre duas importantes ‘Fraternidades' que dali operam em favor dos habitantes da Terra.

Trata-se da ‘Fraternidade da Cruz', com certa ação no Ocidente, que divulga os ensinamentos de Jesus, e da ‘Fraternidade do Triângulo', ligada à tradição iniciática e espiritual do Oriente.

Após a memorável fusão dessas duas Fraternidades Brancas, consolidaram-se melhor as características psicológicas e o objetivo de seus trabalhadores espirituais, alterando-se a denominação para ‘Fraternidade da Cruz e do Triângulo'. Seus membros, no Espaço, usam vestes brancas, com cintos e emblemas de cor azul-clara esverdeada. Sobre o peito, trazem suspensa delicada corrente como que confeccionada em fina ourivesaria, na qual ostenta-se um triângulo de suave lilás luminoso, emoldurando uma cruz lirial. É o símbolo que exalça, na figura da cruz alabastrina, a obra sacrificial de Jesus e, na efígie do triângulo, a mística oriental.

Alguns videntes têm confundido Ramatís com seu fiel discípulo do passado, que o acompanha no Espaço, também hindu-chinês, conhecido por Fuh Planuh, e que aparece com o dorso nu, singelo turbante branco em torno da cabeça e, comumente, com os braços cruzados sobre o peito. É também um espírito jovem na figura humana, embora conserve reduzida barba de cor escura, que lhe dá um ar mais sisudo."

* * *

Meu contato com Ramatís iniciou-se no ano de 1981.

Naquela época, com 19 anos, li pela primeira vez um livro seu, o ótimo "Elucidações do Além". Imediatamente, fiquei cativado pelos seus conceitos ecléticos sobre espiritualidade e senti-me plenamente identificado com eles. Sentia dentro de mim uma grande afinidade por aquele espírito e suas idéias. Ao olhar seu rosto (magnificamente desenhado pela médium Dinorah S. Enéias) na capa do livro, senti intuitivamente que, de alguma maneira, eu o conhecia profundamente.

Por essa época, eu freqüentava o grupo espírita "Fraternidade André Luiz" (2) no bairro da Penha, no Rio de Janeiro. Na primeira vez que estive lá, fiquei agradavelmente surpreso, pois havia na câmara de passes do centro uma ilustração ampliada do rosto de

Ramatís, em uma das paredes da sala. Além dela, havia a ampliação das ilustrações do duplo etérico e dos chacras, extraídas também do livro "Elucidações do Além".

Em 17 de dezembro de 1982, vi Ramatís pela primeira vez. A essa altura, eu já era um médium desenvolvido e bem ativo nas sessões de desobsessão. Entretanto, mesmo com a mediunidade e as experiências extracorpóreas a pleno vapor, não tinha bem desenvolvida a clarividência, como a tenho hoje. Divisava os espíritos de maneira difusa e percebia mais pela intuição do que pelas sensações mediúnicas. Porém, nesse dia, consegui ver bem nitidamente o rosto de Ramatís por duas vezes. Era dia de sessão de desobsessão e eu era um dos médiuns de incorporação (psicofonia) do grupo. Perto do fim da sessão, repentinamente surgiu a minha frente uma luz dourada e bem no meio dela o rosto de Ramatís, que olhava-me serenamente. Imediatamente, exteriorizei energia em sua direção, pois podia ser apenas uma forma-pensamento plasmada no ambiente, talvez até mesmo emanada inconscientemente por mim mesmo. No entanto, a figura não se desvaneceu, como era de se esperar de uma forma mental. Pelo contrário, ficou mais nítida e seus olhos começaram a emanar um brilho intenso. Senti-me invadido por uma onda de ternura que liquidou qualquer dúvida. Ele deu um leve sorriso e lentamente foi desaparecendo.

Pouco depois, ele apareceu novamente, dessa feita, ao meu lado direito. Nesse instante, senti um jato de energia me varrer de cima a baixo e vi uma intensa luz dourada emanar de todo meu corpo.

Senti-me como que eletrificado e, ao mesmo tempo, super lúcido. Envolvido por toda aquela energia, quando dei por mim, ele já havia desaparecido.

Momentos depois, como que para me tirar qualquer dúvida, um dos melhores médiuns do grupo incorporou um dos guias espirituais da casa, que, através da psicofonia, informou a todos os presentes que o espírito de Ramatís estivera presente na reunião.

Esse fato veio corroborar a minha certeza, pois eu ainda não tinha falado para ninguém o que havia visto pouco antes.

Com o passar do tempo, fui lendo todos os seus livros e, ocasionalmente, pressentia intuitivamente sua presença ao meu lado, sem contudo vê-lo.

Posteriormente, a partir de 1985, através da ativação do chacra frontal (3), levada a cabo mediante concentração e exercícios energéticos diários, desenvolvi a clarividência e, gradativamente, comecei a divisar vários espíritos que orientavam-me. Dentre eles, o querido Ramatís, que comecei a ver freqüentemente, e que começou a orientar-me na atividade espiritual. A partir de 1987, esse contato espiritual aumentou bastante, pois além de vê-lo pela clarividência, comecei a encontrá-lo diretamente no plano extrafísico, através das minhas viagens fora do corpo.

Nunca me esqueço das duas vezes em que ele me levou projetado fora do corpo em uma excursão extrafísica ao fundo do mar. E nem do mês de agosto de 1987, quando ele e sua turma de discípulos hindus desencarnados projetaram-me para fora do corpo, e, em trinta noites consecutivas de projeção astral consciente, levaram-me em excursões extrafísicas de estudos aos vários níveis do plano extrafísico. Nessas projeções, vi de tudo, desde as sombrias paisagens do umbral espiritual (plano extrafísico atrasado), até as luminosas paisagens do plano extrafísico avançado, já nolimiar do plano mental, onde vi espíritos que eram luz pura.

Ao longo de várias outras experiências, descobri que tenho ligações profundas com o trabalho de Ramatís já há várias vidas; por isso, a afinidade espiritual com ele, agora na presente vida.

Em 1988, surgiu a oportunidade de me transferir do Rio de Janeiro para São Paulo, onde eu poderia expandir melhor meu trabalho com os cursos de experiências fora do corpo e chacras.

Consultei Ramatís a esse respeito e ele respondeu-me o seguinte: "Pouco importa o lugar onde você estiver. O importante é fazer um trabalho espiritualista sadio e honesto, visando o esclarecimento espiritual da humanidade. Seu trabalho é difundir os conhecimentos espirituais pelo orbe terráqueo. Por isso, não seja somente um técnico em projeção da consciência (4), que é a área que você mais aprecia. Estude de tudo e mantenha sempre a consciência aberta para todas as filosofias espiritualistas. Entre nas universidades, mas não se esqueça do terreiro de umbanda, do centro espírita, do templo budista, da loja maçônica, da loja rosacruz, do grupo teosófico, da academia de Ioga e dos grupos espiritualistas em geral.

Mantenha-se à margem de qualquer injunção sectarista em seu trabalho e procure adaptar seus conhecimentos das saídas do corpo ao conhecimento tradicional do Espiritualismo como um todo.

Exponha os conhecimentos de maneira simples, clara e objetiva, para que todos possam entender. Você será criticado por isso, mas não ligue. A cada crítica, dê como resposta TRABALHO, TRABALHO, TRABALHO..."

* * *

Achei melhor dar todos esses detalhes sobre o meu envolvimento com Ramatís para que o leitor possa entender melhor o contexto deste livro como um todo.

Paz e Luz!

(Texto extraído do livro "Viagem Espiritual - I" - Wagner Borges - Editora Zennex - 1993.)

- Notas:

1. Ramatís me disse, certa vez, que o livro "Elucidações do Além" é a sua melhor obra, filtrada mediunicamente por Hercílio Maes. Ver bibliografia.

2. O espírito André Luiz é muito conhecido nos meios espíritas. Inclusive, muita gente pensa que ele é o Dr. Oswaldo Cruz. Mas não é não! Ele é um outro médico, também muito famoso, desencarnado na década de 1930, e que extrafisicamente usa o pseudônimo de André Luiz. Ele foi um dos primeiros espíritos que vi fora do corpo e que muito me ensinou sobre transmissão de energia e assistência espiritual. Para maiores detalhes ver o livro "Nosso Lar" - de Francisco Cândido Xavier - editado pela Federação Espírita Brasileira.

3. Chacra Frontal - é o centro de força situado na área da glabela, no espaço espiritual interno da testa. Está ligado à glândula hipófise - pituitária - e tem relação direta com os diversos fenômenos de clarividência, intuição e percepções parapsíquicas. É o chacra da aprendizagem e do conhecimento. Em sânscrito ele é conhecido como "Ajna", o centro de comando.

Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete - que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

4. Projeção da consciência - é a capacidade parapsíquica - inerente a todas as criaturas -, que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico.

Sinonímias: Viagem astral - Ocultismo.

Projeção astral - Teosofia.

Projeção do corpo psíquico - Ordem Rosacruz.

Experiência fora do corpo - Parapsicologia.

Viagem da alma - Eckancar.

Viagem espiritual - Espiritualismo.

Viagem fora do corpo - Diversos projetores extrafísicos e autores.

Emancipação da alma (ou desprendimento espiritual) - Espiritismo.

Arrebatamento espiritual - autores cristãos.


 

PÉROLAS ESPIRITUAIS DE RAMATÍS

"Se o estudante espiritual pretende projetar-se para fora do corpo físico de maneira consciente, deve sempre ter em mente que a arma mais poderosa que possui é a própria vontade, alicerçada, é óbvio, por um profundo conhecimento da mecânica que rege os processos projetivos e por um sentimento elevado por tudo aquilo que encontrar nos planos extrafísicos."

- Viagem Espiritual -

"Todos os homens estão cercados de espíritos que os assistem, tentam, protegem, ajudam ou exploram, quer sejam teosofistas, rosacruzes, iogues, espíritas ou católicos! Os encarnados atraem espíritos de conformidade com suas idéias, paixões ou intenções, pouco importando a sua crença ou religião."

- A Missão do Espiritismo -

"Os mentores espirituais aconselham aos médiuns, modéstia, humildade e constante autocrítica, a fim de não crescerem em sua intimidade as flores ridículas que enfeitam a vaidade humana."

- Mediunismo -

BIBLIOGRAFIA DE RAMATÍS
(Pela mediunidade de Hercílio Maes)

1. Elucidações do Além. Editora do Conhecimento.

2. O Evangelho à Luz do Cosmo. Editora do Conhecimento.

3. Fisiologia da Alma. Editora do Conhecimento.

4. Magia da Redenção. Editora do Conhecimento.

5. Mediunidade de Cura. Editora do Conhecimento.

6. Mediunismo. Editora do Conhecimento.

7. Mensagens do Astral. Editora do Conhecimento.

8. Missão do Espiritismo. Editora do Conhecimento.

9. A Sobrevivência do Espírito. Editora do Conhecimento.

10. O Sublime Peregrino. Editora do Conhecimento.

11. A Vida Além da Sepultura. Editora do Conhecimento.

12. A Vida Humana e o Espírito Imortal. Editora do Conhecimento.

13. A Vida no Planeta Marte. Editora do Conhecimento.


 

A PROJEÇÃO DA CONSCIÊNCIA E A LUCIDEZ EXTRAFÍSICA

- Por Ramatís -

Há um constante conflito entre o homem interior e o mundo exterior; entre seus ideais e a necessidade de sobreviver; entre seus sonhos e a realidade.

Entre a fantasia e a realidade, existe um limite onde são forjados os sonhos. Dependendo do engendramento desses sonhos, o ser humano pode ser fortalecido ou enfraquecido, alertado ou distraído, conscientizado ou obnubilado.

Aparentemente, dormir é como morrer, já que, tanto no sono como na morte, o véu da inconsciência envolve o ser humano.

O corpo físico permanece inconsciente durante o sono porque a consciência projetou-se naturalmente para fora dele.

Em termos reais, é uma mini-morte, não física, mas consciencial, pois a maioria dos seres humanos sai do corpo de maneira inconsciente ou semiconsciente. Assim, os homens são totalmente envolvidos pelas idéias oníricas que acabam por influenciá-los, de maneira positiva ou negativa, durante a vigília física normal.

Enquanto as consciências encarnadas no plano físico não se esforçarem para melhorar sua lucidez, física e extrafísica, a Terra continuará sendo um imenso "dormitório espiritual", suspenso no espaço sideral.

Durante a vigília física normal, os seres humanos são dominados pelos impulsos emocionais, oriundos da falta de controle do corpo emocional (psicossoma), e pelas lentas vibrações do cérebro físico que restringem e amortecem o corpo mental (1).

Durante o sono, esses mesmos seres humanos libertam-se temporariamente do restringimento físico, mas não se libertam do emocionalismo que lhes caracteriza a existência e nem da cobiça e orgulho que os fazem brigar entre si constantemente.

Envolvida pelas formas-pensamento (2), oriundas do descontrole mental manifestado na vigília física normal, a grande maioria das consciências encarnadas permanece flutuando acima do corpo físico, lidando com os assuntos triviais do seu dia-a-dia.

Algumas pessoas conseguem afastar-se do corpo físico, buscando, inconscientemente, emoções fortes e vibrações densas que tenham afinidade com seu padrão espiritual. São verdadeiros "sonâmbulos espirituais", que muitas vezes são atraídos automaticamente para os ambientes onde movimentam-se durante o dia ou para certas áreas do plano astral inferior bastante densificadas vibratoriamente, onde são vampirizados energeticamente por obsessores desencarnados que aproveitam-se da situação. Ao despertarem assustadas no físico, essas pessoas pensam que foram vítimas de um pesadelo.

Durante o dia, os encarnados arrastam-se pela vida, motivados por interesses mesquinhos e egoístas, brigando e matando uns aos outros como se fossem feras indomáveis.

Durante a noite, projetam-se espontaneamente e ficam a sonhar fora do corpo. Na verdade, é como se não estivessem projetados, pois estão totalmente inoperantes para o plano astral.

Seu psicossoma (3) está fora do corpo físico, mas sua consciência continua agrilhoada aos valores do plano físico.

Nos planos extrafísicos próximos ao plano físico, também encontramos multidões de pessoas em estado lastimável de semiconsciência. São os desencarnados que encontram-se sonambulizados astralmente após a morte. São verdadeiras legiões de zumbis espirituais envolvidos nas formas-pensamento engendradas durante a vida física pelo descontrole mental e emocional em que viviam. Dentro do monoideísmo espiritual em que se encontram, alguns pensam poder ressuscitar o cadáver e, assim, tornar a viver no plano físico. Outros sentem a falta das vibrações densas e pesadas do corpo humano. Outros, ainda, sentem dores atrozes devido à morte violenta que sofreram ou choram as oportunidades perdidas e a saudade dos familiares que ficaram encarnados.

Se todas essas pessoas tivessem aprendido a projetar-se conscientemente para fora de seu corpo humano durante a vida física, provavelmente não estariam nessa situação, pois teriam compreendido que a morte é apenas a passagem da consciência para outro plano. É simplesmente uma projeção final, da qual não se retorna mais para o físico. A adaptação ao plano extrafísico seria tranqüila, pois o meio-ambiente astral lhes seria familiar pelas visitas feitas anteriormente através das projeções.

Assim, observamos bilhões de consciências encarnadas e desencarnadas anexadas, mental e emocionalmente, apenas à realidade humana, totalmente bloqueadas para outras realidades extrafísicas.

A inconsciência e a semiconsciência imperam absolutas no reino humano. Isso pesa bastante na economia espiritual do planeta, que poderia ser considerado não só como um "dormitório espiritual", mas também como um "manicômio consciencial", situado em pleno espaço sideral, em um pequeno sistema solar inserido dentro da Via Láctea, logo ali (ou aqui), na esquina do Universo.

Enquanto o ser humano não descobrir o que acontece consigo mesmo durante o sono e não aproveitar seu potencial nessas horas ociosas, estará morto para a realidade existente em outros planos. Estará iludido pelos valores limitados que a vida humana lhe oferece. Urge que cada consciência aperceba-se da necessidade de vislumbrar outros planos de existência e neles adquirir força e conhecimento para não deixar que o véu de Maya (4) lhe bloqueie as percepções e distorça seus pensamentos.

Se cada consciência encarnada melhorasse sua lucidez extrafísica durante a projeção, que ocorre naturalmente todas as vezes que seu corpo físico adormece, provavelmente teríamos uma manifestação mais equilibrada no plano físico. Assim, talvez esse nosso planeta louco deixasse de ser um "manicômio consciencial", podendo ser transformado ao menos em um "hospital decente".

Paz e Luz!

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro "Viagem Espiritual - I" - Editora Zennex - 1993.)

- Notas:

1. Corpo mental - É o veículo de manifestação pelo qual a consciência se manifesta usando os atributos da inteligência (intelecto, intuição, memória, imaginação, etc.); mente; corpo do pensamento.

2. Formas-pensamento- Formações mentais modeladas e organizadas pelo pensamento e a imaginação.

3. Psicossoma - Veículo de manifestação pelo qual a consciência se manifesta no plano extrafísico; corpo astral; perispírito; corpo espiritual; astrossoma; corpo dos desejos; corpo psíquico; corpo emocional; corpo fluídico; corpo sutil; duplo astral.

4. Maya - do sânscrito - ilusão; tudo aquilo que é mutável, que está sujeito à transformação por diferenciação.


 

DESPERTAR ESPIRITUAL

- Por Ramatís e Os Iniciados* -

A alma dos homens está inchada de emoções grossas e de paixões turbulentas.

O campo emocional humano está infestado de caminhos perigosos e de devoradores espirituais, que destroçam violentamente os despojos das emoções negativas.

Há muita violência na alma dos homens, e é por isso que o sofrimento os persegue tão continuamente.

Quando se fala em pacificar as emoções, as pessoas não entendem, pois as emoções violentas são mais familiares e presentes do que os objetivos da paz espiritual. É por causa das posturas emocionais ridículas que a humanidade é tão sofrível. É por causa do coração inchado que as atitudes são tão medíocres.

Os seres luminosos passam os ensinamentos espirituais, mas as pessoas não coadunam com eles e preferem entregar a alma a objetivos torpes e fúteis. O chamado do ego mascara seus melhores potenciais, levando-as à consecução de realizações tacanhas.

Parece que o ser humano porta uma doença espiritual, mas isso não é verdade. Dentro de cada um reside o potencial divino puro, só esperando o momento do despertar espiritual.

Aos que estudam os temas espirituais, um alerta:

 

- não se chega aos cumes da realização espiritual portando trevas no coração;
- não se chega às verdades da alma sintonizando a mente a objetivos escusos;
- não se chega à pura luz com os chacras** opacos;
- não se chega às estrelas com a mochila do medo agarrada às costas;
- e não se firmam no caminho espiritual aqueles que caminham com objetivos levianos.

 

Paz e Luz!

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - Texto extraído do livro "Viagem Espiritual - III" - Editora Universalista - 1988.)

- Notas:

* Os Iniciados - grupo extrafísico de espíritos orientais que opera nos planos invisíveis do Ocidente, passando as informações espirituais oriundas da sabedoria antiga, adaptadas aos tempos modernos e direcionadas aos estudantes espirituais do presente.

Composto por amparadores hindus, chineses, egípcios, tibetanos, japoneses e alguns gregos, eles têm o compromisso de ventilar os antigos valores espirituais do Oriente nos modernos caminhos do Ocidente, fazendo disso uma síntese universalista. Estão ligados aos espíritos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Segundo eles, são "iniciados" em fazer o bem, sem olhar a quem.

** Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete - que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.


UMA PRÁTICA E ESCLARECIMENTOS SOBRE RAMATÍS E A ESPIRITUALIDADE

- Por Wagner Borges -

Por favor, feche os olhos por alguns instantes.

Eleve os pensamentos até o seu chacra coronário (1) e concentre o seu melhor dentro da luz no alto da cabeça.

Sinta-se inteiramente ali, toda a sua essência espiritual focalizada no centro das mil fulgurações. Todo seu ser imerso no oceano espiritual do único chacra que aponta para o Alto e que é seu sol consciencial puro.

Imagine um raio de luz branca, bem largo - como um raio de cristal de quartzo branco -, descendo do céu e entrando no alto de sua cabeça.

Pense naqueles seres de luz elevados que habitam o plano das consciências puras e que só se comunicam no silêncio da sintonia espiritual apropriada. Sinta-se em comunhão com eles dentro do seu chacra coronário, consciência a consciência, luz na luz... Mil brilhos integrados naquela viagem espiritual que só O Invisível Silencioso conhece e compreende.

Sinta-se irmanado nas ondas da paz espiritual e inspire-se, meu caro colega de jornada.

Que o seu chacra coronário seja uma flor de luz desabrochando continuamente... Nas vibrações do GRANDE IMANENTE que a tudo e a todos permeia perenemente.

Sinta todo seu ser espiritual harmonizado com os seres de luz no céu de sua própria consciência imortal.

Que o seu chacra coronário seja esse Céu!

Imagine agora uma flor que desabrocha no centro do seu chacra cardíaco (2). Ela está dentro do seu peito - como um sol peitoral -, emanando uma luz rosa suave.

Pense naquelas consciências espirituais amigas que reencarnaram ao longo dos milênios para fazer o bem na Terra. Sinta-se ligado a elas, consciência a consciência, amor no amor... Miríades de cores beatíficas expandindo-se silenciosamente naquela assistência espiritual que só O GRANDE ANÔNIMO sabe.

Pense no amor de todos aqueles que trabalham invisivelmente a favor dos homens da Terra. Eles abraçam a humanidade em silêncio.

Abrace-os também.

Que o seu chacra cardíaco seja um sol de amor!

Paz e Luz!

São Paulo, 06 de julho de 2001.

- Nota:

Enquanto eu digitava esses escritos, surgiu aqui na sala o mentor espiritual Ramatís e encheu o ambiente com um perfume maravilhoso. Mentalmente, ele me disse:

"Companheiro de jornada espiritual, que em sua caminhada ascensional pelos vários orbes espalhados na imensidão sideral e nos muitos planos espirituais que se espraiam pelo infinito, os seus passos sejam luminosos e coerentes com os valores esposados por sua consciência.

De consciência a consciência, amor no amor, que O GRANDE ARQUITETO DO UNIVERSO inspire sua caminhada.

Que sua vida, seus escritos e seu trabalho sejam expressões contínuas de Paz e Luz.

Trabalhe com humildade, simplicidade e simpatia no seio do mundo e esclareça espiritualmente aos seus irmãos, sempre lembrando que o SUPREMO AMOR está no coração de todos os homens e que o Cristo abraça o mundo em magnânimo trabalho redentor que só O Alto conhece.

A grande hora do despertar espiritual ocorre no íntimo da própria pessoa. É processo gradual e intransferível. É fruto do esforço milenar no imo da consciência que se desprende do terreno das flores ridículas do ego e alavanca o seu progresso rumo às altas esferas da paz e da luz.

Que ninguém se engane na escolha da sintonia que comungar em seus próprios pensamentos. A cada um segundo as suas obras!

Quem trabalha com amor na consecução de suas tarefas no seio do mundo é portador da luz do Cristo em seu coração.

Quem abraça a humanidade e ajuda os seus irmãos em prova, na verdade está abraçando o Cristo junto.

A ascese evolutiva não é fácil, mas é factível para os que trabalham e estudam e elevam a consciência com paciência, denodo, modéstia, alegria, lucidez e muita vontade de SER LUZ.

Não há escadas no trajeto ascensional e a subida é íngreme. Só os fortes de espírito perseverarão na senda. E o mundo não entenderá seus esforços. Mas o Cristo estará com eles e seu abraço amoroso e sereno os impulsionará para o ALTO.

Quem quer mais luz, que seja luz, pois o semelhante atrai o semelhante!"

* * *

Nem é preciso dizer que enquanto ele projetava essas idéias em minha mente, ao mesmo tempo, eu digitava velozmente e as lágrimas brotavam em profusão e escorriam pelo meu rosto. Nessas horas gostaria de ter aqui comigo juntinho os "cabeças-duras" e conservadores de vários grupos que se arrogam protetores ou donos doutrinários da obra de Ramatís e que não entendem como ele pode passar mensagens por intermédio de pessoas não ligadas a grupo algum, mas que estão na sintonia universalista adequada.

Será que essas pessoas que se dizem tão conhecedoras do trabalho de Ramatís - muitas só leram seus textos e nunca o viram, mas se acham capazes de avaliar espiritualmente o trabalho alheio -, não têm condições espirituais de perceberem o selo universalista e espiritualista dele em textos assim? Será que elas esperam o mesmo estilo antigo de perguntas e respostas dos textos veiculados em décadas passadas?

Será que elas imaginam que sensitivos são clones e que devem ter o mesmo estilo de escrita dos sensitivos anteriores? Será que elas não sentem o perfume espiritual inserido nas idéias passadas?

Estarão elas mais preocupadas com o estilo de escrita, ou com as opiniões do sensitivo, do que com o teor dos textos?

Gostaria que de algum jeito essas pessoas recebessem um abraço invisível que desbloqueasse as suas mentes carregadas, pois falam tanto em universalismo, mas portam-se como fundamentalistas quando se trata de um texto atribuído a Ramatís e que não seja de encontro aquilo que elas esperavam.

Gostaria que essas pessoas estivessem aqui juntinho, para que eu pudesse passar-lhes um pouco dessa atmosfera espiritual.

Não tenho textos empolados falando de apocalipse, astros errantes ou citações evangélicas. O que tenho são textos falando de espiritualidade, consciência, imortalidade, viagem espiritual, universalismo, chacras e temas espirituais variados, sempre com abordagem moderna e com linguagem simples e acessível a pessoas de todas as áreas.

Se pelo fruto se conhece a árvore, deixo a cargo da inteligência e sensibilidade de cada um a avaliação se o teor dos textos que repasso são compatíveis com as idéias de Ramatís - e para isso, basta clicar o nome de "Ramatís" na seção de busca por palavras do site e ver a grande quantidade de textos postados com orientação dele.

Mais um detalhe: é só olhar nas várias obras de Ramatís publicadas e verificar que os esclarecimentos sobre as experiências fora do corpo (viagem astral, projeção da consciência) são muito escassos. É pouca informação para um tema dessa magnitude. Porém, é só dar uma olhada nos livros que editei até agora e nos muitos textos postados no nosso site para verificar que toda essa abordagem sobre saídas do corpo que faltou nas obras anteriores está lá.

Ou seja, não estou aqui para repetir mensagens como aquelas que o Hercílio Maes captou há décadas atrás e que outros médiuns clonaram o estilo posteriormente. Os textos que recebo são em sua grande maioria voltados para a questão das projeções extrafísicas, dos chacras e da espiritualidade de forma geral.

Devo muito ao espírito Ramatís, a quem Paramahansa Ramakrishna (3) entregou-me antes dessa presente encarnação, e disse-lhe: "Tome conta do meu menino e ajude-o em nome da Mãe Divina. Seja o patrono espiritual dele e ajude-o a cumprir o seu darma (4) nas terras do Brasil."

Talvez, se eu ainda usasse turbante na cabeça, fosse vegetariano e fizesse o tipo "iogue consagrado" de outrora, esse pessoal estaria fazendo festa. Mas, não dá para ser assim e repetir o tipo do passado. Estou no século 21 e preciso ser "gente" normal e semelhante a todo mundo. Não estou aqui para doutrinar ninguém e nem para dar palpites sobre o que uma pessoa deve comer ou não - aliás, o Hitler era vegetariano e isso demonstra cabalmente que não é mudando a alimentação que alguém adquirirá o nível espiritual avançado. Inclusive, conheço um monte de caras chatos demais que não comem isso ou aquilo, no entanto, são capazes de comer emoções grossas a todo instante.

Também não sou juiz para saber quem será degredado para outro planeta inferior a Terra e, por isso, nem me preocupo com isso.

Não estou aqui para "separar o joio do trigo" e nem me sinto escolhido da nova era ou eleito espiritual de coisa alguma. Sou só um cara que os espíritos cismaram de passar textos espiritualistas universalistas.

Além disso, sou brincalhão, gosto de sexo e torço pelo Botafogo carioca. Será que o Ramatís não passaria uma mensagem por meu intermédio só por isso? Será que ele preferiria alguém bitolado e radical e sem a sensibilidade espiritual que tenho desenvolvida?

Será que eu deixei de ser um espírito imortal cheio de potenciais desenvolvidos em outras vidas só por que eu não sigo a cartilha doutrinária dos grupos aqui da Terra?

Será que meu coração espiritual brilha menos só por que eu tenho certeza de que sou imortal e por isso eu não ligo a mínima para mensagens que falem de fim de mundo ou de catástrofes? Se eu não morro nunca e sei disso, não por crença, mas por certeza inabalável, fica ridículo falar de fim de alguma coisa. Acho até que quem fala muito nisso está com medo de morrer ou de ser arrastado por algum astro errante para algum planeta infernal por aí...

O que eu sei é que paraíso e inferno são estados de consciência íntimos, são portáteis. Cada um carrega o seu dentro de si mesmo. É questão de sintonia mesmo (5).

Na Terra ou em qualquer lugar, terei que crescer e aprender muito. Sendo encarnado ou desencarnado, terei que aprender muito.

Bom, é isso aí. Acabei escrevendo muito.

* * *

Mais um detalhe adicional: O Grupo Extrafísico "Os Iniciados" é uma equipe de espíritos egressos do Oriente antigo e que tem propósitos semelhantes aos da Fraternidade da Cruz e do Triângulo. Ou seja, adaptar de forma universalista e moderna os antigos ensinamentos do Oriente, no Ocidente. Por isso eles passam várias mensagens em conjunto com Ramatís e sua equipe.

Certa vez, perguntei a um deles o motivo do nome "Os Iniciados". E um deles explicou-me de que não se trata de um grupo com graus iniciáticos, mas, sim, de um grupo "iniciado" em fazer o bem, sem olhar a quem.

Só para concluir e para demonstrar a importância desse esclarecimento, reproduzo abaixo três e-mails que recebi pelo nosso site contendo perguntas sobre Ramatís, sendo que, no último deles, reproduzi também a resposta que enviei para uma das pessoas - naturalmente que preservei o nome das pessoas e seus respectivos endereços. No mesmo, eu dizia para ela que postaria um texto bem explicativo no site sobre o Ramatís, que vem a ser esse que escrevi agora.

Vamos aos três e-mails, postados logo abaixo:

1o. e-mail (o rapaz é argentino).

"Obrigado por responder minha mensagem, agora eu estou em Israel, onde vim para fazer um curso de capacitação. As dúvidas que oportunamente eu perguntei são as seguintes: Há muita informação e predições nos livros de Ramatís psicografados por Hercílio Mães, que atualmente não correspondem à realidade dos acontecimentos, principalmente o referido à vida em Marte e ao fim dos tempos. Você se referiu ao tema no livro "Viagem Espiritual - I" e em vários textos do IPPB.

Ainda eu tenho a seguinte dúvida: Por que Ramatís nunca aclarou o assunto pessoalmente - isto é, mediunicamente? Ele teve pelo menos dois médiuns além do Hercílio Maes, e muitos, muitos anos para falar alguma coisa a esse respeito. O assunto é de vital importância porque muita gente ficou decepcionada por essa omissão, entre os quais me incluo.

Tive a oportunidade de conhecer a Hercílio Maes no ano de 1990, quando já fazia 12 anos que ele estava prostrado no leito, por causa de triste enfermidade. Naquele tempo, eu era um fervoroso seguidor de Ramatís e costumava difundir suas mensagens entre meus conhecidos. Mas logo, me senti parcialmente estafado, não porque não fossem certas suas predições, senão porque ele nunca explicou o equívoco de seus médiuns em forma aberta e pública.

Agora, continuo admirador de todas as coisas boas ditas por Ramatís, que certamente são a grande maioria, porém, sempre fica aberta a ferida da falta de explicação dos temas mencionados.

Mando um abraço grande para vocês e espero sua resposta."

* * *

2o. e-mail.

"Ainda agora, li um de seus textos, onde o irmão faz alusão à sua apresentação ao mestre Ramatís, dizendo que este o guiaria nos seus trabalhos de crescimento espiritual.

Bem, recentemente, adquirimos três livros deste iluminado e prático mestre ("Mediunidade de Cura", "A Vida no Planeta Marte", e "Mensagens do Astral"), que foram lidos nesta sequência.

Pois bem, no último livro lido, o Mestre faz alusão a acontecimentos catastróficos para a humanidade. Segundo ele, estaria se concretizando as profecias sobre o final dos tempos e que estas se realizariam até final do século passado, onde um "grande astro higienizador", passando por uma órbita próxima ao nosso orbe, faria eclodir grandes transformações em nosso planeta.

Irmão, sabemos que assim não se sucedeu. Como sentimos a grandiosidade deste grande mestre, temos plena certeza que existe uma explicação plausível para o ocorrido ou para o não acontecimento AINDA de tais fatos.

Diante disto, gostaríamos, se possível, que o amigo nos esclarecesse acerca destas dúvidas, ou indicasse como e onde poderíamos nos esclarecer a respeito destas.

Muito Obrigado!"

* * *

3o. e-mail.

"Obtive informações fidedignas de que o espírito que deu mensagem com o nome de Ramatís no livro "Viagem Espiritual - I", na realidade não é Ramatís, mas, sim, um espírito que está usando seu nome indevidamente.

Como Wagner Borges pode confirmar que se trata realmente Ramatís?"

Resposta:

Olá.

Sim, é o Ramatís que me passou - e ainda passa - as mensagens que estão no livro. Eu o conheço há várias vidas e tenho fortes ligações espirituais com o trabalho da Fraternidade da Cruz e do Triângulo.

Não sei se você recebe os textos que envio semanalmente pelo site. Por isso, entre no site - www.ippb.org.br -, e clique na seção de "procura" por nomes. Clique o nome de "Ramatís" e você verá vários textos dele postados lá. Leia-os e avalie se é ele ou não - e também avalie se meu trabalho é sério e digno de uma assistência espiritual sadia.

Quanto a saber mesmo se é o Ramatís, só posso lhe dizer que trabalho com Espiritualidade há muitos anos e que todo médium experiente possui uma senha espiritual só conhecida dele e do mentor. Se depois desse tempo todo, eu ainda me enganasse em relação a espíritos, me aposentaria do trabalho espiritual imediatamente.

Quanto às tais fontes fidedignas que você menciona, pela experiência que tenho - e muitas pessoas já me fizeram as mesmas perguntas que você fez -, normalmente são de três tipos:

1. Participantes de grupos Ramatís que não tem a menor percepção espiritual, nunca viram nada e acham que só o Hercílio Maes podia receber textos do Ramatís - atualmente há outros sensitivos recebendo mensagens dele. Naturalmente que se acham fidedignos, mas nunca nenhum deles procurou-me para conversar. Inclusive, muitos sequer me conhecem pessoalmente.

2. Pessoas que recebem mensagens e mandam para mim contendo coisas mirabolantes. Outro dia, um desses médiuns mandou-me um texto falando de um resgate que teria ocorrido com o espírito de Judas no umbral contando com o auxílio do Ramatís. Ora, o Judas já reencarnou um monte de vezes e já limpou sua barra há muito tempo. Porém, como é um médium de um dos grupos Ramatís,é considerado como fonte fidedigna.

Se eu fosse enumerar a quantidade de pessoas que me mandam e-mails pedindo esclarecimentos e ajuda, e que são desses grupos, teria uma lista cheia.

3. Projeciologistas e ocultistas que abominam a mediunidade e acham que tudo é mistificação e enganação espiritual.

Junte a isso o fato de que não sou vegetariano, não falo de fim do mundo, apocalipse e astro chupão e não pertenço a nenhum grupo Ramatisiano, e ainda tive a coragem de apontar no livro "Viagem Espiritual - I" algumas informações equivocadas que o Hercílio Maes misturou nas mensagens do Ramatís.

É óbvio que todo esse pessoal - incluindo as tais fontes fidedignas -, não gostou disso e por isso rola esse papo de que é outro espírito. Aliás, só o pessoal desses grupos é que pensa assim, pois o público adorou o livro.

Ramatís queria escrever um livro falando de viagem astral e mantras, mas aí o Hercílio Maes ficou paralítico. Pode confirmar essa informação com o Sebastião Carvalho, do Rio de janeiro, que sempre foi um dos colaboradores mais ativos no trabalho Ramatisiano. Foi ele quem me disse isso há muitos anos.

Como essa é a minha área, fui escolhido para transmitir as informações. Por isso o enfoque é outro, pois é outra época, com outros temas, direcionados não para o público espírita, mas para todas as pessoas que gostam de temas espiritualistas. Obviamente que o estilo não segue o padrão de perguntas e respostas dos livros anteriores e nem usa de linguagem empolada e antiga. Porém, observe o estilo das idéias - universalismo, vida após a morte, espiritualidade e consciência -, e veja se tem a impressão espiritual das idéias ventiladas por Ramatís.

Não sei se você sabe, mas há muitas pessoas que se julgam conhecedoras profundas do trabalho de Ramatís - as tais fontes fidedignas -, e que sequer sabem o significado iniciático do nome dele, que é a junção dos nomes de Rama, sétimo avatar de Vishnu, e de Sita, esposa do avatar, aqui colocado de encontro como o nome de Rama:

RAMA + ATIS = Ramatís - nome aportuguesado, pois o certo seria "Sry Rama-Tys".

Como eu lhe disse linhas acima, mantras são uma das minhas especialidades. Fica a cargo de sua inteligência imaginar se Ramatís, grande iniciado hindu do século 9 d.C., praticamente contemporâneo de Shankara, conhece bem sobre mantras. E avalie nos livros anteriores se há algum material profundo falando disso. Logo, ao encontrarem textos do Ramatís falando de mantras, principalmente no meu livro "Viagem Espiritual - III", tema esse que o pessoal considera estranho, justamente pela ignorância - mas são fonte fidedignas, não? -, eles acham que é outro espírito.

Está saindo a 5a edição do livro "Viagem Espiritual I". Assim que sair, postarei aqui no site um imenso artigo esclarecendo várias coisas sobre Ramatís e as mensagens espirituais. Aguarde um pouquinho, pois valerá a pena.

Repetindo o convite, peça as fontes fidedignas para entrarem em contato comigo. Vamos sentar e conversar. Venha assistir o papo e observar o quanto sei de Ramatís e o quanto essas fontes ignoram a respeito.

Venha ver eu explicar a gênese do nome Sry Rama-Tys, os mecanismos da mediunidade, das viagens astrais e de tantas outras coisas.

Falo isso, não por arrogância, mas firmado na própria espiritualidade, que me ensinou que a única fonte fidedigna que existe é o discernimento somado com o amor.

Anexei para você logo abaixo alguns textos pertinentes, alguns ainda inéditos, para sua reflexão.

Mais um detalhe: não sou ramatisiano e nem mesmo cristão ou coisa alguma. Sendo universalista, como poderia ser rotulado de alguma coisa? E também não estou preocupado com o que os outros estão pensando sobre o meu trabalho espiritual. Apenas esclareço sobre esse assunto em relação às dúvidas que as pessoas apontam e, por isso, tenho o trabalho de explicá-las.

Gostaria que as muitas pessoas que me enviam e-mails cobrando explicações do porque o apocalipse não aconteceu, o astro chupão não passou e as sondas americanas não detectaram vida em Marte, enviassem esses e-mails para essas tais fontes fidedignas responderem coerentemente. Porque muitas me escrevem dizendo que a resposta que lhes foi dada por esse pessoal foi: "Tenha fé, meu irmão!"

Paz e luz para você.

- Wagner Borges -

- Notas:

1. Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das idéias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é "sahashara", o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.

Obs.: A pineal é a glândula mais alta do sistema endócrino, situada bem no centro da cabeça, logo abaixo dos dois hemisférios cerebrais. Essa glândula está ligada ao chacra coronário, que, por sua vez, se abre no topo da cabeça, mas tem a sua raiz energética situada dentro dela. Devido a essa ligação sutil, a pineal - também chamada de "epífise" - é o ponto de ligação das energias superiores no corpo denso e, por extensão, tem muita importância nos fenômenos anímico-mediúnicos, incluindo nisso as projeções da consciência para fora do corpo físico.

Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e que têm como função principal a absorção de energia - prana, chi - do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.

Os principais chacras são sete - que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.

2. Chacra Cardíaco - é o centro de força responsável pela energização do sistema cardiorrespiratório. É considerado o canal de movimentação dos sentimentos. Por isso é o chacra mais afetado pelo desequilíbrio emocional. Bem desenvolvido, torna-se um canal de amor para o trabalho de assistência espiritual. Está ligado à glândula timo. O seu nome em sânscrito é "Anahata", o inviolável, o invicto, o som sutil do espírito imperecível.

3. Paramahamsa Ramakrishna: mestre iogue que viveu na Índia do século XIX e que é considerado até hoje um dos maiores mestres espirituais surgidos na terra do Ganges. Para se ter uma idéia de sua influência espiritual, posso citar que grandes mestres da Índia do século XX se referiram a ele com muito respeito e admiração, dentre eles o Mahatma Ghandi, Paramahamsa Yogananda e Rabindranath Tagore.

4. Darma - do sânscrito "Dharma" - dever, missão, programação existencial, mérito, bênção, ação virtuosa, meta elevada, conduta sadia, atitude correta, motivação para o que for positivo e de acordo com o bem comum.

5. No livro "Viagem Espiritual - I" explico várias coisas sobre as partes truncadas nas mensagens de Ramatís. Esse foi o motivo que irritou muitas pessoas ligadas aos diversos grupos de simpatizantes das obras dele. Pelo menos tive a coragem de abrir o jogo e falar o que precisava e que era dúvida de muita gente.

Inclusive, a informação de que Ramatís seria indo-chinês não procede. Isso porque ele era hindu e ligado às tradições espiritualistas clássicas da época. O seu nome está baseado nas vibrações de Rama, que tem sua história contada no grande épico "O Ramayana", escrito pelo sábio Valmiki, na velha Índia.

A antiga Indochina - hoje, o atual Vietnam -, seguia a tradição budista, com parâmetros bem diferentes dos do Hinduísmo. Então, fica bem claro esse equívoco.

Além disso, a editora EME, do interior de São Paulo, publicou um livro com o intuito puro de atacar o trabalho de Ramatís. O livro chama-se "Ramatís - Sábio ou Pseudo-Sábio?"

O autor do livro é um dos patrulheiros ideológicos do movimento espírita brasileiro - paroquial e preso a padrões doutrinários que o colocam atualmente mais como um sucedâneo do Cristianismo do que como doutrina dos espíritos e bem diferente de muita coisa que Kardec ensinou -, e colocou um capítulo no livro intitulado "Teorias de Ramatís Renegadas Por um Ramatisista". Ele pinçou trechos do que coloquei no livro "Viagem Espiritual - I" e usou-os para atacar genericamente a obra inteira de Ramatís.

Aliás, diga-se de passagem, o autor confunde nesse capítulo duplo etérico com perispírito e fala um monte de tolices. Diz que eu não conheço o Espiritismo bem - logo eu, veterano de sessões de desobsessão e médium na prática, não na teoria. Em certos trechos, ele parece mais um padre falando. Contudo, não vou me alongar nisso agora, mas oportunamente postarei um texto apontando os trechos desse livro e mostrando os pontos falhos e que sua proposta foi só a de atacar o trabalho de Ramatís.