1100 - A GRANDE RESPIRAÇÃO PSÍQUICA DOS YOGUES*
- por Yogue Ramacháraca** -
Os Yogues têm uma forma predileta de respiração psíquica que praticam ocasionalmente, e à qual deram um nome Sânscrito que traduzimos com os termos "grande respiração psíquica".
Apresentamo-lo por último, porque requer um conhecimento prático da respiração rítmica e imaginação mental, que o estudante pode obter por meio dos exercícios que precedem. Os princípios gerais da Grande respiração resumem-se no antigo provérbio hindu que diz: "Bem-aventurado o Yogue que respirar através dos seus ossos".
Este exercício encherá de prana*** todo o organismo, e dará energia a todos os ossos, músculos, nervos, células, tecidos, órgãos e partes, afinando-os todos por meio do prana e pelo ritmo respiratório. É uma purificação geral do sistema, e quem o pratica cuidadosamente, terá uma sensação como se tivesse obtido um corpo novo, recém-criado, desde o crânio até às solas dos pés.
Deixaremos o exercício falar por si mesmo:
1. Deitai-vos, numa posição cômoda, e com os músculos afrouxados.
2. Respirai ritmicamente, até estabelecerdes ritmo perfeito.
3. Depois, ao inalar e ao exalar, formai a imagem mental da respiração haurida através dos ossos das pernas - e pelos mesmos expelida; em seguida, formai a imagem mental da respiração haurida e expelida pelos ossos dos braços; pelo crânio; pelo estomago; pela coluna espinhal; e depois, como se a respiração fosse inalada e exalada por todos os poros da pele, estando todo o corpo cheio de prana e vida.
4. Em seguida (respirando ritmicamente), enviai a corrente de prana aos seguintes sete centros vitais, um após outro, aplicando a imagem mental como nos exercícios precedente:
a. À testa;
b. À parte posterior da cabeça;
c. À base do cérebro;
d. Ao plexo solar;
e. Região sacra (parte inferior da espinha dorsal);
f. À região do umbigo;
g. Às partes genitais.
Terminai fazendo passar a corrente de prana por todo o corpo, desde o crânio até aos pés, algumas vezes.
(Texto extraído do excelente livro "A Ciência da Cura Psíquica" – Editora Pensamento).
- Notas de Wagner Borges:
* Esse exercício ensinado pelo Yogue Ramacháraca é excelente para melhorar as energias e relaxar a mente. Vale a pena praticá-lo.
** Yogue Ramacháraca - pseudônimo do ocultista, orientalista e escritor americano William Walker Atkinsons (1862-1932).
*** Prana – do sânscrito – sopro vital; força vital; energia.
BÊNÇÃO MAIOR
- Por Emmanuel -
Teu corpo - tua bênção maior.
Auxilia-o com diligência para que ele te auxilie com segurança.
Educa-o para que te apoie a educação necessária.
Cabine de comando, - consegues manejá-lo, expedindo ordens e sugestões que remodelam o pedaço de globo em que respiras.
Cinzel, burilas com ele a matéria densamente concentrada, a fim de convertê-la em amparo e alegria.
Pena, utilizas-te dele para grafar as concepções; que te fulguram no cérebro, assimilando a inspiração das Esferas Superiores.
Lira, podes tanger-lhe as cordas do sentimento e compor a melodia verbal que se faça jubilosa renovação naqueles que te escutem.
Santuário, fazes dele o templo da emoção, haurindo forças para sonhar e construir ou formar o jardim da família, em que situas os filhos do coração.
Teu corpo, tua benção maior.
Há quem o acuse pelo golpe da criminalidade ou pela demência do vício, como se o carro obediente devesse pagar e a embriaguez ou pelos disparates do condutor.
E existem ainda aqueles que o declaram culpado pelos assaltos da calúnia e pelas calamidades da cólera, qual se o telefone fosse responsável pela malícia e pelos desequilíbrios dos que lhe menosprezam e injuriam a utilidade.
Guardas a impressão de que resides, de modo exclusivo, na cidade ou no campo e, na essência, moras no corpo.
As máquinas modernas asseguram facilidades enormes.
Valeriam muito pouco sem o concurso das mãos.
Palácios voadores alçam-te às alturas.
Na experiência cotidiana, equilibras-te nos pés.
Os grandes telescópios são maravilhas do mundo.
Não teriam qualquer significação sem os olhos.
A música é cântico do Universo.
Passaria ignorada sem os ouvidos.
Imperioso saibas que, manejas o corpo, na condição de engenho divino que a vida te empresta, instrumento indispensável à tua permanência na estância terrestre.
Não te enganes com o esmero de superfície.
Que dizer do motorista que primasse por exibir um carro admirável na apresentação, sentando-se alcoolizado ao volante?
Estimas a higiene.
Sabes fugir do empanzinamento com quitutes desnecessários.
Justo igualmente eliminar o lixo moral de qualquer manifestação que nos exteriorize a individualidade e evitar a congestão emocional pela carga excessiva de anseios inadequados.
A vida orgânica é baseada na célula e cada célula é um centro de energia.
Todo arrastamento da alma a estados de cólera, ressentimento, desanimo ou irritação, equivale a crises de cúpula, ocasionando desarranjo e desastre em forma de doença e desequilíbrio na comunidade celular.
Dirige teu corpo com serenidade e bom-senso.
Compenetra-te de que, embora a ciência consiga tratá-lo, reconstruí-lo, reanimá-lo, enobrecê-lo e até mesmo substituir-lhe determinados implementos, ninguém, na Terra, encontra corpo novo para comprar.
(Recebido espiritualmente por Francisco Cândido Xavier - Texto extraído de "O Livro da Esperança" – Editora CEC - Comunhão Espírita Cristã – 1964.)
Texto <1100><09/06/2011>
