1121 - NA GRAÇA DA PRESENÇA – FONTE IMANENTE DE AMOR E LUZ..
(Transcrição da gravação de uma prática realizada no Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB)
Por favor, preste atenção nessa linda música...
Ela é expansiva, vai crescendo e faz lembrar o espaço sideral e a magnitude das estrelas - a imensidão... É música majestosa*, que nos faz lembrar de Algo Supremo.
Acima de todos nós, há Algo Incomensurável, Incognoscível, Infinito e Imanente, que os antigos celtas chamavam de “A Presença que está em tudo”.
Essa Presença é pura profundidade e, ao mesmo tempo, é pura simplicidade em todas as coisas. Ah, por favor, deixe a música guiar os seus pensamentos e o seu coração para o Infinito...
Leve a sua atenção para as mãos e o topo da cabeça. Visualize que você tem um cristal na palma de cada mão, e mais um cristal incrustado no meio do seu chacra coronário**. Ou seja, três cristais, um no topo da cabeça, e um em cada mão. Faça com que esses cristais brilhem...
Observe a música e correlacione esses cristais com a mesma. Erga os pensamentos e abra o coração numa sintonia de Amor bem profunda.
Que a Presença abençoe mais esta jornada espiritual...
Nós saímos de nossas casas e de nossos trabalhos - e outras consciências amigas também saíram de seus domicílios extrafísicos para estar aqui -, para nos reunirmos sob os auspícios da Luz da Presença que está em tudo.
E, por onde nós formos, agora e à frente, em todos os caminhos, que os anjos da Presença guardem a nossa retaguarda.
Que a Presença guie nossos pensamentos para as grandes alturas, onde os pensamentos da maldade jamais chegam.
Que a Luz ilumine nossos corações, para que toda treva seja transformada pelo esforço sadio de cada um.
Que nossas mãos sejam de cura, e nossas corações brilhem.
E que o topo de nossas cabeças possa refletir limpidamente o brilho das estrelas, que vem lá de cima - e que, chegando até nós, seja refletido em bilhões de brilhos -, para dissolução das crostas energéticas pesadas em torno deste mundo.
Que nossas auras*** sejam envoltórios luminosos, pulsantes, dinâmicos e equilibrados – e que todos os seres que chegarem até nós sejam benficiados -, e que a nossa jornada espiritual de mais uma noite seja coroada de êxito pela excelsa Luz.
Que a reunião de nossos corações forme um Grande Coração, de alma valorosa, irradiando generosidade pura para todos os seres que estejam machucados – em corpo ou espírito.
Que aqueles seres perdidos possam encontrar a Luz e possam recuperar seus sonhos e suas vidas, seguindo na estrada cósmica e iluminados pela tocha espiritual do Bem, que arde à frente, guardada pelos anjos da Presença.
Que haja valor espiritual em nossa reunião, em nossas mãos, em nossas cabeças, em nossos corações e em nossos corpos, que são receptáculos da Mãe Terra.
E que possamos brilhar na ressonância cósmica da Presença.
Que Sua Graça possa descer sobre nós e sobre todos aqueles que se sintam perdidos.
Assim como, outrora, essa Luz era percebida nos centros iniciáticos da velha Europa, e também pelo povo celta, que se locomovia, de tempos em tempos, sabendo que por onde fossem, estariam abençoados pela Presença.
Ah, os guerreiros celtas eram bravos lutadores, mas o principal era o que eles carregavam dentro de si mesmos... Os valores de lealdade, respeito, firmeza e amor pela existência.
Então, que esses mesmos valores possam nortear a nossa reunião...
Que os anjos da Presença guardem nossa retaguarda, e que todos recuperem os seus sonhos.
P.S.:
Ah, têm coisas que dinheiro algum paga!
Coisas do espírito, que só o coração sabe.
Há algo mais... Uma Presença****, em tudo!
E quem sente isso, em seu coração, compreende mesmo.
E eu não sei mais o que dizer...
Então, que fale o Oran Mor*****.
Paz e Luz.
- Wagner Borges -
São Paulo, 30 de agosto de 2011.
- Notas:
* O CD que rolava no momento era uma coletânea de space music (com músicas de artistas new age variados, tais como, Constance Demby, Raphael, John Dyson, Michael Hammer e outros).
** Chacra Coronário - é o centro de força situado no topo da cabeça, por onde entram as energias celestes. É o chacra responsável pela expansão da consciência e pela captação das ideias elevadas. É também chamado de chacra da coroa. Em sânscrito o seu nome é “sahashara”, o lótus das mil pétalas. Está ligado à glândula pineal.
Obs.: Chacras - do sânscrito - são os centros de força situados no corpo energético e têm como função principal a absorção de energia - prana, chi -, do meio ambiente para o interior do campo energético e do corpo físico. Além disso, servem de ponte energética entre o corpo espiritual e o corpo físico.
Os principais chacras são sete – que estão conectados com as sete glândulas que compõem o sistema endócrino: coronário, frontal, laríngeo, cardíaco, umbilical, sexual e básico.
*** Aura – do latim, aura - sopro de ar – halo luminoso de distintas cores que envolve o corpo físico e que reflete, energeticamente, o que o indivíduo pensa, sente e vivencia no seu mundo íntimo; psicosfera; campo energético.
**** A Presença – metáfora celta para o Todo que está em tudo. Quando os antigos iniciados celtas admiravam os momentos mágicos do alvorecer e do crepúsculo, costumavam dizer: “Isso é um assombro!” - E assim era para todas as coisas consideradas como manifestações grandiosas da Natureza e do ser humano. Ver o brilho dos olhos da pessoa amada, a beleza plácida da lua, a alegria do sorriso do filho, ou o desabrochar de uma flor eram eventos maravilhosos. Então, eles ousavam escutar os espíritos das brumas, que lhes ensinaram a valorizar o Dom da vida e a perceber a pulsação de uma PRESENÇA em tudo.
A partir daí, eles passaram a referir-se ao TODO QUE ESTÁ EM TUDO como a PRESENÇA que anima a Natureza e os seres. Se a luz da vida era um assombro de grandiosidade, maior ainda era a maravilha da PRESENÇA que gerava essa grandiosidade. Perceber essa PRESENÇA em tudo era um assombro! E saber que o sol, a lua, o ser amado, os filhos, as flores e a Natureza eram expressões maravilhosas dessa totalidade, levava os iniciados daquele contexto antigo da Europa a dizerem: “Que assombro!”
Hoje, inspirado pelos amigos invisíveis celtas, deixo registrado aqui nesses escritos o “terno assombro” que sinto ao meditar na PRESENÇA que está em tudo. E lembro-me dos ensinamentos herméticos inspirados no sábio estelar Hermes Trismegistro, que dizia no antigo Egito: “O TODO está em tudo! O Inefável é invisível aos olhos da carne, mas é visível à inteligência e ao coração.”
O TODO ou A PRESENÇA, tanto faz o nome que se dê. O que importa mesmo é a grandiosidade de se meditar nisso; essa mesma grandiosidade de pensar nos zilhões de sóis e nas miríades de seres espalhados pela vastidão interdimensional do Multiverso, e de se maravilhar ao se perceber como uma pequena partícula energética consciente e integrante dessa totalidade, e poder dizer de coração: “Caramba, que assombro!”
***** Oran Mor - traduzido como “A Grande Melodia”, é o que existe de mais próximo sobre o mito da criação celta. Diz-se que o Oran Mor começou no silêncio, quando nada existia ainda. Depois a canção começou. A vida foi tocada na existência, e a melodia continuou desde então, para aqueles que a ouvem...
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, lembrei-me de um texto inspirado do mestre ocultista Huiracocha. Segue-se o mesmo abaixo.
TUA PEDRA
- Por Huiracocha -
Tu tens uma pedra...
Não sabias disso?
Sim, olha.
No mais profundo de ti mesmo, mais além de tua estultícia, incrustada no muro de tua própria subconsciência, há uma pedra...
Bruta, fria, impassível, com a dureza do mármore.
Porém, tens uma pedra secreta, e não percebes, não a tocas, nem sentes seus efeitos. E, no entanto, ela vive ali na solidão de tua caverna, esperando o instante de ser trabalhada.
Se tu passares a vida (de trânsito sempre efêmero) ignorando sua existência, ela, então, haverá esperado inutilmente que o teu olhar interno a descobrisse na monotonia de sua longa espera.
Se a deixas de lado, se não a despertas, ela há de continuar seu sono estático.
E, quando tu não mais estiveres aqui, quando deixares de ser, ela se tornará um amontoado pedregoso, junto de tantas outras pedras que ficaram no caminho de tantos outros que fizeram como tu...
Porém, se não queres que ela durma, ou se tratas de despertá-la porque uma dor ou uma pena profunda trouxeram consciência em tua vida...
Se tentas buscar, dentro de ti mesmo e conforta-te com as grandezas do espírito para enxugar internamente tantas lágrimas, que jamais puderam secar no exterior...
Então... Suspira profundamente e vai até a mansão de tuas causas interiores e busca a tua pedra.
Ela é tosca e imperfeita, não é verdade?
Pois, faz saltar as primeiras lascas, para ir moldando-a...
Contudo, com cuidado, com Amor.
É nessa pedra que tocas que está a rosa, o tesouro de tua própria alma.
(Texto extraído do livro "Rosa Esotérica" - Editorial Kier - Argentina - Traduzido e adaptado por Wagner Borges).
- Nota de Wagner Borges: Huiracocha é o pseudônimo do ocultista alemão Arnold Krumm-Heller (1876-1949). O seu livro "Rosa Esotérica" é um clássico da literatura ocultista da primeira metade do século 20. Ele mudou-se muito jovem da Alemanha para o México. Posteriormente, mudou-se para o Chile. Viajou muito e foi muito considerado nos meios ocultistas de sua época, não somente na América do Sul, mas também na Europa. Fez parte de muitos grupos esotéricos; foi maçom e rosa-cruz. Seus escritos místicos são muito inspirados.
Texto <1121><06/09/2011>
