1388 - FLUINDO NAS ONDAS DA ASSISTÊNCIA EXTRAFÍSICA

FLUINDO NAS ONDAS DA ASSISTÊNCIA EXTRAFÍSICA
(Texto Postado Originalmente na Lista Interna do Grupo de Estudos e Assistência Espiritual do IPPB)
Olá, amigos.
Estou de férias em casa, lendo muito e curtindo músicas...
A Janete e o Sevananda também estão passando as férias aqui comigo.
Ainda agora, enquanto eu estava lendo aqui na sala, senti um chamado espiritual.
Não tenho como explicar isso, é como uma sensação anímico-mediúnica.
Então acendi um incenso de sândalo e coloquei um CD do Dean Evenson para rolar.
Trata-se do “Ascension”, lindo trabalho new age de flautas e teclados.
Chamei a Janete para ficar comigo (o Sevananda saiu e ainda não voltou).
Ela veio e sentou-se ao meu lado e o Rama ficou deitado no chão, bem em frente.
Apaguei a luz e ficamos nós ali... E comecei a fazer uma prece, de todo coração.
Pensei no ato terrorista que rolou hoje lá na França e vibrei Luz...
Então, desceu uma onde de Paz em cima de nós e uma sensação de contentamento.
Eu reconheci as vibrações de Shiva no lance e visualizei uma imagem no frontal.
E era só Paz e contentamento passando por nós e fluindo para o mundo...
Eu vi várias imagens relativas à assistência extrafísica que estava rolando.
Até que vi um mentor que trabalha nos meios extrafísicos muçulmanos.
Era um homem de idade, oriental, vestindo roupas de sua região e de turbante.
Ele orava e vibrava energias silenciosamente. A sua atmosfera era boa e forte.
Então, ele me disse que numa violência dessas há sempre a ação de obsessores.
E que eles exploram toda comoção e tristeza oriunda dos atos terroristas.
A tarefa dele era agir no extrafísico, desbaratando essa influência ruim.
E também me disse que isso é assim no mundo todo, inclusive onde nem se pensa.
Quietinho, vibrei e orei junto com ele, admirado com sua simplicidade e bondade.
E fiquei ali, com o chacra frontal cheio de Luz branca e a mente serena.
Depois, quando abri os olhos, vi que a lua cheia tinha surgido e iluminava a sala.
Chamei a Janete, que havia adormecido sentada no sofá, para ver tal beleza.
E nós dois ficamos olhando a Lua, junto com o Rama, que pulou no sofá e ficou no meio. E, junto, aquela serenidade e contentamento que não são desse mundo.
Então, vim escrever para registrar esse momento sereno num dia tão pesado.
Vou deixar para vocês dois textos na sequência, um deles sobre a Lua de Shiva e o outro que fiz no dia do atentado em New York, em setembro de 2001.
Um abraço a todos.
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 07 de janeiro de 2014.
LUA DE SHIVA
Shiva*, olho a Sua Lua.
Mas a vejo com o coração
Sinto o vento noturno no rosto,
E o deixo levar o cansaço do dia...
Fecho os olhos, para ver melhor.
E imagino o Seu Olho Espiritual
Aberto em minha testa.
Então, eu vejo além...
Sim, eu vejo uma criança chegando...
E um velho partindo.
Você traz a criança e Você leva o velho.
E ambos estão em seu Coração Universal.
Ah, eu vejo tantas coisas...
Na Terra, a criança crescendo e tornando-se o velho.
No Astral, o velho tornando-se criança novamente.
E a Sua Lua sobre eles.
Vejo Você montado num touro branco,
Viajando entre o Céu e a Terra.
E, por onde Você vai, tudo se transforma,
Sob a luz da Sua Lua.
Espíritos errantes são arrebatados para o Céu;
E vibrações ruins são desfeitas.
O Seu rastro de estrelas limpa tudo...
Nessa noite de Sua Lua.
Ah, Mahadeva!**
Eu olho a Sua Lua com o coração...
E vejo com o Seu Olho Espiritual.
E fico igual criança.
Porque eu vejo o Amor no ar,
E sinto Sua fragrância sutil.
Porque eu vejo as estrelas dançando
Nessa noite de Sua Lua.
Meu Amigo, então eu oro.
De coração, feito criança.
Enquanto Você viaja na noite enluarada,
Silenciosamente transformando as energias.
Ah, eu vejo Você, e fico abismado.
Porque me sinto criança diante do infinito...
Porque a Magia do Amor está no ar,
Nessa noite de Sua Lua.
Shiva, Senhor de todas as mudanças!
A noite é uma criança, e eu também.
Eu vejo além... E me admiro mais,
Nessa noite de Sua Lua.
P.S.:
Você veio e deixou um rastro de estrelas.
É como uma trilha sutil.
E ela me chama... E eu vou.
Enquanto o meu coração me diz:
“Avante! Não se detenha, até alcançar a meta!”
Sim, eu vou, em espírito e verdade...
Nessa noite de Sua Lua.
Om Namah Shivaya!***
Paz e Luz.
- Wagner Borges – neófito da vida.
- Notas:
* Shiva – na Cosmogonia hinduísta, é o aspecto da divindade que opera todas as transformações; O Senhor das energias; O Poder Divino da Transmutação; O Dançarino Divino, que, em seu movimento secreto, dilui as brumas da ilusão e faz ver o real.
** Mahadeva – do sânscrito – Maha, Grande – Deva, Divindade.
Ou seja, Grande Deus!
*** Om Namah Shivaya – do sânscrito – é um dos mantras evocativos de Shiva e Seu Poder de Transmutação. Para melhor compreensão sobre isso, ver o texto “Shiva – O Mahadeva”, postado no site do IPPB, no seguinte endereço específico:
Obs.: Nas notas desse texto está postada uma coletânea de textos relativos à Shiva, postados antes como textos periódicos do site ao longo dos anos – www.ippb.org.br
Texto <1388><04/02/2015>
