1410 - TUA JOIA!

TUA JOIA!
(Polindo o que é Preciso...)
Carregas em ti uma joia.
Está em teu peito.
Trabalha sobre ela...
Na ourivesaria do Amor.
Escuta o teu coração...
Pois quem te guia só fala com ele.
Tua intuição te diz o que?
Escuta e pondera...
O Alto só dá o que o Ser compreende.
Profundidade chama profundidade...
E o Amor faz a joia brilhar mais.
Porque chama a Luz...
Não há mistério, é sintonia espiritual.
Trabalha em tua joia, e verás...
O universo no teu peito.
É isso o que diz o Alto...
Para quem escuta com o coração.
Tua profundidade é essa!
Tua joia... nesses escritos.
Como um presente do Todo...
O Grande Ourives de todos os corações.
Trabalha em ti pelo Amor.
E tua joia brilhará como nunca!
(Tua resposta estará na alegria que sentires...)
P.S.:
Esse recado espiritual é bom para todos.
Foi inspirado por um grande amigo extrafísico.
E ele me disse: “Ser ourives de si mesmo não é fácil!”
É verdade. Porque a arrogância empana o brilho da joia.
E faz o peito ficar plúmbeo de tristeza.
Ah, polir a joia é preciso...
Para ser feliz*.
Paz e Luz.
- Wagner Borges -
São Paulo, 24 de fevereiro de 2015.
- Nota:
* Para complementar esses escritos, deixo na sequência um lindo poema de Rabindranath Tagore.
A ESCOLA DAS FLORES
- Por Rabindranath Tagore -
As nuvens de tempestade rondam no céu, as chuvas de junho se precipitam, e o vento úmido do leste corre pelo deserto para tocar sua música na flauta dos bambus.
Então, de repente, e não se sabe de onde, surgem multidões de flores, dançando sobre a relva em louca alegria...
Mãe, acho que as flores vão a uma escola embaixo da terra.
Elas têm suas aulas de portas fechadas e, se quiserem sair antes do tempo para brincar, a professora as põe em um canto, de castigo.
Quando cai a chuva, porém, é dia de festa para as flores.
Os galhos se entrechocam na floresta, as folhas murmuram ao sabor do vento selvagem, as nuvens trovejantes batem palmas com suas mãos gigantes, e as flores-crianças saltam fora correndo, vestidas de amarelo, rosa e branco...
Mamãe, bem sabes que a casa delas é no céu, onde estão as estrelas.
Não percebeste a vontade que elas têm de ir para lá?
Não sabes por que correm tanto?
Pois eu sei para quem as flores levantam os braços:
Elas têm a mãe delas, assim como eu tenho a minha!
(Texto extraído da excelente coletânea de poemas inspirados de Tagore, “Poesia Mística – Lírica Breve”, lançada no Brasil pela Editora Paulus.)
Texto <1410><30/04/2015>
