1412 - HÁ ALGO MAIS... UMA AMOR. UMA LUZ. - LXXXVII*

1412 - HÁ ALGO MAIS... UMA AMOR. UMA LUZ. - LXXXVII
 
 
HÁ ALGO MAIS... UMA AMOR. UMA LUZ. – LXXXVII*
 
Aqui estamos nós!
Na Terra, em mais um tempo de aprendizado...
Estamos humanos mais uma vez.
No entanto, viemos de outros planos...
Pois somos consciências extrafísicas imperecíveis.
Nossa natureza aparece no brilho dos nossos olhos.
Tanto que, quando abandonamos o corpo, os olhos físicos perdem esse brilho.
Porque esse brilho é da Luz das estrelas, de onde viemos.
E só é encontrado onde o espírito está (mesmo quando dentro do corpo).
Por isso, Shankara**falava daquela Luz que é a essência da alma...
E que brilha mais do que bilhões de sóis juntos.
Essa é a Luz que mora no coração. E que também brilha nos olhos.
Krishna também dizia que a essência espiritual é eterna, não nasce e nem morre.
E diante do espanto de Arjuna, ele dizia que o espírito só entra e sai dos corpos...
Ou seja, perecíveis são apenas os corpos temporários; imperecível é o Atman!***
Isso não pode ser mais dúvida para nenhum de nós!
Já entramos e saímos da matéria várias vezes; então isso é conhecido demais.
Devido ao condicionamento reencarnatório, nós nos esquecemos disso.
Mas o brilho em nossos olhos evidencia algo mais... Um Amor. Uma Luz.
Ah, isso não é mistério, nem fé. E, em nosso coração, nós sabemos!
Porque nós somos espíritos! Estamos aqui só de passagem...
Quando partirmos, o brilho viajará junto, pois ele sempre foi nosso...
E sempre será! Pois há algo mais... Um Amor. Uma Luz.
 
P.S.:
Ah, o grande Goethe (filósofo alemão) sabia disso tudo.
Por isso, ele escreveu o seguinte:
“Se o olho não fosse como o sol, jamais poderia ver o sol.
Se não houvesse dentro de nós a própria força de Deus...
Como poderia o Divino nos encantar?”
Ele sabia que há um brilho, algo mais... Um Amor. Uma Luz.
E eu fico por aqui, olhando as linhas desse texto com esse brilho nos olhos.
Oxalá seja esse também o brilho dos olhos de cada leitor desse livro.
Porque é brilho imortal! E vem das estrelas, de onde viemos e para onde iremos.
E isso é assim, sem mistério. O pó ao pó. O brilho às estrelas!
Um Amor. Uma Luz. O brilho de algo mais...
 
Paz e Luz.
 
- Wagner Borges - mestre de nada e discípulo de coisa alguma.
São Paulo, 13 de abril de 2015.
 
- Notas:
* Esse texto fará parte do posfácio de um novo livro sobre vida após a morte que publicarei em breve (com diversos textos alusivos à temática da imortalidade da consciência).
** Shankara – o célebre autor de um dos grandes clássicos do Hinduísmo, o livro “Viveka Chuda Mani” (“A Jóia Suprema do Discernimento”); nasceu em Káladi, vilarejo do Malabar Ocidental, no Sul da Índia, por volta de 686 d.C. Iogue, filósofo e poeta, ele era um prodígio acadêmico e dotado de rara didática para escrever sobre os temas do espírito. Foi um dos grandes iogues da Índia, e seu nome é evocativo do deus Shiva, que é reverenciado com o epíteto de Shankara, o “doador de bênçãos”.
*** Atman – do sânscrito – o espírito; o ser imperecível; a centelha vital do divino; a essência espiritual.
Obs.: Enquanto eu digitava essas linhas, rolava aqui no meu som uma linda versão de “Stairway to Heaven” (clássico do Led Zeppelin, de 1971), com as irmãs Wilson (da banda Heart), o filho do baterista original do Led Zeppelin, e mais um monte de gente.
Trata-se de uma apresentação musical realizada em 2012, com a presença na plateia de Robert Plant, Jimi Page e John Paul Jones (três dos membros originais do Led Zeppelin), além do atual presidente americano Barack Obama. E dá para ver a emoção deles durante a apresentação.
Vale a pena assistir isso. Então, deixo na sequência o link do site do Youtube para quem quiser apreciá-la também.
- Ann & Nancy Wilson / ft. Jason Bonham –
“Stairway to Heaven” - (2/12/2012).

Texto <1412><08/05/2015>