154 - NAS ONDAS DO SILÊNCIO
Estou digitando esses escritos às 02:59 h da madrugada.
Ainda pouco, estava em meu quarto estudando o ótimo livro "The Tibetan Art of Healing", de Ian A. Baker (prefácio de Deepak Chopra; Ed. Thames and Hudson).
Horas antes, lembrei-me de uma fita cassete que uma amiga gravou para mim anos atrás. O título da mesma é "The Silent Waves". Nem mesmo ela sabe quem é o autor das músicas, pois comprou-a de um cara bem na entrada de uma estação de metrô em Paris, em uma de suas viagens. Há alguns anos que não a ouço.
Enquanto folheava o livro de cura tibetano, resolvi escutar essa fita. Ao ouvir os suaves acordes de teclado permeados pelo som das ondas do mar, lembrei-me de vários trabalhos espirituais que fiz escutando essa mesma fita.
Daí, resolvi escrever um pequeno texto em cima das viagens espirituais que realizei inspirado por essas músicas.
* * *
"Mesmo em meio à agitação das multidões e o caos urbano, é possível sentir as ondas do silêncio chegando nas praias internas da consciência.
É possível navegar por essas ondas serenas, além dos tormentos da mediocridade espiritual do ego.
Expandir a consciência, sem sair do lugar, e ao mesmo tempo, abarcar todo o universo.
Que viagem maravilhosa: nadar espiritualmente nas ondas do silêncio, pelos oceanos da consciência serena.
Silenciosamente, curvo-me diante das ondas de amor silencioso que chegam até as praias do meu coração espiritual."
* * *
Logo após eu escrever isso, surgiu um dos amparadores extrafísicos hindus. Pegando uma carona no que escrevi, ele ditou-me o seguinte:
"Ondas silenciosas...Esse é um conceito fantástico!
A percepção de que a imanência do TODO viaja pelo universo em forma de ondas silenciosas é pura cosmogênese espiritual.
Ondas silenciosas que interpenetram seres e dimensões em maravilhosa profusão de vida.
Pense nisso: - ondas de puro amor viajando pelo infinito, de dentro e de fora, todo tempo, em silêncio.
No meio dessas ondas, o sorriso invisível de Deus!
Só amor fluindo.. LUZ... VIDA... PAZ... HARMONIA...
Nas ondas do silêncio."
* * *
Para concluir dignamente esse texto, recorro à sabedoria taoísta:
"A tranqüilidade profunda permanece.
Ela é a mãe de tudo o que não morre.
No seu movimento fundamenta-se o vir-a-ser do Céu e da Terra.
A tranquilidade profunda é em si mesma movimento."
- Lao-Tzé -
- Wagner D. Borges -
São Paulo, 24 de agosto de 1999.
(Esses escritos são dedicados, no silêncio que comunica muitas coisas, às minhas amigas Carla Cristina e Virgínia, a Thaís, companheira fiel, e a todos os participantes da lista Sintonia).
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Texto <154><23/09/1999>
