164 - DEFESA PARAPSÍQUICA
O tema sobre ataques parapsíquicos e autodefesa apropriada é muito interessante.
Há muitos anos que abordo diretamente esse assunto, na teoria e na prática de quase 23 anos mexendo com isso. Vi os comentários de todos e acho que apesar das óbvias diferenças nas abordagens de cada um, há uma certa unidade subjacente a tudo que foi dito. Ou seja, as opiniões seguiram os padrões de cada um, mas acabaram por complementarem-se entre si.
Da mesma forma que a Sheila, uma das coisas básicas que procuro ensinar aos meus alunos são os diversos métodos de autodefesa parapsíquica. Um aluno com medo não cresce. Por isso, esse tema é muito importante.
Basicamente, podemos classificar em quatro os tipos de assédios espirituais:
1. Desencarnado X Encarnado: esse é o assédio clássico. Suas motivações são muito variadas, desde brigas oriundas de vidas passadas até o puro e simples vampirismo energético, verdadeiro assalto espiritual.
2. Desencarnado X Desencarnado: esse é o assédio de um espírito sobre outro no próprio plano extrafísico denso (umbral - espíritas; Gehena - judeus; Hades - gregos; inferno - católicos; plano astral inferior - Teosofia; plano extrafísico atrasado - Projeciologia). Muitas vezes, quando um dos desafetos reencarna e o outro permanece no plano extrafísico, essa obsessão passa para o nível 1 (desencarnado X encarnado).
3. Encarnado X Encarnado: esse é o assédio parapsíquico de um ser humano sobre o outro. Na minha opinião, esse é o pior tipo de ataque espiritual. No caso de um espírito, você pode exteriorizar energia e acabar com o problema. Mas, no caso de uma pessoa encarnada próxima (muitas vezes, é um parente, um colega de trabalho, ou pior, seu parceiro), não dá para afastá-la com um passe, por exemplo, ou fazendo uma prece.
4. Encarnado X Desencarnado: esse tipo é mais raro. É quando uma pessoa encarnada emana pensamentos e emoções, que tomam formas ideoplásticas (formas-pensamento), e seguem na direção da aura do corpo espiritual do desencarnado. Se este, por sua vez, não estiver bem no plano extrafísico, será afetado pelas ondas de energia do emitente encarnado.
Obviamente que poderão ocorrer interações entre esses quatro tipos. Por exemplo, uma pessoa encarnada atacando parapsiquicamente uma outra pessoa encarnada, mas contando com a ajuda de espíritos desencarnados densos. E daí por diante.
Esse assunto é muito complexo e exige muito tempo para sua explicação adequada. Há um curso que faço uma vez por ano (entrada franca) no IPPB sobre assédios espirituais e autodefesa parapsíquica. Já foi feito no primeiro semestre e agora, só no ano que vem.
Há outros materiais sobre outros temas correlatos ("mecanismos dos despachos"; "Vodu"; "Ataques fora do corpo durante o sono"; "Ação de elementais nos processos obsessivos"), mas só tenho abordado esses assuntos mais específicos no grupo de estudos que temos às quartas-feiras.
Há coisas que nem dá para abordar (parapirogenia, poltergeist, raps, magos trevosos, vibriões psíquicos) abertamente, porque as pessoas ficam impressionadas e acabam formando egrégoras pesadas (atmosferas parapsíquicas, holo-pensenes) no ambiente.
Há coisa que já vi, dentro e fora do corpo, que se eu fosse narrar deixaria muitas pessoas de cabelo em pé. Há certas magias orientais tão antigas quanto a própria humanidade. Outro dia, um dos amparadores extrafísicos mostrou-me fora do corpo uma pessoa com dezenas de vibriões psíquicos (larvas astrais, mais parecendo grandes vermes escuros) infestando a aura de uma pessoa. Ele me explicou que aquilo era um processo de magia oriental ancestral. Suas palavras foram essas:
"Há coisas na atmosfera extrafísica do Oriente que vocês ocidentais nem imaginam e nem têm condições de mexer."
Semana passada, narrei para o Ivan, pelo telefone, um caso de um grupo de entidades extrafísicas vampiras sexuais, que mais parecia uma colônia de obsessores, que estava assediando um rapaz. Essas entidades eram uma massa de energia com vários rostos plasmados dentro dela. Parecia uma grande ameba cheia de espíritos dentro dela. Não era uma forma-pensamento e nem um elemental, era uma gangue de espíritos densos amalgamados num bloco energético só. Eles foram levados até meu ambiente para que eu exteriorizasse energia para desagregar o bloco inteiro e assim, eles fossem acessados pelos amparadores que trabalham comigo. Quando exteriorizei energias para eles, um dos espíritos amigos, acoplado energeticamente comigo, disse três vezes dentro da minha mente (como um mantra): "Cristo, Cristo, Cristo!"
Imediatamente, o bloco de espíritos explodiu e vi dezenas de cabeças de espíritos desprendendo-se daquele agregado extrafísico e plasmando corpos extrafísicos inteiros dentro do quarto, porém, devido a energia que estavamos projetando neles, eles apagaram. Um clarão suave inundou o quarto acompanhado por um perfume sutil e aí fui tracionado para dentro do corpo pelo cordão de prata. Imediatamente, abri os olhos no físico e continuei sentindo aquele perfume maravilhoso. Aqueles espíritos foram levados para lugares extrafísicos de tratamento espiritual.
Em um caso assim, por portarem energias bem sutis, os amparadores usam projetores, pois suas energias são mais densas (devido à ação vibratória do cordão de prata, o duplo etérico e os chacras) e possibilitam um acesso vibratório aos assediadores extrafísicos, que são muito densos.
Naturalmente, que um trabalho extrafísico desses só é feito por sensitivos responsáveis e preparados para tal atividade. Já estou nisso há 23 anos e me dá uma alegria danada saber que sou útil espiritualmente e que é possível ajudar os outros de alguma maneira e ainda crescer com isso.
Quando vejo pessoas abordando temas espirituais com leviandade, dá vontade de levá-las num projeção dessas e dar-lhes um super-susto. Talvez assim, elas saibam trabalhar com esses temas com a devida responsabilidade e consciência.
Há vários mecanismos de autodefesa: exteriorização energética, via chacras, estado vibracional, prece sincera, concha áurica, que o Newton chamou apropriadamente de "cobertura de axé", utilização de mantras e outros. Contudo, a melhor defesa ainda é manter a consciência sintonizada aos valores mais altos e encher o coração de amor incondicional. Como dizia Jesus, "Orai e vigiai!".
Eis um mantra que alguém pode valer-se num momento difícil (não precisa verbalizar, apenas concentrar-se mentalmente ou dentro de um dos chacras, de preferência o chacra frontal ou cardíaco):
- "KALKI" (do sânscrito): O nome do décimo avatar de Vishnu. Seu nome é um poderoso mantra de eficácia fantástica. Ele evoca instantaneamente uma poderosa energia de renovação em torno da aura da pessoa, melhorando até mesmo os assediadores e rompendo as energias asfixiadoras instaladas por eles. Pronuncia-se mentalmente da mesma maneira que está escrito: "KALKI". Faça isso por alguns minutos e sinta-se muito bem. Foi um dos amparadores que ensinou-me esse mantra.
Detalhes adicionais sobre mantras:
- O nome de qualquer um dos grandes mestres também evoca energias maravilhosas: Jesus, Buda, Krishna ou Bábaji.
- Há palavras soltas que também evocam egrégoras correspondentes:
Luz, Amor, Paz, Harmonia, Bondade.
- Mantra judaico para desassédio espiritual: Adonai.
- Mantras genéricos em sânscrito: Om Shanti (Paz); Om Satya (Verdade divina); Om Namah Shivaya (mantra de evocação de Shiva); Om Namo Naraya Naya (mantra de evocação de Vishnu); Om Maharaj ou Om Namo Bhagavaté Vasudevaya (mantra de evocação da proteção de Krishna).
- Mantra chinês para desassédio espiritual: Ram Yam Khan.
- Mantras Universais: Cristo; OM; Aether; Hu.
De tudo isso, o mais importante é o AMOR!
Amigos, esse tema é muito vasto e não tenho muito tempo livre para ampliar esses escritos como o tema merece. Por isso, fico por aqui, desejando que a luz do amor possa estar brilhando muito em seus corações e que a clareza do discernimento possa guiá-los em meio a esse fantástico oceano da vida.
Paz e luz a todos vocês!
- Wagner D. Borges -
São Paulo, 15/10/99
(Este texto foi postado originalmente na lista Sintonia).
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Texto <164><24/10/1999>
