181 - POETA NO LÓTUS


Quedei-me em silenciosa reverência.

Lá fora, o vento da loucura açoitava a alma do mundo. Mas, aqui no firmamento interior, eu observava o sol e a lua dentro do sorriso do lótus.

Quanta luz e quanta fartura de paz, meu Grande Rei!

Como descrever isso em palavras para os homens que ainda lêem meus escritos no mundo? Como dizer-lhes que suas chagas emocionais bloqueiam a percepção da essência divina sendo exalada dentro de seus próprios corações?

Entrei no centro do lótus vermelho e ele transformou-se em um lótus dourado.

Transformei-me junto com ele e agora sou uma de suas pétalas sorridentes.

Deus da vida, meu sorriso transformou-se em Seu sorriso.

Busquei-O tanto, mas só encontrei-O nas veredas do coração.

O sol e a lua estão sorrindo aqui.

O firmamento interior está cheio de Sua ananda*.

Grande Rei,

Não tenho como descrever o amor que sinto, mas rogo-lhe, que inspire alguém da Terra para dizer aos homens atormentados que o poeta transformou-se em pétala!

- Um poeta-pétala de Deus -
(Recebido por Wagner Borges; São Paulo, 06 de dezembro de 1999, às 15:58h)

PS: Pouco antes de começar a receber esse texto, eu estava ouvindo o cd do Pink Floyd, "The Division Bell", enquanto montava uma aula para a turma do curso OM SATTVA (fase 11). Ao perceber esse poeta extrafísico no ambiente do quarto junto com outros amparadores extrafísicos, coloquei o belo cd "The Poet - Romances For Cello", de Michael Hoppé (keyboards) e Martin Tillman (cello); Grav: Teldec; série: 14612-2. Esse cd é inspirado nos grandes poetas, incluindo o nosso amigo extrafísico que passou-me esses escritos. Uma das músicas é dedicada a ele.
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*Ananda (do sânscrito): Bem-aventurança; Êxtase espiritual; Estado de felicidade transcendental.

Texto <181><07/12/1999>