182 - CONVERSANDO SOBRE JESUS


Sei que você gosta de pensar em Jesus sorrindo e passeando em um jardim em meio às flores desabrochando. Essa é uma bela visualização. Chama a paz para dentro da alma e enternece o coração.

Pessoalmente, gosto mais de pensar no amado em forma de menino.

Imagino o bebê cheio de luz no colo de sua mãe e os magos e andarilhos silenciosos prestando sua reverência ajoelhados na palha. Eles sabiam que aquele menino tinha um universo dentro do coração. Percebiam em seus olhos o brilho das luzes celestes.

Aqueles passageiros do destino curvaram-se diante do menino-luz. Para eles, não havia felicidade maior do que estar ali.

É assim que penso em Jesus. Tento ser igual àqueles andarilhos e presto minha reverência ao menino que veio das luzes celestes para passar aos homens a mensagem da fraternidade sem fronteira.

Também imagino milhares de espaçonaves extraterrestres sobrevoando a grande altura a humilde manjedoura.

Outros povos do espaço, também andarilhos do destino, vieram prestar suas reverências ao menino celeste. Ninguém os viu, mas eles estavam lá!

Meu caro amigo, o rosto do menino brilhava tanto!...

Imagino sua compaixão e desprendimento em vir passar um tempo entre os homens da Terra.

Imagino a alegria com que Ele aportou a esse mundo de tantas provas.

Penso Nele como um raio divino, cortando a treva da noite do egoísmo dos homens.

Aquele menino no colo da mãe era o AMOR MATERIALIZADO no mundo....

O Rei estava ali em forma de criança! Viajara por entre os mundos e dimensões para trazer ao mundo dos homens a luz de um AMOR SEM PRECEDENTES.

Sua descida ao reino da carne havia sido observada nos planos sutis como um raio de paz cingindo o espaço em direção à Terra.

Os reis magos sabiam que o corpinho daquela criança era o receptáculo do raio de amor.

Olhavam enternecidos o menino sorrindo. Eles sabiam que o Céu estava ali.

Sabiam que tanto amor não seria entendido pelos homens, ainda aferrados às mazelas do ego. No entanto, por divina intuição, sabiam que o raio de amor varreria a poeira do mal para fora dos corações sensíveis a mensagem da paz.

Hoje, o coração dos homens ainda está cheio da poeira de suas vaidades. Não deixam o menino entrar para varrer o mal ali instalado por pura falta de consciência e amor.

Quem sabe, se lembrarem-se do menino no colo da mãe, eles não ajoelhem na palha do mundo e convidem o raio de amor para morar em seus corações livres de revolta e orgulho?

É assim que penso no meu amado raio de amor: um menino no colo da mãe.

Não sou um dos magos, mas ajoelho-me e presto reverência em cima da palha dos meus sonhos.

Meu prezado amigo, o raio de amor está aqui no coração.

Quem sabe as naves extraterrestres não estejam aí em cima só olhando e esperando os homens abrirem os corações ao menino celeste?

Namastê, menino que escreve as verdades da alma.

- The Poet -
(Recebido espiritualmente por Wagner D. Borges; São Paulo, 09 de dezembro de 1999, às 20:00h).

PS: Que legal, mesmo não sendo cristão e nem cristólatra, ser emissário de um texto assim. Que maravilha estar com a mente livre de qualquer bloqueio que impeça-me de ver a positividade e a alegria inseridos em escritos desse nível. Que felicidade não ser espírita, ocultista, teosofista, conscienciólogo, projeciólogo, sufi, taoísta, hinduísta, budista, umbandista ou qualquer outro termo que os homens inventarem para rotular a espiritualidade de alguém. Que legal ser só um ser humano livre para escrever e viver tudo aquilo que seja sadio e favorável ao progresso da humanidade. Que legal ser só "um menino que escreve as verdades da alma".

Agradeço ao raio de amor a liberdade de minha consciência.
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Texto <182><09/12/1999>