185 - ECOLOGIA CONSCIENCIAL

Em épocas de crise, as pessoas tentam buscar soluções não convencionais. E não há dúvida de que o ser humano tem vivido uma crise existencial há muitos séculos. No momento atual, entretanto, a crise, além de ser existencial, também é política, econômica, familiar, social, ambiental, sexual (AIDS) e energética. Urge que o ser humano descubra soluções alternativas para seus problemas de manifestação desequilibrada no plano físico. Entretanto, muito mais importante do que a problemática infantil, gerada pela imaturidade consciencial, é o desequilíbrio mental e emocional em que o planeta vive.

Tem-se falado muito em preservação da natureza e em conservação dos valores ecológicos, porém, este questionamento deveria ser mais profundo.

Se o ser humano questionasse mais a sua consciência, não poderia ele descobrir que a existência do desequilíbrio ecológico é um simples resultado do total desequilíbrio em suas relações interiores? A falta de ecologia na consciência tem gerado uma solução difícil e até perigosa para a manifestação da consciência encarnada no plano físico.

O ser humano ainda se encontra na faixa vibratória dos animais, afinal, não é a vossa própria cultura que diz que o homem é um animal racional? Entretanto, em certos casos, o homem chega a estar abaixo da faixa vibratória dos animais, afinal, qual é o animal que destrói a própria casa em que mora?

O ser humano é uma criatura sem paralelos no Universo, pois, qual é a criatura que mata com tanto prazer e requinte o seu semelhante?

Será que haveria no Universo uma raça tão imatura como esta que habita esse triste terceiro planeta?

Se houvesse um mínimo de ecologia consciencial, haveria mais equilíbrio no ecossistema mental e, conseqüentemente, mais equilíbrio na ecologia do planeta.

A preservação da natureza tem de iniciar-se no mundo íntimo do homem e não no mundo exterior.

Se há equilíbrio na consciência, há equilíbrio também no planeta!

Paz e luz!

- Ramatís -
(Recebido espiritualmente por Wagner D. Borges)

(Texto extraído do livro "Viagem Espiritual I" do prof. Wagner Borges)
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Texto <185><18/12/1999>