193 - UNIÃO IV
Pergunta: Wagner, você não acha que a miséria em países como a Índia e o Tibet deve-se ao fato das pessoas só preocuparem-se com o lado espiritual em detrimento do desenvolvimento material?
Resposta:
Oi amigo!
Sempre achei que a miséria da Índia deve-se a uma espiritualidade distorcida e que nega a parte material e que vê a vida carnal como uma punição cármica.
Da mesma forma, sempre achei que o ocidental tem uma prosperidade ilusória e voltada somente para aquisições materiais em demasia e que vê o lado espiritual como uma coisa sem importância. Nem precisa dizer que três dos países com padrão de vida mais ou menos estável, Suécia, EUA e Japão, tem altos índices de suicídio e um vazio existencial bem grande.
O oriental é romântico, tímido, Yin, espiritual, passivo, religioso, respeitoso das tradições antigas e muitas vezes bem submisso e omisso em várias questões sociais. Seu lugar é o coração.
O ocidental é dinâmico, extrovertido, colonialista, Yang, expansivo, pesquisador, curioso, inventor, politico, construtor, idealizador, tecnológico e empreendedor. Seu lugar é o cérebro.
No entanto, os dois ainda padecem de problemas existenciais semelhantes, tais como: medo, arrogância, fanatismo (religioso ou tecnológico), imaturidade, racismo, hipocrisia e muito, muito egoísmo.
Na verdade, precisamos de uma síntese inteligente e criativa das melhores características de cada lado.
O Ocidente precisa urgentemente de espiritualidade e calor humano.
O Oriente precisa urgentemente de saneamento básico e tecnologia.
A Terra não é oriental ou ocidental. É apenas uma "menina redonda e azulada" (essa é uma expressão de um dos espíritos da Cia do Amor) girando no espaço.
Somos consciências espirituais e ela nos hospeda em alguma de suas faixas de terra ao longo de nossas vivências sucessivas sob sua guarda.
Precisamos é de UNIÃO!
- Wagner D. Borges -
São Paulo, 24 de novembro de 1999.
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Texto <193><06/02/2000>
