213 - ESTRELAS


Estrelas - ninhos da vida,
Entre os espaços profundos,
Novos lares, novos mundos,
Velados por tênue véu...
Louvores à vossa glória,
Nascida na eternidade,
Sois jardins da imensidade,
Suspensos no azul do céu.
Dizei-nos que tudo é belo,
Dizei-nos que tudo é santo,
Ainda mesmo quando há pranto
No sonho que nos conduz.
Proclamai à terra estranha,
Dominada de tristeza,
Que em tudo reina a beleza
Vestida de amor e luz.
Quando a noite for mais fria
Pela dor que nos procura,
Rompei a cadeia escura
Que nos prenda o coração,
Acendendo a madrugada
No campo de Novo Dia,
Onde a ventura irradia
Eterna ressurreição.
Dai consolo ao peregrino
Que segue à mercê da sorte,
Sem teto, sem paz, sem norte,
Torturado, sofredor....
Templos do sol infinito,
Descerrai à Humanidade
A benção da Divindade
Nas bençãos do vosso amor.
Estrelas - ninhos da vida,
Entre os espaços profundos,
Novos lares, novos mundos,
Velados por tênue véu...
Louvores à vossa glória,
Nascida na eternidade,
Sois jardins da imensidade,
Suspensos no azul do céu.

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Texto <213><14/04/2000>