228 - ALMA LIVRE - II
Seu brilho não fenece nunca, nem mesmo quando está enredada nas energias densas do plano físico.
É que durante o sono, ela desprende-se de seu envoltório carnal e reassume sua verdadeira natureza espiritual.
Temporariamente livre das amarras corporais, ela se ejeta na direção do infinito.
Sabe que em breve, seu cordão de prata vai tracioná-la de volta ao corpo.
No entanto, ela não liga, é projetora consciente e conhece as regras do jogo.
Quando o aviso admonitório* do cordão de prata lhe chamar a atenção, ela retornará docilmente ao seu "corpo cela", plenamente consciente de que a vida na Terra é necessária à sua evolução.
Contudo, enquanto isso não acontece, ela desfruta da liberdade que o sono de seu "casulo de carne" lhe oferece: busca a companhia de seus amigos espirituais nos distritos extrafísicos mais sutis; assiste magníficas palestras espirituais ministradas por respeitáveis amparadores da consciência; freqüenta as bibliotecas extrafísicas; nutre-se das energias sutis do plano extrafísico; ativa seus centros de força (parachacras) e exterioriza energias salutares para os doentes desencarnados que estão nos hospitais extrafísicos ou nas furnas cinzentas do umbral (plano extrafísico denso).
Contente por estar aprendendo e trabalhando, ela alça vôo e singra o espaço: beija as estrelas, toca o sol e expande-se pelo Universo.
Dentro de instantes, o cordão de prata vai succioná-la de volta para seu corpo. Mas esta alma não se importa : é projetora consciente e sabe o que faz! Está ligada à Terra, mas é ALMA LIVRE!
Que as noites lhe sejam belas e que a alegria e a boa vontade sejam sempre suas companheiras nas excursões extracorpóreas, pois novas noites virão.
- Ramael -
(Os Iniciados)
(Recebido espiritualmente por Wagner D. Borges)
(Texto extraído do livro "Viagem Espiritual - II)
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* Aviso admonitório: é o desconforto vibratório característico do chamamento insistente do cordão de prata para que o psicossoma retorne ao corpo físico. A sensação disso é parecida com uma fisgada ou repuxão energético pelas costas, principalmente na paranuca (nuca extrafísica).
Texto <228><02/07/2000>
