277 - NAS ÁGUAS DA COMPAIXÃO - II
Fecho os olhos por um momento e percebo uma vibração sutil, convidando-me a uma ativação do chacra frontal.
Faço a luz branca pulsar no interior das testa e, através de um túnel de luz que se forma diante de minha visão interna, tenho a visão maravilhosa das montanhas do Himalaia.
Vislumbro a majestade daquelas montanhas de neves eternas, como se fossem velhas conhecidas.
Há um rio de águas azuladas descendo por elas. Sei que é um rio extrafísico, pois já estive projetado fora do corpo nessas paragens orientais em outras oportunidades.
Há um grupo de pessoas ao longo da margem desse rio espiritual. Algumas delas são desencarnadas, enquanto outras são encarnadas, mas estão ali projetadas, aproveitando a condição extracorpórea que lhes foi dada pela queda de metabolismo do corpo, adormecido em lugares distantes.
Um mestre espiritual, vestido com a tradicional roupa alaranjada dos iniciados hindus, está dando uma preleção sobre espiritualidade e sentimentos bons para aquelas pessoas. Em dado momento, ele ergue os olhos e, através do túnel de luz, nossas mentes se tocam espiritualmente.
Ele sorri e me diz que o livro está completo. Aproveitando o momento, peço-lhe que envie uma mensagem final para os leitores. Ele ergue a mão direita e irradia uma luz dourada pelo túnel extrafísico. Sinto que as folhas de papel, onde estão os originais deste livro, são abençoadas pelas suas energias serenas. A seguir, apontando para o rio, ele diz: "Esse é o rio da compaixão. Só chegam a essas paragens espirituais aqueles que fazem o bem. Só vêm aqui aqueles que trabalham desinteressados por recompensas espirituais. Não sou mestre, sou apenas um discreto freqüentador das margens desse rio vital. Venho aqui para buscar a inspiração superior e também para banhar-me nessas águas de Amor. Também sou um projetor consciente e meu corpo está repousando ternamente nesse momento em meu lar. Dizem que o Sr. Shiva sempre vem aqui, mas nunca o vi. De qualquer maneira, já me basta banhar-me nessas águas azuis. Só quem vem aqui conhece o real valor espiritual desse rio vital. Convide seus leitores para um banho extrafísico nas águas da compaixão. E que a LUZ esteja com todos".
OM MANI PADME HUM!*
Ele faz um gesto com a mão e o túnel de luz se desfaz. Volto ao meu estado e escrevo agora o relato dessa visão maravilhosa.
Que as energias invisíveis presentes neste livro possam iluminar o estudo espiritual de cada um.
PAZ E LUZ a todos!
- Wagner Borges -
(Texto extraído do livro "Viagem Espiritual III"; Editora Universalista).
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* Om Mani Padme Hum (do sânscrito): "Mantra da compaixão". Siginifica "Salve a Jóia no Lótus". A jóia é a luz espiritual que mora no lótus do coração, canal da compaixão.
Texto <277><22/04/2001>
