300 - VIAJANDO NO OLHAR DA SERENIDADE DO AMOR


- A luz espiritual não ofusca o observador. Apenas esclarece e faz pensar, refletir, amar, sorrir e seguir...

- Nenhuma gaiola de ferro consegue prender os raios de sol. Os mestres são semelhantes a esses raios. Que gaiola religiosa poderá conter um mestre? Quais os discípulos que tentarão reter a luz dos mestres nos cofres obscuros de seus corações egoístas? A natureza dos raios solares é iluminar. Os mestres também têm essa mesma natureza. Por isso, eles levam a luz divina aos rincões mais escuros dos egos dos homens.

Iluminar é preciso!

Om Prakash* Om.

- O olhar dos mestres é pura doçura interdimensional. Eles esclarecem no silêncio. E as galáxias rodopiam em torno deles. Eles navegam na consciência cósmica. Em seus olhos brilha a luz da compreensão por todos os seres e a doce serenidade que os homens angustiados desconhecem.

- No olhar dos mestres eu vi a serenidade interdimensional. Eles não julgavam a ninguém e compreendiam a todos. Eles amavam em silêncio e abraçavam a humanidade invisivelmente.

Pensei na humanidade faminta, triste, dolorida e sem paz. Pensei nos bilhões de seres humanos atolados em diversas dificuldades. Pensei no lixo consciencial que cada um deles carrega dentro de si mesmos e pensei no meu lixo interior também.

Curvei a cabeça envergonhado.

No entanto, sentia o olhar dos mestres dentro do coração e uma doçura tocando-me sutilmente.

Sentia que cada ser vivo era tocado também e que todos eram ajudados secretamente de alguma maneira transcendental e fora do alcance dos sentidos e das definições humanas.

Ah, aqueles olhos cheios de amor!

Esses mesmos olhos que me inspiram a escrever e a pensar no bem da humanidade terrestre e das muitas outras humanidades espalhadas pela vastidão sideral, física e extrafísica.

Esses mesmos olhos que observam as lágrimas, de um amor que não sei explicar, rolando pelas minhas faces e ratificando o compromisso espiritual de sempre viajar nas ondas da esperança, da luz, da compaixão, do discernimento, da alegria e da simplicidade, na terra e muito além...

Esses olhos silenciosos, mas que esclarecem tudo e que sempre orientam a viver com serenidade, bom senso e amor em todas as situações, mesmo que ninguém entenda.

No olhar dos mestres não vi nenhuma doutrina, só havia o mais puro amor.

É pela inspiração desse amor que essas palavras estão sendo escritas aqui.

Om Shanti!**

- Wagner Borges -
São Paulo, 03 de outubro de 2001.

PS: Esses escritos são dedicados aquelas consciências serenas que ajudam o mundo em silêncio e que são verdadeiras colunas espirituais sustentando a evolução dos homens.

A essas consciências que transformam o lixo interior dos homens em toques de profunda doçura.

A essas consciências serenas que olham por todos nós!

Ao final desses escritos, não posso deixar de agradecer ao Grande Arquiteto do Universo pelos belos dias ensolarados e as belas noites enluaradas dessa nova primavera que se apresenta aqui na cidade de São Paulo nesses dias de semana e que me emociona por tanta beleza natural e tanto brilho sendo derramados na atmosfera. Diante de tal grandeza, só posso dizer de coração: "obrigado, querido".
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* Prakash (do sânscrito): "Luz espiritual".
** Shanti (do sânscrito): "Paz espiritual".
*** Enquanto estava digitando essas linhas, lembrei-me de um texto muito inspirado do filósofo brasileiro Huberto Rohden. Reproduzo-o logo abaixo devido a sua correspondência espiritual com esse texto que escrevi.

Texto <300><07/10/2001>