307 - POMARES CONSCIENCIAIS
Cada um dá o que tem e exterioriza em sua vida aquilo que já mora em seu próprio íntimo.
Cada um é o que é e as frutas verdes são chamadas assim exatamente por não serem maduras. Qual é a característica da fruta verde? Ela é dura e o seu sabor não é agradável ao paladar.
Na Espiritualidade é a mesma coisa: há pessoas duras e há pessoas maduras penduradas na mesma árvore da vida. Os seus sabores são diferentes e diretamente proporcionais ao seu estado natural. Algumas delas são bastante ácidas, outras são macias e saborosas.
No imenso pomar da Criação, onde a árvore divina está plantada por obra e graça do AMOR, as pessoas e as frutas têm o seu tempo. Cabe a cada um perceber o que segue em seu íntimo e qual é o seu tempo e o seu sabor.
Azedo ou suave? Duro ou macio? Amargo ou doce?
Cada um é o que é...
O discernimento sempre apontará para as frutas maduras e indicará as melhores para o consumo. Isso porque além das frutas verdes, também há as frutas podres e bichadas. Na vida espiritual é a mesma coisa: a lucidez consciencial sempre priorizará o que for melhor.
Até mesmo pelo fato de que pessoas verdes ou estragadas podem fazer muito mal a quem consumi-las. Ainda mais se estiverem "bichadas" pelo egoísmo.
As pessoas verdes receberão a assistência do dr. Tempo para amadurecerem.
As pessoas estragadas receberão a ajuda do dr. Carma, que as derrubará no chão para que sejam absorvidas e posteriormente frutifiquem novamente à frente. As pessoas maduras farão o seu papel e alimentarão as outras, pois o seu sabor é excelente.
Azedo ou suave? Duro ou macio? Amargo ou doce?
Cada um é o que é... Mas o dr. Tempo e o dr. Carma estão de olho!
Enquanto isso, as pessoas maduras serão colhidas no momento certo e viajarão nas cestas divinas e conhecerão novas árvores nos pomares divinos.
Cada um é o que é...
- Cia. do Amor (A Turma dos Poetas em Flor).*
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges; São Paulo, 06 de junho de 2001, às 19:55h).
Nota de Wagner Borges: Há momentos em que cada um de nós apresenta facetas variadas de nossa personalidade transitória no mundo. Dependendo das circunstâncias, podemos ser verdes, estragados ou maduros. Com tantas vidas desperdiçadas ao longo do tempo e muitas tolices projetadas em nossos caminhos, é hora de amadurecermos. E o primeiro passo é pensarmos nisso.
O vento da experiência sacode as folhas e os galhos da árvore de nossas vidas. Podemos balançar muito, mas se o discernimento guiar o nosso rumo, não cairemos no chão. E no momento certo, estaremos passeando por aí... em alguma cesta entre as estrelas e pomares do Cosmo.
Em algum momento estaremos rindo com as estrelas e agradecendo ao Grande Arquiteto do Universo, o dono de todos os pomares, por todas as chances de crescimento.
Por enquanto, ainda balançando muito, possamos rir por aqui mesmo entre os frutos e homens da Terra.
O tempo fará o seu serviço e as estrelas estão nos esperando... forever.
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* Cia. do Amor: é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Oportunamente, publicarei seus textos (no "Viagem Espiritual Vol. 4 ou 5"). Em sua grande maioria, são poetas muito bem humorados. Segundo eles, seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outra dimensão, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor. Seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.
Texto <307><11/11/2001>
