317 - ALMA LIVRE III
A corda de prata se partiu. Uma alma voa livre novamente, rumo ao seu lar brilhante.
Na Terra, ficaram os olhos da carne, esmaecidos, sem brilho.
No além, estão os olhos espirituais, lúcidos, cheios de brilho imortal.
Seu corpo retorna às entranhas da Terra que o gerou.
Seu corpo espiritual retorna aos caminhos cósmicos que o geraram.
Nessa dança de morte e vida, o corpo é a roupa que cai, a alma é a estrela que sobe. No momento de transição, a alma é o raio que parte o casulo terreno em busca de outros raios já livres.
ESSA ALMA ESTÁ LIVRE!
Ela quer viver com novas luzes e realizar seu destino cósmico e imortal. A vida na carne foi necessária, mas nada como voltar para casa, rever os amigos, também livres, sem o tormento da carne.
No momento do divórcio com o corpo, essa alma tremeu, como muitas outras. Oscilou entre o medo do desconhecido e a alegria da liberdade. Mas foi só por um momento. Uma luz bonita clareou suas idéias e ela se lembrou.
Sim! Ela se lembrou da verdade que todos na carne se esquecem:
NÃO HÁ MORTE! Só há mudança de endereço evolutivo.
Então, ela olhou para o céu estrelado e chorou de alegria, agradecendo a Deus pelo dom da vida.
ESSA ALMA ESTÁ LIVRE!
Perante seus olhos libertos, as estrelas parecem mais brilhantes, o céu mais azul e a realidade mais bonita.
Ela olha para baixo e vê seus familiares carnais chorando.
Ela sente pena da dor deles, mas não pode fazer nada.
Eles pensam que ela está morta e ela conclui que eles não sabem de nada.
Eles não se conformam com a perda.
Porém, ela sabe que a separação é temporária.
Eles também morrerão um dia.
E, sem as algemas da carne para toldá-los, certamente serão mais inteligentes e muito menos dramáticos.
Embora seja invisível para eles, ela lhes acena em despedida e parte de volta para casa.
Ela está sorrindo muito, pois, se a família terrena ficou para trás, há, a sua frente, a família cósmica a esperá-la, cheia de brilho e alegria.
As incontáveis estrelas do Cosmos, os olhinhos brilhantes de Deus no espaço, saúdam a irmã que largou as vestes carnais.
ESSA ALMA ESTÁ LIVRE!
E voa contente... de volta para casa!
Que todos saibam disso e parem de chorar.*
- Rama -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges)
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Nota de Wagner Borges: Obviamente que o texto aqui se refere ao desprendimento final do espírito para fora do corpo no momento certo determinado pelos senhores do carma. Nada tem a ver com o desprendimento forçado causado pelo suicídio, que é o pior tipo de desencarne que existe. Nesse caso, os filamentos energéticos do cordão de prata não se rompem adequadamente e o espírito fica aderido energeticamente ao próprio cadáver e ligado às sensações decorrentes disso. E isso sem falar em toda a auto-culpa da pessoa por ter tentado aniquilar sua consciência e descobrir-se vivo e sem condições sadias, ligado a um corpo em decomposição no interior da terra. Para os interessados nesse assunto, postarei em breve um material explicativo de como fica a situação espiritual dos suicidas.
Os textos "Alma Livre I e II" estão em nosso site na seção "textos projetivos e espiritualistas".
Texto <317><24/01/2002>
