331 - ALMA LIVRE - IV

Seu canto parece triste, mas não há tristeza em seu coração.

Há somente saudade sadia, pois em seus olhos brilha o entendimento das leis da natureza.

O vento amigo lhe sussurra que espalhará a essência daquele que partiu na jornada real da alma.

A "Mãe Terra" lhe diz que agasalhará ternamente o seu filho de carne em suas próprias entranhas.

As árvores, a água, o fogo e os pássaros, todos vem lhe falar da eternidade da vida**.

E os espíritos, amigos dos seus ancestrais, lhe dizem que o seu amigo agora voa livre.

E o velho índio canta, canta e canta...

Pois ele sabe que "Essa alma está livre!"

Que todos saibam disso e cantem também.

- Um Índio Extrafísico -
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges; São Paulo, 10 de maio de 1992).

- Nota de Wagner Borges em 22 de março de 2002: Enquanto digitava essas linhas, lembrei-me de uma bela canção xamânica. Ela fala de estar junto com o seu amor na Luz. Daí, fiquei pensando se a cegueira consciencial dos homens não os impede de perceber os abraços sutis que recebem do Invisível Imanente.

Sim, o Invisível está cheio de vida, de abraços, de amor e de Luz.

Felizes são aqueles que não se deixam abater pelas trevas da dor da perda e continuam a viver e crescer na vida. Mesmo sem vê-los, eles são embalados pelos seres invisíveis e dançam na luz com eles. Mesmos sem ouvi-los, são eles que sussuram aquelas idéias brilhantes e aquelas inspirações viajantes. Mesmo sem tocá-los, são eles que tocam as melodias de amor no centro do coração.

O Invisível canta muito e o vento trouxe o sussurro de algumas palavras que registro aqui e agora:

"A morte não mata a consciência e nem é capaz de detonar o amor e a simpatia que une os seres na existência multidimensional. O que mata o amor e a consciência é a ignorância!"

O vento trouxe uma canção de amor e luz. E palavras que agradecem ao Alto e sussurram ao coração espiritual: AMO VOCÊ, AMO VOCÊ, AMO VOCÊ...

Segue abaixo a canção:

DEIXE-ME ESTAR PRÓXIMO A VOCÊ

Por Gila Antara (Cd. "Moondance")

Deixe-me ficar junto a você

Deixe-me ficar próximo a você

E deixe-me ser eu mesmo, deixe-me ser eu mesmo

Há uma estrela acima, guiando esse amor sagrado

Deixe-me ficar junto a você, deixe-se ser livre

Pois não sou eu, não é você,

É a alegria que está chegando

Quando nos permitimos ser eu e você

Não é você, não sou eu

É por amor que nós estamos libertando

Quando nos permitimos ser você e eu.

Deixe-me ser apenas aquilo que sou

Enlace-me em seus braços e deixe-me sentir as coisas que preciso sentir,

Todas as coisas que me fazem ser

Não há nada errado e não há nada certo,

Quando você me abraça na luz

Posso ver o sol e a chuva,

Todo o divertimento e toda a dor

De todas as coisas que me fazem ser vivo,

As coisas que me fazem ser.

Enlace-me em seus braços e deixe-me

Sentir a força que sobe por mim,

Quando estou em pé na luz

Nada é errado e nada é certo

Com você ou comigo

Ou todas as coisas que nos tornam vivos

As coisas que nos fazem ser.

* Os textos "Alma Livre" I, II e III estão em nosso site na seção "Textos projetivos e espiritualistas". São os textos 224, 228 e 317 respectivamente.
** "Tudo é impermanente no homem, salvo a pura e luminosa essência de Alaya (a alma universal). O homem é, internamente, um raio de cristal dela, um feixe de luz imaculada; e, externamente, uma forma de barro. Este raio de luz é o guia da tua vida e o teu verdadeiro Eu, o Vigilante e o Pensador silencioso". (Trecho extraído de "A Voz do Silêncio"; Helena P. Blavatsky; Editora Pensamento)

Texto <331><04/04/2002>