335 - VIAGEM ESPIRITUAL NO CÉU DAS CRIANÇAS


É o Céu das crianças.

Lá, os anjos entendem o que elas falam.

Elas brincam de voar e de colorir as nuvens.

E ninguém lhes diz "não", pois não há perigo algum nesse lugar.

Sob a luz do luar, os seus cordões energéticos são branco-prateados. No entanto, sob os raios de sol, eles tornam-se douradinhos.

Essas crianças volitam fora do corpo sem nenhum medo. Para elas, a viagem espiritual é algo natural. Não é nada técnica, é só brincadeira de voar.

Significa voltar um pouco para a casa espiritual durante o sono. Rever os amigos extrafísicos de outrora, da época de adultos, anterior a vida atual, antes do Supremo disfarçá-los de bebês.

Voar e atravessar o arco-íris relembra muitas coisas. Do vermelho ao violeta, passando pela chuva rumo ao Céu.

Nas alturas, nenhuma criança chama pela mãe ou pelo pai. Elas vêem o "Pai-Mãe" de todos e sentem a maior segurança. Elas estão em suas mãos e por isso voam brincando.

Nem se lembram de seus corpos adormecidos na Terra distante, pois os tomam
como mais um brinquedo de entrar e sair. Por intuição sabem que são espíritos antigos em formas infantis.

Mas, quem liga para isso quando pode voar nas cores?

Brincar de roda no ar com os anjos é mais divertido do que assistir desenhos
na televisão. Viajar fora do corpo e sentir a chuva atravessando o corpo espiritual é mais legal do que andar na montanha russa.

O parque dos anjos é mais legal! E a segurança é total.

As crianças sabem como fazer a viagem espiritual acontecer.
Para elas, basta deitar e se soltar, faz parte de sua natureza livre.
Não sabem técnica projetiva alguma, só dormem rindo.
É que elas vêem algo que os adultos, ex-crianças esquecidas do Céu, não
podem ver: a presença dos anjos e dos amparadores espirituais.
Esse é o motivo pelo qual os espíritos reencarnados, ainda crianças,
projetam-se para fora do corpo com tanta facilidade.
Eles sentem saudades do Céu, dos anjos, dos amparadores e do "Pai-Mãe" de
todos.
Sob a luz do luar ou sob os raios solares, as crianças seguem o vôo.
Seus cordões energéticos podem ser branco-prateados ou dourados. Mas, elas
não se importam com isso, o importante é voar e brincar.
Seus pais ainda não sabem, mas elas não estão dormindo mesmo.
Deixaram os seus corpos de brinquedo e foram dar uma voltinha...
Mas elas estão seguras: O Pai-Mãe de todos está olhando-as.
Ele sabe que elas irão crescer fisicamente e esquecerão de tudo.
Mas, enquanto isso, por hoje, elas ainda voam e brincam livremente.
Seus pais não sabem de nada, mas ELE sabe e ri no invisível.

(Esses escritos são dedicados a Sry Aurobindo e Francisco de Assis, dois
mestres espirituais, que de tanto amor e ligação com o divino, mais pareciam
crianças de Deus andando pela Terra dos homens adultos tristes e
desmemoriados de sua capacidade de voar espiritualmente)

Paz e Luz.


- Wagner Borges -
São Paulo, 24 de abril de 2002.
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Nota: Enquanto digitava esses escritos, lembrei-me de uma canção alegre e muito conhecida do fenômeno musical americano Louis Armstrong. Finalizo esses escritos com ela e deixo aos leitores um abraço espiritual cheio de amor e discernimento, sabendo que há muitas encrencas no mundo e dentro das pessoas, mas sabendo também em cada um pode surgir algo bom para transformar o que é trevoso em algo luminoso. Se não há paz no mundo externo, que pelo menos haja um pouco de paz dentro do coração e bom humor para tocar a bola em frente com dignidade. Mesmo que o mundo não entenda como falar de amor e espiritualidade em meio a tantas encrencas diárias, há alguém muito maior que sabe. ELE ri no invisível e compreende. E também deve gostar dessa canção maravilhosa do mestre musical Louis Armstrong.

Texto <335><03/05/2002>