355 - TRAVESSURAS DE UM PEQUENO EXTRATERRESTRE
Por mais que todos lhe dissessem, ele adorava visitar a Grande Bola Azul. O planeta ficava distante em outra galáxia e abrigava o povo rastejante. Eram seres que engatinhavam nos percursos da evolução e por muitas vezes tropeçavam sobre seus próprios atos impensados.
- Você foi para lá de novo?? - a pergunta insistente arrancava o pequeno ser de seus devaneios.
- Sim, mãe, mas eles não são como os anciões dizem...
Sua mãe tinha razões para se preocupar. Foram diversos planetas já registrados na história do universo que eram arrancados diariamente do ciclo evolutivo. A maioria deles, se auto-destruiram. Criavam e lapidavam suas próprias tumbas ao ignorarem a Mãe Divina e desrespeitando o próximo, lutando em nome do poder.
- Mãe, eles são diferentes, eu vejo seres que se preocupam com seu povo.
A Grande Bola Azul e todos os planetas daquele quadrante foram isolando-se daquela dimensão há muito tempo. Por diversas vezes muitos seres haviam descido lá, em carne, para ajudá-los no caminho evolutivo, mas foram ignorados e mal-interpretados.
Os poucos, do povo interplanetário, que ainda viviam no meio daqueles seres, logo voltariam, desesperançosos e sem sucesso, na dura missão de divulgar o amor universal e cósmico que regia o infinito.
Era difícil explicar para eles, que guerreavam entre si, que existiam diversos outros planetas habitados. A Bola Azul e seu povo viveria só, salvo algumas expedições de reconhecimento feitas pelos caminhos invisíveis e sutis dos planos astrais. Isto era regra e todos sabiam.
- Mas, mãe, conheci um deles que não rasteja como seus irmãos. Ele até conhece o caminho de nossa casa! Ele contou-me que, além dele, muitos virão e já vieram nos encontrar através dos portais interdimensionais!
- Então, eles não usam aquelas antigas máquinas que eles chamavam de discos voadores?
Não, não. Eles nem ainda dominam esta tecnologia, eles viajam pelos caminhos luminosos e dourados do coração.
Mas eles não dominam a técnica. Ao acordarem no dia seguinte, esquecem a experiência e acreditam ainda que são solitários no espaço infinito do Cosmo.
Pois isto que me intrigou! Muitos deles já nos contatam, nos vêem e controlam as técnicas.
A consciência de qualquer ser viaja dentro do espaço e do tempo, conectada por cordas prateadas e douradas. Os grandes povos, há muito, conheciam o fenômeno e passavam seu conhecimento a outras humanidades, mais novas e chamadas estranhamente de rastejantes.
- Que povo interessante, filho. Como se chamam?
- Eles se chamam terráqueos.
- Nome estranho... e como se chama este ser que você fez contato?
- Não me lembrei de perguntar-lhe o nome, mas os outros o chamavam de "menino Jesus"...
(Este ser contara-me que nos anos seguintes, ele ainda voltaria muitas vezes, em carne ou não, para o Planeta Terra, incentivado pela amizade que fizera com aquele terráqueo, há mais de 2 mil anos atrás. Ele dissera-me também que se apaixonara pela Terra e pelo seu povo muito alegre. Hoje ele se encontra, em carne, no meio de nós).
Obs: O termo "em carne", foi usado por ele mesmo.
- Adriana Shimabukuro - *
(Recebido espiritualmente em 30 de julho de 2001 às 21h)
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Nota: Protelei para escrever esta mensagem, pois as palavras, por mais escolhidas, nunca conseguirão expressar a imensidão de sentimentos e emoções que sentimos quando entramos em contato com seres de tamanha capacidade de amor e serenidade. Durante um trabalho de energia, realizado no IPPB, enquanto ouvia um CD do Wagner chamado "Faces de Cristo", ** encontrei com um ser que dizia ter conhecido Jesus e se apaixonado pelo Planeta Terra.
* Adriana nasceu em 1970, é casada e tem dois filhos. É estudante de Yoga, pesquisadora universalista de temas espirituais, participante do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB e membro da lista "Voadores" na Internet.
** "Faces of the Christs"; Constance Demby.
Texto <355><05/08/2002>
