369 - INICIAÇÃO E PRÁTICAS ESPIRITUAIS
(Carta Ananda Para um Amigo Espiritualista)
Salve, meu amigo.
Ainda agora, bem no meio da madrugada, lembrei-me de você. Faz tempo que você não aparece, hein?
Neste exato momento, estou trabalhando na revisão final de mais um livro. Enquanto isso, está rolando aqui no som um belo cd de flauta e violão com mantras de evocação de Shiva e da Mãe Divina.
Cara, o meu chacra cardíaco transformou-se espontaneamente numa grande bola de luz branca fluorescente. Parece um sol dentro do peito.
Por instantes, fechei os olhos e concentrei-me nos chacras frontal, laríngeo e coronário. Eles também estão acesos com a mesma luz branca, mas nem se comparam ao brilho do peito. Acho que se eu somar as luzes desses três chacras superiores, ainda assim não chegaria na metade do brilho peitoral.
Sabe, há uma onda de amor tão sereno aqui comigo. Parece que uma "ternura ital" está impregnando as páginas do livro.
Ah, também há a presença do mestre Sanat Khum Maat * e de alguns hindus extrafísicos aqui no quarto. Eles estão supervisionando o trabalho que estou fazendo e também preparando-me espiritualmente para uma projeção para fora do corpo daqui a pouco quando eu deitar a carcaça no leito.
Estou escrevendo aqui, mas a minha aura está super dilatada (ballonemant) e - sei que você irá rir - dentro de mim há um contentamento íntimo tão suave que dá vontade de abençoar a todo mundo. É tão simples e natural que transborda por todos os poros do corpo e se expande no ambiente.
Além da influência invisível dos amparadores, talvez o que iniciou essa expansão energética no chacra cardíaco tenha sido um mantra que concentrei em sua boca energética posterior. Trata-se do "Viveka Chuda Mani". ** Inclusive, na semana passada ensinei essa técnica ancestral dos iogues para o pessoal do grupo de estudos do IPPB. Nunca havia comentado isso com outra turma, mas o nome do livro de Shankara é um mantra fabuloso.
Aliás, por que você não aproveita e pratica essa técnica? É simples de fazer. Basta você fechar os olhos e deslocar o foco da atenção para o ponto da coluna onde está a raíz do chacra cardíaco. A partir dali, visualize o vórtice do chacra abrindo suavemente para trás. Concentre mentalmente o mantra dentro do vórtice que se expande para trás. Faça isso por alguns minutos, mas sem nenhuma espécie de tensão: trabalhe com suavidade.
Enquanto pratica, coloque uma música que toque o seu coração e faça-o lembrar-se do AMOR QUE GERA A VIDA.
Se possível, um pouco antes de começar, converse mentalmente com os seus amparadores e peça a eles uma ajuda espiritual no seu desenvolvimento.
O ideal é você praticar sentado durante a meditação ou num trabalho com os chacras. Contudo, pode ser feito deitado em qualquer posição. Inclusive, pode acarretar algumas projeções conscientes e uma melhor sintonia com os amparadores.
O legal disso é que você pode abrir a sua espiritualidade de maneira simples, como deve ser nesse tempos modernos. Já pensou se eu fosse esconder o jogo e só passasse o que sei por meio de alguma iniciação espiritual? Ainda bem que os amigos espirituais me instruíram perfeitamente para tirar o véu das coisas e colocá-las de frente para quem quiser aproveitar a chance de crescimento espiritual bem franco e aberto. Se as pessoas não aproveitarem a oportunidade do crescimento espritual aberto, aí o problemas é delas, não é mesmo?
A minha função é veicular a espiritualidade livre de forma simples. Aliás, isso é o que sei fazer de melhor na vida. O meu grau iniciático é essa bola de luz acesa no peito, um monte de idéias legais na cabeça e uma energia maravilhosa na minha aura expandida, além da companhia sempre inspiradora desses colegas extrafísicos.
Cara, você já imaginou viver sem horizontes espirituais nessa longa travessia do mar da vida? Imagine só a miséria consciencial de só viver, trabalhar, comer, beber, dormir e copular e um dia morrer achando que tudo acabou. Tente imaginar-se por alguns minutos nessa condição anestesiante de viver tal qual um zumbi, sem algo maior permeando seus pensamentos e sentimentos.
Não estou falando de crença, mas de certeza íntima inabalável da espiritualidade.
Já pensou, viver só por viver, sem motivações abrangentes e um grande vazio dentro da consciência?
Pois é, atravessar esse turbulento mar da existência sem sequer descobrir o motivo do mistério de ter vindo viver é cegueira consciencial, não? Viver achando que só a vida material é a real torna os corações e mentes miseráveis internamente.
Dizem por aí que quem tem um olho em terra de cego é rei. Fazendo uma ligeira adaptação nesse ditado popular, posso dizer que quem já tem pelo menos um quarto de olho aberto já pode ser príncipe...
Olha, lembra daquele exercício que comentei com você há tempos atrás? Aquele de usar os nomes dos rishis (sábios) da antiguidade como mantras ativadores dos chacras... Como você já sabe, os rishis da antiga Índia usavam mantras como nomes iniciáticos. Eu sempre soube que poderia usar os nomes dos grandes rishis para determinadas práticas espirituais, mas não sabia como proceder e nem como correlacionar os nomes com os respectivos chacras.
Há cerca de dois anos atrás, Sanat Khum Maat ensinou-me como fazer essa conexão. Ele explicou-me o processo em detalhes e foi orientando-me enquanto eu praticava. Tempos depois, comecei a ensinar essa prática para algumas turmas do IPPB, e se não me engano, passei-o uma vez em Salvador.
Sei lá qual é o motivo, mas o Sanat me fez um sinal ainda agora pedindo-me para escrever essa prática e passá-la para você. Para facilitar a explicação, primeiro correlacionarei os chacras específicos *** com os respectivos rishis:
1. Chacra da coroa (meio do alto da cabeça; também chamado de chacra coronário ou sahashara, o lótus das mil pétalas).
- Mantra (ou seja, o nome de um rishi): PULASTYA.
- Função: Expansão da consciência.
2. Chacra frontal (centro interno da testa).
- Mantra: ATRI.
- Função: Intuição e clarividência.
Chacra laríngeo (centro energético da garganta).
- Mantra: ANGIRA.
- Função: Comunicabilidade e expressão criativa.
4. Chacra cardíaco (centro energético peitoral).
- Mantra: PULAHA.
- Função: Amor e contentamento.
5. Chacra umbilical (centro energético da barriga).
- Mantra: KRATU.
- Função: Vitalidade e expansão emocional sadia.
6. Chacra sexual (centro energético do baixo ventre).
- Mantra: MARICH.
- Função: Fluidez e desbloqueio energético.
7. Chacra básico (centro energético da base da coluna).
- Mantra: VASHISHITA.
- Função: Firmeza no caminho.
O exercíco é simples: basta concentrar-se no nome do rishi e repeti-lo mentalmente como um mantra dentro do chacra correlacionado. O ideal é você escolher inicialmente três desses chacras (trabalhar e praticar um por um por alguns dias e verificar a repercussão). Depois, experimente os outros e desenvolva o seu próprio exercício, de acordo com as suas necessidades e características pessoais.
Você sabe como é bom aprender e trabalhar com liberdade, adequando o que se aprende ao seu próprio jeito e desenvolvendo-se pelo próprio esforço e sem imitar o jeito de ninguém.
Bom, é isso. Vou deitar e ver o que rola por aí...
E vê se aproveita essas práticas, hein rapá?!!
Como dizia o mestre Aïvanhov: "Encontro você na próxima esquina do Astral!"
Um abraço.
- Wagner Borges -
São Paulo, 20 de março de 2001.
* Sobre Sanat Khum Maat o leitor poderá encontrar mais detalhes nos textos 111, 138, 139, 203, 231, 337, 353 e 357.
**Viveka Chuda Mani (do sânscrito): Nome do célebre livro de Shankara (século 9 D.C.)
Sua tradução literal é: Viveka: "discernimento"; Chuda: "Suprema"; Mani: "Jóia". A Suprema Jóia do Discernimento!
Ou, como a palavra Mani siginifica também a jóia oculta no coração (o atman, a essência espiritual imperecível), pode-se traduzí-lo assim: O Discernimento Supremo que mora na Jóia do coração espiritual.
Resumindo: trata-se de um poderoso mantra evocativo da atmosfera espiritual dos rishis (sábios) que inspiraram "Os Upanishads", o trabalho de Shankara e os elevados valores conscienciais do Vedanta.
Para você ter uma idéia do nível dos escritos de Shankara, estou postando logo abaixo um dos seus textos inspirados.
continua
Texto <369><23/09/2002>
Ainda agora, bem no meio da madrugada, lembrei-me de você. Faz tempo que você não aparece, hein?
Neste exato momento, estou trabalhando na revisão final de mais um livro. Enquanto isso, está rolando aqui no som um belo cd de flauta e violão com mantras de evocação de Shiva e da Mãe Divina.
Cara, o meu chacra cardíaco transformou-se espontaneamente numa grande bola de luz branca fluorescente. Parece um sol dentro do peito.
Por instantes, fechei os olhos e concentrei-me nos chacras frontal, laríngeo e coronário. Eles também estão acesos com a mesma luz branca, mas nem se comparam ao brilho do peito. Acho que se eu somar as luzes desses três chacras superiores, ainda assim não chegaria na metade do brilho peitoral.
Sabe, há uma onda de amor tão sereno aqui comigo. Parece que uma "ternura ital" está impregnando as páginas do livro.
Ah, também há a presença do mestre Sanat Khum Maat * e de alguns hindus extrafísicos aqui no quarto. Eles estão supervisionando o trabalho que estou fazendo e também preparando-me espiritualmente para uma projeção para fora do corpo daqui a pouco quando eu deitar a carcaça no leito.
Estou escrevendo aqui, mas a minha aura está super dilatada (ballonemant) e - sei que você irá rir - dentro de mim há um contentamento íntimo tão suave que dá vontade de abençoar a todo mundo. É tão simples e natural que transborda por todos os poros do corpo e se expande no ambiente.
Além da influência invisível dos amparadores, talvez o que iniciou essa expansão energética no chacra cardíaco tenha sido um mantra que concentrei em sua boca energética posterior. Trata-se do "Viveka Chuda Mani". ** Inclusive, na semana passada ensinei essa técnica ancestral dos iogues para o pessoal do grupo de estudos do IPPB. Nunca havia comentado isso com outra turma, mas o nome do livro de Shankara é um mantra fabuloso.
Aliás, por que você não aproveita e pratica essa técnica? É simples de fazer. Basta você fechar os olhos e deslocar o foco da atenção para o ponto da coluna onde está a raíz do chacra cardíaco. A partir dali, visualize o vórtice do chacra abrindo suavemente para trás. Concentre mentalmente o mantra dentro do vórtice que se expande para trás. Faça isso por alguns minutos, mas sem nenhuma espécie de tensão: trabalhe com suavidade.
Enquanto pratica, coloque uma música que toque o seu coração e faça-o lembrar-se do AMOR QUE GERA A VIDA.
Se possível, um pouco antes de começar, converse mentalmente com os seus amparadores e peça a eles uma ajuda espiritual no seu desenvolvimento.
O ideal é você praticar sentado durante a meditação ou num trabalho com os chacras. Contudo, pode ser feito deitado em qualquer posição. Inclusive, pode acarretar algumas projeções conscientes e uma melhor sintonia com os amparadores.
O legal disso é que você pode abrir a sua espiritualidade de maneira simples, como deve ser nesse tempos modernos. Já pensou se eu fosse esconder o jogo e só passasse o que sei por meio de alguma iniciação espiritual? Ainda bem que os amigos espirituais me instruíram perfeitamente para tirar o véu das coisas e colocá-las de frente para quem quiser aproveitar a chance de crescimento espiritual bem franco e aberto. Se as pessoas não aproveitarem a oportunidade do crescimento espritual aberto, aí o problemas é delas, não é mesmo?
A minha função é veicular a espiritualidade livre de forma simples. Aliás, isso é o que sei fazer de melhor na vida. O meu grau iniciático é essa bola de luz acesa no peito, um monte de idéias legais na cabeça e uma energia maravilhosa na minha aura expandida, além da companhia sempre inspiradora desses colegas extrafísicos.
Cara, você já imaginou viver sem horizontes espirituais nessa longa travessia do mar da vida? Imagine só a miséria consciencial de só viver, trabalhar, comer, beber, dormir e copular e um dia morrer achando que tudo acabou. Tente imaginar-se por alguns minutos nessa condição anestesiante de viver tal qual um zumbi, sem algo maior permeando seus pensamentos e sentimentos.
Não estou falando de crença, mas de certeza íntima inabalável da espiritualidade.
Já pensou, viver só por viver, sem motivações abrangentes e um grande vazio dentro da consciência?
Pois é, atravessar esse turbulento mar da existência sem sequer descobrir o motivo do mistério de ter vindo viver é cegueira consciencial, não? Viver achando que só a vida material é a real torna os corações e mentes miseráveis internamente.
Dizem por aí que quem tem um olho em terra de cego é rei. Fazendo uma ligeira adaptação nesse ditado popular, posso dizer que quem já tem pelo menos um quarto de olho aberto já pode ser príncipe...
Olha, lembra daquele exercício que comentei com você há tempos atrás? Aquele de usar os nomes dos rishis (sábios) da antiguidade como mantras ativadores dos chacras... Como você já sabe, os rishis da antiga Índia usavam mantras como nomes iniciáticos. Eu sempre soube que poderia usar os nomes dos grandes rishis para determinadas práticas espirituais, mas não sabia como proceder e nem como correlacionar os nomes com os respectivos chacras.
Há cerca de dois anos atrás, Sanat Khum Maat ensinou-me como fazer essa conexão. Ele explicou-me o processo em detalhes e foi orientando-me enquanto eu praticava. Tempos depois, comecei a ensinar essa prática para algumas turmas do IPPB, e se não me engano, passei-o uma vez em Salvador.
Sei lá qual é o motivo, mas o Sanat me fez um sinal ainda agora pedindo-me para escrever essa prática e passá-la para você. Para facilitar a explicação, primeiro correlacionarei os chacras específicos *** com os respectivos rishis:
1. Chacra da coroa (meio do alto da cabeça; também chamado de chacra coronário ou sahashara, o lótus das mil pétalas).
- Mantra (ou seja, o nome de um rishi): PULASTYA.
- Função: Expansão da consciência.
2. Chacra frontal (centro interno da testa).
- Mantra: ATRI.
- Função: Intuição e clarividência.
Chacra laríngeo (centro energético da garganta).
- Mantra: ANGIRA.
- Função: Comunicabilidade e expressão criativa.
4. Chacra cardíaco (centro energético peitoral).
- Mantra: PULAHA.
- Função: Amor e contentamento.
5. Chacra umbilical (centro energético da barriga).
- Mantra: KRATU.
- Função: Vitalidade e expansão emocional sadia.
6. Chacra sexual (centro energético do baixo ventre).
- Mantra: MARICH.
- Função: Fluidez e desbloqueio energético.
7. Chacra básico (centro energético da base da coluna).
- Mantra: VASHISHITA.
- Função: Firmeza no caminho.
O exercíco é simples: basta concentrar-se no nome do rishi e repeti-lo mentalmente como um mantra dentro do chacra correlacionado. O ideal é você escolher inicialmente três desses chacras (trabalhar e praticar um por um por alguns dias e verificar a repercussão). Depois, experimente os outros e desenvolva o seu próprio exercício, de acordo com as suas necessidades e características pessoais.
Você sabe como é bom aprender e trabalhar com liberdade, adequando o que se aprende ao seu próprio jeito e desenvolvendo-se pelo próprio esforço e sem imitar o jeito de ninguém.
Bom, é isso. Vou deitar e ver o que rola por aí...
E vê se aproveita essas práticas, hein rapá?!!
Como dizia o mestre Aïvanhov: "Encontro você na próxima esquina do Astral!"
Um abraço.
- Wagner Borges -
São Paulo, 20 de março de 2001.
* Sobre Sanat Khum Maat o leitor poderá encontrar mais detalhes nos textos 111, 138, 139, 203, 231, 337, 353 e 357.
**Viveka Chuda Mani (do sânscrito): Nome do célebre livro de Shankara (século 9 D.C.)
Sua tradução literal é: Viveka: "discernimento"; Chuda: "Suprema"; Mani: "Jóia". A Suprema Jóia do Discernimento!
Ou, como a palavra Mani siginifica também a jóia oculta no coração (o atman, a essência espiritual imperecível), pode-se traduzí-lo assim: O Discernimento Supremo que mora na Jóia do coração espiritual.
Resumindo: trata-se de um poderoso mantra evocativo da atmosfera espiritual dos rishis (sábios) que inspiraram "Os Upanishads", o trabalho de Shankara e os elevados valores conscienciais do Vedanta.
Para você ter uma idéia do nível dos escritos de Shankara, estou postando logo abaixo um dos seus textos inspirados.
continua
Texto <369><23/09/2002>
