430 - BRAHMAN, O SOL DE TODOS II
* * *
No silêncio, Ele fala.
Na vida, Ele ensina.
As camadas interdimensionais são a pele do seu corpo cósmico.
Ele é tudo, mas não pode ser descrito.
Ele é o mestre de todos!
* * *
Imagine o brilho de trilhões de sóis juntos. Tal brilho ainda seria opaco diante da glória de Brahman. No entanto, Ele não ofusca o olhar do coração pacífico.
Imagine bilhões de oceanos juntos. Uma gota do Amor de Brahman seria maior. Ele próprio é o Supremo Oceano de Ananda que permeia a tudo.
* * *
O conhecedor de Brahman sabe quem é Brahman. Não O procurou em nenhum livro sagrado nem rendeu culto a ninguém. Ele apenas caminhou pelos sítios da Terra e do Espaço, e viu Brahman em cada trilha.
Ele respirou a vida. Dela, pelas vias dos nádis sutis purificados pela paz, ele extraiu a essência do prana. Do sopro vital, por intermédio da luz dos chacras, ele extraiu o Amor. Preenchido de contentamento, ele achou Brahman.
* * *
O conhecedor de Brahman vê o amor divino em tudo. O mesmo amor preenche a tudo. Dentro e fora, na carne e além dela, no Céu e na Terra, nos terrestres e extraterrestres, brilha a mesma luz . Essa é a luz que brilha no céu do coração.
Brahman está em todas as trilhas, e diz aos viajantes espirituais:
"Vivam, cresçam, amem, sorriam e sigam..." **
Paz e Luz.
- Wagner Borges -
São Paulo, 07 de dezembro de 1999.
* A parte I desse texto está no texto 429, na seção de textos periódicos do site (www.ippb.org.br).
** Segue abaixo um trecho extraído da sabedoria dos rishis (sábios) que inspiraram os Upanishads:
"Dentro do lótus do coração Ele habita, onde como os raios de uma roda, os nervos se encontram. Meditai Nele como OM. Facilmente podereis atravessar o mar da escuridão.
Esse EU, que tudo compreende, que tudo sabe, e cuja glória está manifesta no universo, mora dentro do lótus do coração, o trono brilhante de Brahman.
Ele é conhecido pelos puros de coração. O EU existe no homem dentro do lótus do coração, e é o mestre da sua vida e de seu corpo. Com a mente iluminada pelo poder da meditação, os sábios O conhecem, o abençoado, o imortal.
O nó do coração, que é a ignorância, se afrouxa, todas as dúvidas se dissolvem, todos os efeitos malignos das ações são destruídos, quando Ele, que é ao mesmo tempo pessoal e impessoal, é percebido.
No fulgurante lótus do coração habita Brahman, que não possui paixões e é indivisível. Ele é puro, ele é a luz das luzes. Ele é alcançado pelos conhecedores do EU.
O sol não O ilumina, nem a lua, nem as estrelas, nem o relâmpago – nem, na verdade, fogos acesos sobre a Terra. Ele é a luz que dá luz a tudo. Quando Ele brilha, tudo brilha.
Esse Brahman imortal está na frente, esse Brahman imortal está atrás, esse Brahman imortal se estende para a direita e para a esquerda, para cima e para baixo. Verdadeiramente, tudo é Brahman, e Brahman é Supremo."
- Mundaka Upanishad -
Notas (do sânscrito):
- Ananda: Bem-aventurança.
- Brahman: O Todo; o Absoluto; Deus; o Grande Arquiteto do Universo; O Supremo.
- Nádis: Condutos sutis de transporte de energias pelo corpo energético.
- Prana: Sopro vital; Energia; Força vital.
Texto <430><20/05/2003>
No silêncio, Ele fala.
Na vida, Ele ensina.
As camadas interdimensionais são a pele do seu corpo cósmico.
Ele é tudo, mas não pode ser descrito.
Ele é o mestre de todos!
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Imagine o brilho de trilhões de sóis juntos. Tal brilho ainda seria opaco diante da glória de Brahman. No entanto, Ele não ofusca o olhar do coração pacífico.
Imagine bilhões de oceanos juntos. Uma gota do Amor de Brahman seria maior. Ele próprio é o Supremo Oceano de Ananda que permeia a tudo.
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O conhecedor de Brahman sabe quem é Brahman. Não O procurou em nenhum livro sagrado nem rendeu culto a ninguém. Ele apenas caminhou pelos sítios da Terra e do Espaço, e viu Brahman em cada trilha.
Ele respirou a vida. Dela, pelas vias dos nádis sutis purificados pela paz, ele extraiu a essência do prana. Do sopro vital, por intermédio da luz dos chacras, ele extraiu o Amor. Preenchido de contentamento, ele achou Brahman.
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O conhecedor de Brahman vê o amor divino em tudo. O mesmo amor preenche a tudo. Dentro e fora, na carne e além dela, no Céu e na Terra, nos terrestres e extraterrestres, brilha a mesma luz . Essa é a luz que brilha no céu do coração.
Brahman está em todas as trilhas, e diz aos viajantes espirituais:
"Vivam, cresçam, amem, sorriam e sigam..." **
Paz e Luz.
- Wagner Borges -
São Paulo, 07 de dezembro de 1999.
* A parte I desse texto está no texto 429, na seção de textos periódicos do site (www.ippb.org.br).
** Segue abaixo um trecho extraído da sabedoria dos rishis (sábios) que inspiraram os Upanishads:
"Dentro do lótus do coração Ele habita, onde como os raios de uma roda, os nervos se encontram. Meditai Nele como OM. Facilmente podereis atravessar o mar da escuridão.
Esse EU, que tudo compreende, que tudo sabe, e cuja glória está manifesta no universo, mora dentro do lótus do coração, o trono brilhante de Brahman.
Ele é conhecido pelos puros de coração. O EU existe no homem dentro do lótus do coração, e é o mestre da sua vida e de seu corpo. Com a mente iluminada pelo poder da meditação, os sábios O conhecem, o abençoado, o imortal.
O nó do coração, que é a ignorância, se afrouxa, todas as dúvidas se dissolvem, todos os efeitos malignos das ações são destruídos, quando Ele, que é ao mesmo tempo pessoal e impessoal, é percebido.
No fulgurante lótus do coração habita Brahman, que não possui paixões e é indivisível. Ele é puro, ele é a luz das luzes. Ele é alcançado pelos conhecedores do EU.
O sol não O ilumina, nem a lua, nem as estrelas, nem o relâmpago – nem, na verdade, fogos acesos sobre a Terra. Ele é a luz que dá luz a tudo. Quando Ele brilha, tudo brilha.
Esse Brahman imortal está na frente, esse Brahman imortal está atrás, esse Brahman imortal se estende para a direita e para a esquerda, para cima e para baixo. Verdadeiramente, tudo é Brahman, e Brahman é Supremo."
- Mundaka Upanishad -
Notas (do sânscrito):
- Ananda: Bem-aventurança.
- Brahman: O Todo; o Absoluto; Deus; o Grande Arquiteto do Universo; O Supremo.
- Nádis: Condutos sutis de transporte de energias pelo corpo energético.
- Prana: Sopro vital; Energia; Força vital.
Texto <430><20/05/2003>
