434 - VIAJANDO NO OLHAR DE JESUS - IV
Rabi **, meu amigo.
Há dias venho sentindo uma grande saudade de você.
Parece que o meu coração conversa com você, sem que eu saiba disso conscientemente.
Quando tenho notícia das tragédias diárias que rolam no mundo, sempre lembro do seu olhar tão amoroso, e curvo a cabeça em silêncio.
Há dias venho sentindo uma grande saudade de você.
Parece que o meu coração conversa com você, sem que eu saiba disso conscientemente.
Quando tenho notícia das tragédias diárias que rolam no mundo, sempre lembro do seu olhar tão amoroso, e curvo a cabeça em silêncio.
Sei que há processos cármicos coletivos dos quais não tenho noção no momento, mas isso não tira a pressão de sentir a dor da humanidade dentro de mim mesmo.
Há duas grandes fomes grassando no planeta: a fome material, que pega milhões de seres humanos, e a fome espiritual, que pega a grande maioria da humanidade.
No vácuo dessas duas fomes, surgem as guerras, a violência sem par e aquelas ondas de pessimismo que sabotam as melhores qualidades dos homens.
Será que se as pessoas lembrassem mais de você e de seus ensinamentos, não como ícone religioso, mas como se sente alguém próximo de um amigo incondicional, as coisas seriam diferentes?
Fecho os olhos e lembro-me do seu olhar atravessando os diversos planos e chegando até o centro do meu SER. Então, parte de mim (minha mente) se recolhe em timidez, como se temesse a chegada de sua luz e a onda de amor que vem com ela. Porém, uma outra parte minha (o meu coração), sei lá como, sente esse amor e se alegra com ele, como se já soubesse o caminho...
Entre o questionamento da mente e a alegria do coração, sinto uma luz preenchendo minha aura e um contentamento sereno viajando pelos meus chacras, que parecem pequenos sóis irradiando luz serena e silenciosa.
E sob o influxo dessa onda serena e amorosa, finalmente minha mente se entrega ao coração, e eu não sei mais o que dizer.
Talvez seja a hora do amor silencioso falar... Ou do coração unido à mente cantar a admiração ao Supremo, o Pai-Mãe de todos... Ou mesmo de simplesmente ficar quietinho agradecendo os toques espirituais que chegam nas asas da inspiração.
Rabi, meu amigo, será que é possível repassar a serenidade do amor e o brilho do seu olhar para essas linhas?
Será possível melhorar outras consciências, físicas e extrafísicas, por intermédio desses escritos?
Olho para fora do apartamento e vejo um nevoeiro fino misturado com a poluição baixando por entre os prédios da metrópole fria e cinzenta. Penso que há um nevoeiro psíquico interpenetrando a bruma fina, somatório de muitas mentes e corações poluídos de ressentimento e egoísmo, esquecidos do que você ensinou. Sei que isso é resultado da fome de amor que grassa entre os homens, e também da fome de discernimento espiritual.
Porém, aqui dentro está tudo clarinho e os chacras são sóis brilhando sob a Luz do seu Sol central de Amor incondicional.
Não sei de que maneira, mas parte de mim sabe que o seu olhar está interpenetrando a muitos nesse momento. Sei que você está ajudando principalmente aos pequenos e esquecidos pelo mundo, de uma forma que os olhos não vêem, mas que o coração sabe e a mente pressente.
Parece tolice o que vou dizer, mas posso jurar que os meus chacras são semelhantes a pequenas crianças luminosas nesse instante. Parece-me que eles estão pulsando de alegria por eu ter pensado no seu olhar.
Sei que muitos evocam o seu amor de forma compungida e carregada de drama, mas posso jurar que os meus chacras estão dançando e curtindo o seu olhar.
Jesus, meu querido Rabi, agora compreendo quando você disse:
"Vinde a Mim as criancinhas, pois é delas o Reino dos Céus!"
Percebendo a dança dos chacras-criancinhas, finalmente compreendo, depois de muitas vidas, o que você quis dizer.
É, o Amor faz os chacras dançarem de alegria, e acaba com o nevoeiro sensorial do ego e sacia a fome espiritual.
Meu amigo, não sou cristão nem sigo nenhuma linha espiritual em particular, pois prefiro seguir o Amor que vejo em seu olhar, que me faz viajar espiritualmente de forma incondicional e universalista dentro da Espiritualidade.
Firme nesse olhar, que me transforma em "SOL CONSCIENTE", dançando na Luz com os chacras-criancinhas, peço a você que inunde esses escritos com aquela canção espiritual de ananda ***, para que outros no mundo possam ouvir o chamado do Amor ecoando nas dobras secretas de seus corações.
Olho novamente lá para fora do apartamento, com os seus olhos interpenetrados nos meus, e rezo para que o seu Amor possa transformar as dores dos homens em danças luminosas. Para que eles viajem pelos céus do coração rindo igual criança, felizes por perceberem que o paraíso é um estado de consciência interior, e que na "casa do Pai há muitas moradas", muitas delas dentro de nós mesmos, no universo daquilo que pensamos, sentimos e fazemos na existência.
Rabi, o seu olhar é pura festa!
Muito obrigado por tudo, querido.
P.S: Esses escritos são dedicados a dois Chicos muito especiais: Francisco de Assis e Francisco Cândido Xavier, ambos meninos de Jesus.
- Wagner Borges -
(Carioca radicado em São Paulo, 41 anos de "encadernação", espiritualista, pai da Heleninha e da Maria Luz, sujeito com qualidades e defeitos, que finalmente compreendeu o significado de "SER CRIANÇA NA LUZ", e que aprendeu que da mesma maneira que os planetas dançam em torno de um sol, os chacras dançam igual a crianças em torno do sol de amor, inspirados por Jesus, mais do que mito, um amigo do peito!)
São Paulo, 30 de maio de 2003.
* Os textos "Viajando No Olhar de Jesus I, II e III" estão em nosso site na seção de textos periódicos (textos Projetivos e Espiritualistas - textos 272, 281 e 287, respectivamente).
** Rabi: Mestre.
*** Ananda (do sânscrito): Bem-Aventurança, Êxtase espiritual.
Texto <434><03/06/2003>
Há duas grandes fomes grassando no planeta: a fome material, que pega milhões de seres humanos, e a fome espiritual, que pega a grande maioria da humanidade.
No vácuo dessas duas fomes, surgem as guerras, a violência sem par e aquelas ondas de pessimismo que sabotam as melhores qualidades dos homens.
Será que se as pessoas lembrassem mais de você e de seus ensinamentos, não como ícone religioso, mas como se sente alguém próximo de um amigo incondicional, as coisas seriam diferentes?
Fecho os olhos e lembro-me do seu olhar atravessando os diversos planos e chegando até o centro do meu SER. Então, parte de mim (minha mente) se recolhe em timidez, como se temesse a chegada de sua luz e a onda de amor que vem com ela. Porém, uma outra parte minha (o meu coração), sei lá como, sente esse amor e se alegra com ele, como se já soubesse o caminho...
Entre o questionamento da mente e a alegria do coração, sinto uma luz preenchendo minha aura e um contentamento sereno viajando pelos meus chacras, que parecem pequenos sóis irradiando luz serena e silenciosa.
E sob o influxo dessa onda serena e amorosa, finalmente minha mente se entrega ao coração, e eu não sei mais o que dizer.
Talvez seja a hora do amor silencioso falar... Ou do coração unido à mente cantar a admiração ao Supremo, o Pai-Mãe de todos... Ou mesmo de simplesmente ficar quietinho agradecendo os toques espirituais que chegam nas asas da inspiração.
Rabi, meu amigo, será que é possível repassar a serenidade do amor e o brilho do seu olhar para essas linhas?
Será possível melhorar outras consciências, físicas e extrafísicas, por intermédio desses escritos?
Olho para fora do apartamento e vejo um nevoeiro fino misturado com a poluição baixando por entre os prédios da metrópole fria e cinzenta. Penso que há um nevoeiro psíquico interpenetrando a bruma fina, somatório de muitas mentes e corações poluídos de ressentimento e egoísmo, esquecidos do que você ensinou. Sei que isso é resultado da fome de amor que grassa entre os homens, e também da fome de discernimento espiritual.
Porém, aqui dentro está tudo clarinho e os chacras são sóis brilhando sob a Luz do seu Sol central de Amor incondicional.
Não sei de que maneira, mas parte de mim sabe que o seu olhar está interpenetrando a muitos nesse momento. Sei que você está ajudando principalmente aos pequenos e esquecidos pelo mundo, de uma forma que os olhos não vêem, mas que o coração sabe e a mente pressente.
Parece tolice o que vou dizer, mas posso jurar que os meus chacras são semelhantes a pequenas crianças luminosas nesse instante. Parece-me que eles estão pulsando de alegria por eu ter pensado no seu olhar.
Sei que muitos evocam o seu amor de forma compungida e carregada de drama, mas posso jurar que os meus chacras estão dançando e curtindo o seu olhar.
Jesus, meu querido Rabi, agora compreendo quando você disse:
"Vinde a Mim as criancinhas, pois é delas o Reino dos Céus!"
Percebendo a dança dos chacras-criancinhas, finalmente compreendo, depois de muitas vidas, o que você quis dizer.
É, o Amor faz os chacras dançarem de alegria, e acaba com o nevoeiro sensorial do ego e sacia a fome espiritual.
Meu amigo, não sou cristão nem sigo nenhuma linha espiritual em particular, pois prefiro seguir o Amor que vejo em seu olhar, que me faz viajar espiritualmente de forma incondicional e universalista dentro da Espiritualidade.
Firme nesse olhar, que me transforma em "SOL CONSCIENTE", dançando na Luz com os chacras-criancinhas, peço a você que inunde esses escritos com aquela canção espiritual de ananda ***, para que outros no mundo possam ouvir o chamado do Amor ecoando nas dobras secretas de seus corações.
Olho novamente lá para fora do apartamento, com os seus olhos interpenetrados nos meus, e rezo para que o seu Amor possa transformar as dores dos homens em danças luminosas. Para que eles viajem pelos céus do coração rindo igual criança, felizes por perceberem que o paraíso é um estado de consciência interior, e que na "casa do Pai há muitas moradas", muitas delas dentro de nós mesmos, no universo daquilo que pensamos, sentimos e fazemos na existência.
Rabi, o seu olhar é pura festa!
Muito obrigado por tudo, querido.
P.S: Esses escritos são dedicados a dois Chicos muito especiais: Francisco de Assis e Francisco Cândido Xavier, ambos meninos de Jesus.
- Wagner Borges -
(Carioca radicado em São Paulo, 41 anos de "encadernação", espiritualista, pai da Heleninha e da Maria Luz, sujeito com qualidades e defeitos, que finalmente compreendeu o significado de "SER CRIANÇA NA LUZ", e que aprendeu que da mesma maneira que os planetas dançam em torno de um sol, os chacras dançam igual a crianças em torno do sol de amor, inspirados por Jesus, mais do que mito, um amigo do peito!)
São Paulo, 30 de maio de 2003.
* Os textos "Viajando No Olhar de Jesus I, II e III" estão em nosso site na seção de textos periódicos (textos Projetivos e Espiritualistas - textos 272, 281 e 287, respectivamente).
** Rabi: Mestre.
*** Ananda (do sânscrito): Bem-Aventurança, Êxtase espiritual.
Texto <434><03/06/2003>
