479 - O PEQUENINO E A AURORA BOREAL
Há certos momentos em que a gente se sente pequeno.
Pequenino de um jeito bom, de um jeito que não é inferior. Jeito assim de quem respeita e saúda o que não entende, o que é maior do que a gente, mas se sabe e se sente, de alguma maneira, que tudo é uma coisa só.
Pequenino de um jeito bom, de um jeito que não é inferior. Jeito assim de quem respeita e saúda o que não entende, o que é maior do que a gente, mas se sabe e se sente, de alguma maneira, que tudo é uma coisa só.
Ontem à noite vi um raio de luz no céu, tão colorido quanto as tintas de um arco-íris, e tão fascinante quanto o olhar de quem ama ou um sorriso de bebê que faz qualquer pai corar.
O que eu vi me fez pensar, que diante de um eclipse, um pôr-de-sol ou mesmo um luar, alguns se sentem pequenos desse jeito; jeitinho de quem observa o quanto os problemas que pareciam tão gigantes se transformam em grãos de areia num deserto tão imenso que nem dá mais para identificar que eles estavam lá; mágoas que pensávamos ser eternas, passam a ser bobagens passageiras, e coisas que nos tiravam o sossego cedem o lugar para a beleza de um tapete de estrelas, a luz de um luar refletido numa poça d´água ou a visão de faixas coloridas num céu azul que parece estar lá somente para a gente olhar.
Nunca tinha visto coisa igual na vida, e antes que as nuvens do céu sempre nublado de Londres as tirassem de vista, aquelas cores já tinham colorido meu coração e deixado aqui dentro aquela sensação de que não vale a pena desperdiçar o precioso tempo que temos na Terra com picuinhas e problemas que a gente nem sabe como foram parar lá em primeiro lugar.
No dia seguinte descobri que havia presenciado um evento que só ocorre em céus polares, mas devido a uma tempestade solar, essas auroras boreais “fora de lugar” se espalharam pelos céus do mundo inteiro, e quem teve a oportunidade de ver, acredito que como eu, ainda se sente pequeno, como um Davi em frente a um Golias que lhe estende a mão e conta que não há diferença entre o pequeno e o grande, entre o observante e o que se é observado, entre o aqui e o acolá, pois tudo está ligado pela mesma força que a gente quase enxerga, se souber o jeito certo de olhar.
- Frank - sujeito que se impressiona fácil com essas coisas simples e belas que a Natureza teima em nos presentear.
Londres, 02 de novembro de 2003.
Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores, que atualmente mora em Londres. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos. Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site, e em nossa seção de textos projetivos e espiritualistas em meio aos diversos textos já enviados anteriormente.
Texto <479><14/11/2003>
O que eu vi me fez pensar, que diante de um eclipse, um pôr-de-sol ou mesmo um luar, alguns se sentem pequenos desse jeito; jeitinho de quem observa o quanto os problemas que pareciam tão gigantes se transformam em grãos de areia num deserto tão imenso que nem dá mais para identificar que eles estavam lá; mágoas que pensávamos ser eternas, passam a ser bobagens passageiras, e coisas que nos tiravam o sossego cedem o lugar para a beleza de um tapete de estrelas, a luz de um luar refletido numa poça d´água ou a visão de faixas coloridas num céu azul que parece estar lá somente para a gente olhar.
Nunca tinha visto coisa igual na vida, e antes que as nuvens do céu sempre nublado de Londres as tirassem de vista, aquelas cores já tinham colorido meu coração e deixado aqui dentro aquela sensação de que não vale a pena desperdiçar o precioso tempo que temos na Terra com picuinhas e problemas que a gente nem sabe como foram parar lá em primeiro lugar.
No dia seguinte descobri que havia presenciado um evento que só ocorre em céus polares, mas devido a uma tempestade solar, essas auroras boreais “fora de lugar” se espalharam pelos céus do mundo inteiro, e quem teve a oportunidade de ver, acredito que como eu, ainda se sente pequeno, como um Davi em frente a um Golias que lhe estende a mão e conta que não há diferença entre o pequeno e o grande, entre o observante e o que se é observado, entre o aqui e o acolá, pois tudo está ligado pela mesma força que a gente quase enxerga, se souber o jeito certo de olhar.
- Frank - sujeito que se impressiona fácil com essas coisas simples e belas que a Natureza teima em nos presentear.
Londres, 02 de novembro de 2003.
Frank é o pseudônimo do nosso amigo Francisco, participante do grupo de estudos do IPPB e da lista Voadores, que atualmente mora em Londres. Ele escreve textos muito inspirados e nos autorizou a postagem desses escritos. Há diversos textos dele postados em sua coluna da revista on line de nosso site, e em nossa seção de textos projetivos e espiritualistas em meio aos diversos textos já enviados anteriormente.
Texto <479><14/11/2003>
