481 - VIAJANDO NO OLHAR DE UM SER DE LUZ II

"O azul do céu do coração é mais bonito quando está sintonizado às sublimes inspirações oriundas do azul do céu do coração do TODO.
Irmanado ao sublime coração do Senhor de todas os seres, o coração daquele que ama e trabalha sob os auspícios da Espiritualidade Maior escuta o silêncio que inspira a todas as canções da fraternidade incondicional.
Tomados pela compaixão, os nós da inércia se dissolvem e libertam as doces melodias ocultas nos ares secretos do coração espiritual.
No silêncio ele escuta...
Há hostes de anjos cantando nos ares pelo bem dos homens surdos.
No silêncio ele vê...
Bálsamos curativos caindo como flocos de luz no mundo dos homens cegos.
No silêncio ele sente...
Miríades de seres luminosos enviando idéias criativas aos homens insensíveis.
No silêncio ele cheira um perfume sutil...
O Ghanda (1) do Senhor está no ar!
No silêncio ele descobre o som do mistério...
E viaja nas ondas secretas que a todos abraçam.
No silêncio ele abraça também...
E toca espiritualmente aos sofredores de muitos lugares.
No silêncio ele sente a dor do mundo...
E faz o que sabe: emana energias quietinho.
No silêncio ele trabalha...
E lembra de Shiva (2), o Senhor de todas as transformações.
(Será por isso que o perfume de sândalo está no ar agora?)
No silêncio ele sente um toque de Mãe...
E lembra de Yemanjá (3), a Mãe das águas.
(Será por isso essa saudade do mar?)
No silêncio ele compreende a interdimensionalidade...
E lembra de um ensinamento de Jesus:
‘Não cai um fio de cabelo que o Pai não saiba!’
No silêncio ele lembra de Buda, Jesus, Bábaji, Mátaji, Rama e Krishna...
E percebe que o olhar do Ser de luz é o olhar deles.
Percebe que o Amor é incondicional e universalista, pois ama a todos.
Sabe que no silêncio interdimensional há muitos toques luminosos.
E sente-se agradecido de receber o olhar do AMOR QUE AMA SEM NOME.
No silêncio ele medita e ora pelo bem dos homens tristes...
Ele sabe que há seres luminosos viajando secretamente pelos ares.
Ele sabe que eles olham a todos com carinho, mesmo que ninguém saiba!
Ele sabe que tudo passa... menos a consciência, filha do Eterno.
E que cada um é responsável por suas escolhas e caminhos."

PS: Peço desculpas a todos por não saber escrever sobre dramas ou violência, nem sobre catástrofes ou julgamentos celestes da humanidade. Não dá! O meu coração não permite. E o olhar de um Ser de luz me ordenou escrever sobre as ondas do Amor incondicional que chegam secretamente às praias do coração espiritual da humanidade.
Não sei nada do marginal tal nem sobre a conduta pessoal de ninguém. Mas sei da dor do mundo e da fome de amor, que é a principal causa da violência entre os homens.
Em lugar de falar de vingança contra alguém ou de pena de morte (absurda para qualquer espiritualista, pois ninguém morre!), o Ser de luz me pediu apenas para escrever o que o coração ordenasse (4).

(Esses escritos são dedicados ao seres luminosos que ajudam a humanidade em silêncio e que sempre inspiram a falar de coisas sadias, mesmo que ninguém acredite.)


Paz e Luz.

- Wagner Borges -
São Paulo, 19 de novembro de 2003, às 20h.

1. Ghanda (do sânscrito): Perfume espiritual.
2. Shiva (do sânscrito): Na Cosmogonia hinduísta o Divino é representado por três aspectos fenomênicos: Brahma, O Criador – Vishnu, O Preservador – e Shiva, O Transformador.
Shiva é o senhor de todas as transmutações na natureza, é o senhor das energias e de todo movimento vital. Em muitas representações simbólicas Ele é representado como o "Nataraja", O Dançarino Divino que faz o universo vibrar e girar em sua eterna dança cósmica. Por isso algumas imagens O mostram dançando dentro de uma roda (o universo).
Para maiores detalhes sobre Shiva, ver o texto "Na Senda do Discernimento com Shiva" – texto 407 na seção de textos projetivos e espiritualistas – textos periódicos – www.ippb.org.br.
3. Yemanjá: Dentro da tradição Afro-Brasileira Yemanjá é a Senhora das Águas. É representada como uma linda mulher morena saindo das águas.
Para maiores detalhes, ver o texto "Yemanjá, a Senhora das Águas e da Dança" – texto 377 na seção de textos projetivos e espiritualistas – textos periódicos – www.ippb.org.br.
Obs. Naturalmente que o nome de Yemanjá tem um significado oriundo da Cosmogonia Afro-Brasileira. No entanto, se olharmos por um prisma mais esotérico o nome pode ser associado dentro do contexto oriental como um mantra. Por exemplo: Yemanjá: "Ye" (do chinês): "Ser"; Sinônimo de "Subhava", ou "A Substância que dá substância a si mesma" - "Man" (do sânscrito): Raiz de "manas": "Mente" - "Já" (do sânscrito): Em linguagem esotérica, designa Vishnu ou Shiva (dois dos aspectos divinos: Vishnu, O Preservador; Shiva, O Transformador) Essa mesma sílaba, colocada ao fim de um nome composto, significa: "nascido", "Produzido", "Originado".
Logo, sob esse prisma, Yemanjá significa um mantra. Naturalmente que alguém preso aos parâmetros doutrinários Afro-Brasileiros não admitirá tal associação, como já aconteceu quando enviei um texto sobre Yemanjá em que eu comentava sobre isso. Logo depois uma pessoa me enviou um e-mail irritada porque eu havia feito tal associação. No entanto, o meu objetivo aqui é demonstrar que, mantidas as devidas proporções, seja pela tradição Afro-Brasileira ou pela tradição Oriental, Yemanjá é sempre referência de um Ser de Luz. E isso é o que interessa!
4. Para melhor compreensão desses escritos, reproduzo na seqüência o primeiro texto "Viajando no Olhar de um Ser de Luz" (postado no site como texto 320):
continua

Texto <481><21/11/2003>