49 - DECISÕES - II

Há decisões lúcidas e decisões tristes.

Quando a decisão é lúcida e baseada no bom senso e na paz, não há sofrimento, pois sabe-se que a escolha foi correta. Porém, quando nossa decisão é tomada sob o prisma da tristeza, isso acarreta várias repercussões psicofísicas, dentre elas o bloqueio energético do sistema cárdio-respiratório (chacras cardíaco e pulmonares).

Quem quiser definir algo, não poderá prescindir da lucidez. Tristeza deprime o campo emocional, que, por sua vez, desequilibra a mente e distorce as percepções.

Definir algo exige da pessoa maturidade, reflexão e responsabilidade pelas escolhas. Não pode haver sombra de dúvida nas definições. Insegurança drena energia, por isso covardes nunca decidem!

Quem vive dividido, vive drenado pela própria indefinição.

Se há lucidez, desaparece a tristeza. Surge o sorriso da compreensão, que leva às decisões coerentes com a paz íntima. Respira-se a atmosfera da consciência correta, plena de segurança no rumo de suas próprias escolhas. Ela sabe o caminho! Se a consciência é lúcida, ninguém lhe diz o que fazer. Ela conhece sua programação existencial e sabe o caminho por onde vai. Ninguém decide por ela! Não há grupos, institutos, professores ou sistemas que guiem seu raciocínio.

Quem é lúcido toma muito bem suas decisões. Quem é fraco deixa-se levar...

Quem sabe o que faz, está contente consigo mesmo e com suas atividades. Seus olhos brilham, seus chacras estão acesos, seu parapsiquismo flui, sua consciência se amplia e o sorriso é seu parceiro.

Consciências lúcidas comprovam seu bom nível pelo universalismo e respeito à todas as formas de expressão. Podem até discordar dos outros, mas estão serenos, plenos de compreensão.

Consciências lúcidas não titubeiam! Seus passos são seguros na senda do discernimento. Trabalham com ética, esclarecimento, generosidade e bom humor. Estão na sintonia de sua programação existencial. Não são dadas a exageros e nem são ácidas. Não criticam a maneira de trabalhar dos outros. Inclusive, porque está inserido em sua tarefa o esclarecimento que não permite ataques ou mistura de ego no serviço.

Consciências lúcidas não seguem dependuradas na programação existencial dos outros. Viajam baseadas na segurança do que sabem fazer. Em qualquer contexto farão o que tem que ser feito! Não têm rabo preso com institutos, doutrinas, centros de estudos, gurus ou pesquisadores. Seus companheiros são os amparadores extrafísicos. Não são arrogantes e não se sentem superiores a ninguém, pois isso seria uma atitude anti-conscienciológica.

Em suma, quem sabe o que faz toma as decisões com firmeza e segue o caminho com confiança. Quem é fraco de espírito é escravo da insegurança.

- Wagner Borges -
São Paulo, 25/08/98
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Texto <49><10/09/1998>

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