501 - OLHOS DE KRISHNA

Krishna,

Meditando ainda há pouco, vi seus olhos amendoados brilhando em meu coração.

Eles expressam um amor profundo e, ao mesmo tempo, uma grande alegria, como se você brincasse nas ondas do meu ser.

Meu querido, seu olhar me é tão familiar.

Vejo em seu brilho as imagens de várias vidas passadas e o seu amor sempre presente, sutil, acompanhando meus passos na evolução.

Você estava dentro e fora de mim todo o tempo, nas múltiplas dimensões de seu amor, levando-me nas asas luminosas de sua Espiritualidade.

Vendo seus olhos agora, sei que o azul do céu das minhas aspirações espirituais é seu azul.

Sentindo seu amor aqui mesmo, nas entranhas da carne e da alma, percebo que caiu o último véu que me impedia de vê-lo antes.

Ah, esses olhos incríveis! É como se a vivacidade e a alegria de tudo que é bom morasse neles todo o tempo.

Amigo das viagens de minha alma, percebo nos sons sutis do chacra cardíaco que você quer enviar uma mensagem aos estudantes espiritualistas.

Sob o comando do brilho de seus olhos, escrevo cheio de alegria o recado de sua alma à alma dos homens que batalham a favor do Bem na face da Terra:

"Quem se esforça para ver meus olhos brilhando no coração é detentor da imensa riqueza espiritual da alegria resplandecente."

"Quem serve ao mundo com desprendimento e alegria, sem esperar recompensas ou reconhecimento público, já tem seu prêmio de luz: A ALEGRIA DE SER BOM!"

"Quem espreita o caminho alheio não consegue ver meus olhos em canto algum."

"Que os homens definam bem suas prioridades: olhos brilhantes ou mentes opacas?"

"A divina efulgência é patrimônio espiritual de todos os seres, contudo, brilha mais o ser que norteia seus passos sob o ditame do Supremo Amor a favor da evolução de todos."

Aí está, amigo espiritualista, o recado do Senhor dos Olhos de Lótus.

Que o efulgente brilho de seu olhar possa estar presente em seu coração, iluminando seu viver, agora e sempre.



OM KRISHNA OM!


- Wagner Borges -
(Texto extraído do livro "Viagem Espiritual III" – Editora Universalista – 1998.)


Texto <501><09/03/2004>