541 - PARA A ESTRELINHA MARIA LUZ

Penso na Eternidade que nos trouxe a existência,
Juntos, mais uma vez, na Terra dos homens.
Sinto a nossa amizade antiga, em outros lugares
E épocas, além dos sonhos de agora.
Sabe, às vezes você ri dormindo.
E eu fico pensando no que você está aprontando
Com os elfos e fadas na Terra Mágica...
Ou você está agora na Terra do Sorvete?
Sim, outro dia você me perguntou:
- Pai, você dorme pensando em quê?
E eu lhe disse, rindo:
- Em muitas coisas, filha.
E você, já meio dormindo, disse-me:
- Eu durmo pensando na Terra do Sorvete!
Pois é, filha. Eu durmo pensando em muitas coisas,
A maioria delas espirituais.
Mas, nesse momento, é em você que penso.
Na Terra ou no Astral, entre os elfos ou os sorvetes,
É a nossa amizade atemporal que nos une.
Agora, pareço pai, e você parece filha,
Mas ambos somos espíritos eternos, filhos de Deus.
E a Ele agradeço, por ter colocado você
Mais uma vez perto de mim.
Sei que você não é minha, é Dele!
Contudo, enquanto vejo você dormir,
Pareço um pai coruja babando no Astral.
Mas, acima de tudo, sou seu amigo, em espírito.
E um dia, você lerá essas linhas e compreenderá,
Que na Terra ou no Astral, somos mais do que pai e filha:
Somos espíritos amigos no colo de Deus,
O Pai-Mãe de todos.
Enquanto isso, você dorme e sonha com os sorvetes.
E eu fico babando por você, aqui no Astral.

(Esses escritos são dedicados à Maria Luz, a segunda estrelinha-filha que o Pai-Mãe de todos me emprestou por um tempo de vida, que atualmente tem nove anos de idade intrafísica, mas que é um espírito amigo de longa data, e adora viajar pela Terra do Sorvete, na Terra e no Astral.)

P.S.: Não posso deixar de lembrar aqui dos pais que perderam filhos e que sabem do amor filial que falo nessas linhas. Peço ao Grande Arquiteto Do Universo que os ilumine e guie por caminhos sábios na vida, para que mesmo sob o impacto da perda temporária da estrelinha eles sejam felizes. Que eles saibam que os filhos são espíritos eternos, que apenas entram e saem dos corpos perecíveis. Que a espiritualidade acenda a compreensão desses pais e os faça voltar a rir e a viver com dignidade e alegria.


- Wagner Borges, pai coruja, filho do Pai-Mãe de todos e espírito imortal.
São Paulo, 29 de julho de 2004.

* “Pessoal, escrevi um texto para minha filha e acho que ficou legal e com uma atmosfera espiritual impregnada nele. Como aqui na lista também tem vários pais, estou compartilhando os escritos com vocês.
Penso que escrever algo assim é representar a todos os pais amorosos e responsáveis. Ou seja, esses escritos não são mais meus ou da minha filha, são de todos aqueles que sentem um amor, que não se explica, por esses pequenos que Deus nos empresta por um tempo de vida.
Um abraço a todos vocês.”

Texto <541><03/08/2004>