558 - VIAJANDO COM AS GRANDES ALMAS NA SERENIDADE

(Nas Ondas da Primavera do Amor)

Há Almas boas, tranqüilas e magnânimas, que, como a primavera, fazem bem a todos.

Em silêncio, Elas ajudam a todos, na grande travessia dos oceanos das existências seriadas.

Fazem isso apenas por sua pura bondade. Não esperam reconhecimento nem aspiram recompensas cármicas ou celestes.

São anonimamente serenas, serenamente anônimas...

Ajudam a todos, incondicionalmente, secretamente...

Trabalham interdimensionalmente por obra e graça do AMOR QUE GERA A VIDA!

São bem poucos os que percebem sua ação sutil entre os homens.

Mas, são muitos os que estão bloqueados pelo egoísmo.

Contudo, são principalmente esses que precisam mais de sua ajuda incondicional.

Essas Almas magnânimas jamais julgam alguém. Pois, quando o amor comanda o coração, formam-se cascatas de bênçãos projetadas invisivelmente pelos espaços... E o amor não julga, só ama!

Ah, essas Grandes Almas Serenas, que não aparecem nas enciclopédias do mundo, nem apresentam biografias cheias de feitos, e muito menos medalhas brilhando no peito.

Não, o brilho delas é bem outro.

É o brilho do amor que ama sem nome!

É o brilho do coração realizado na paz.

É o brilho do olhar silencioso que atravessa os diversos planos e dimensões e abençoa os pequeninos e esquecidos do mundo.

É o mesmo brilho que ergue as almas caídas nos limbos astrais.

Ah, essas Grandes Almas, que não ostentam nome ou grau, mas que velam por todos os seres...

Basta apenas um pensamento delas chegar em nossas consciências, para que tudo melhore.

Então, mesmo que as próprias palavras não façam justiça ao grande amor que sentimos, escrevemos.

E agradecemos a essas grandes Almas Magnânimas e Serenas.


- Wagner Borges -
São Paulo, 22 de setembro de 2004

Nota: Estes escritos foram feitos de improviso no quadro de aula, durante uma prática espiritual com as 120 pessoas presentes na reunião do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB. Enquanto a turma praticava deitada uma técnica de visualização criativa (em conjunto com a concentração mental em alguns mantras que foram estudados na aula um pouco antes), para projeção da consciência e equilíbrio vibracional, ali mesmo, no salão do IPPB na penumbra, em meio às luzes azuladas, eu percebia a ação silenciosa de poderosas ondas de amor chegando sob o comando das consciências serenas e anônimas que ajudam a humanidade. Daí, sob o impacto psíquico dessas vibrações amigas, escrevi essas linhas no quadro.
Há outros textos em que falo dessas Grandes Almas e sua ajuda sutil no mundo, mas o que mais se destaca e se correlaciona com esses escritos de agora, é o texto “Alma Livre VI”, postado em minha coluna da revista on line de nosso site – www.ippb.org.br
Para melhor compreensão do leitor, reproduzo o mesmo na seqüência.





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ALMA LIVRE VI*
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"Há uma luz que brilha mais do que bilhões de sóis juntos.
É a essência da alma!
Essa é a luz que brilha no coração."

Há almas livres, tranqüilas e bondosas que, como a primavera, fazem bem a todos.

Sem nada pedir, Elas ajudam invisivelmente os homens em sua longa travessia pelos mares encapelados das existências seriadas na Terra.

Essas almas livres são pura consciência, puro amor, plenas de paz e serenidade.

Não estão estacionadas em algum paraíso ocioso imaginado pela ignorância humana, mas participam interdimensionalmente da vida universal, sempre mantendo seu anonimato e colaborando de forma secreta com o progresso das miríades de raças espalhadas pela imensidão sideral.

Ah, essas almas livres! Benfeitoras silenciosas...

Secretamente Elas emanam colunas energéticas coloridas sobre a humanidade, como se fossem arco-íris projetados verticalmente sobre as pessoas.

Então, inspirados por Elas, surgem em nós aquelas idéias criativas e aqueles sentimentos elevados.

Somos possuídos por um AMOR incomensurável, que não se explica, só se sente.

Na carona vibracional desse AMOR viajamos espiritualmente...

Ah, essas almas-primavera, fazem bem a todos!

Jamais condenam, somente amam em silêncio.

Jamais impõem o que quer que seja, apenas inspiram suavemente.

São como pássaros canoros da espiritualidade, e o seu canto melodioso só é percebido na câmara secreta do coração espiritual.

E quando alguém é tocado por esse canto sutil, torna-se avatar** do AMOR, e, por sua vez, toca a outros interdimensionalmente.

Ah, essas almas-canoras, projetam o seu canto como um arco-íris!

E quando alguém desperta do sono de Maya***, Elas sorriem e agradecem ao TODO.

Essas almas livres, tranqüilas e bondosas que, como a primavera, fazem bem a todos.****


(Estes escritos são dedicados a Ramana Maharishi, Osho e Paramahamsa Yogananda.)

Paz e Luz.


- Wagner Borges -
Sujeito com defeitos e qualidades, que, às vezes, percebe uma coluna de luz colorida sobre sua cabeça e escuta um canto sutil dizendo: “vive, discerne, ama, compreende, sorri, escreve, compartilha e segue...”

São Paulo, 28 de novembro de 2003, às 06h43min

Notas:
* Ver os cinco textos anteriores em minha coluna na revista on line de nosso site – www.ippb.org.br

** Avatar (do sânscrito): Emissário celeste, canal desperto da divindade.

*** Maya (do sânscrito): Ilusão.

**** Esse texto foi escrito sob a inspiração de um dos ensinamentos de Shankara, o sábio iogue que viveu na Índia no século IX d.C. – Peguei uma carona nas suas palavras, que no original dizem assim:
"Há almas boas, tranqüilas e magnânimas
Que, como a primavera, fazem bem a todos
E que, depois de haverem cruzado esse espantoso oceano
Do nascimento e da morte,
Ajudam outros a cruzá-lo também.
Tudo isso sem nenhum motivo particular,
Mas somente por sua própria natureza bondosa."

Texto <558><08/10/2004>