584 - UMA ORAÇÃO À MÃE DAS ÁGUAS

Enquanto eu passava energias para uma amiga que estava muito cansada, Ela surgiu flutuando em meio a uma luz azulada. Ela, a Mãe das águas.

Em silêncio, Ela olhou-me com carinho, como uma mãe olha para um filho querido.

Então, surgiu uma grande estrela (de cinco pontas) azulada brilhante pairando sobre nós. E dela se projetavam suaves raios por todo o ambiente.

Maravilhado, percebi a proteção estelar que a Mãe das águas estava realizando em nossa intenção. Eu e minha amiga estávamos recebendo uma benção Dela.

Agradecido pela bela manifestação e pelo seu carinho, brotou espontaneamente em meu coração uma prece em Sua homenagem.

Ali, de mãos dadas com a minha amiga, a estrela protetora por cima de nós dois, e com a Mãe das águas projetando suas energias maravilhosas, o meu coração alçou vôo nas asas da prece sincera e universalista:

“Yemanjá, Mãe das águas,
Abre as suas asas sobre nós!
Ilumina os nossos corações sedentos de amor e paz.
Abençoa esse serviço espiritual que abraçamos em nome da luz.

Vem, Mãe querida!
Interpenetre os nossos pensamentos e os nossos sentimentos, para dançarmos juntos na luz.
Que as suas águas curativas lavem as nossas mazelas.
E que as criaturinhas extrafísicas da natureza, sob o seu comando, brinquem em nossos chacras acesos de amor.

Mãe das águas,
Abençoa essa estrela bonita, que flutua acima de nossas cabeças.
Essa estrela do Dharma (1) que nos protege com as luzes do Oriente.
Renova os nossos votos de crescimento e nossas energias.
Faz a dança do universalismo quebrar os nossos preconceitos e limitações.

Mãe amada,
Que todos nós (encarnado e desencarnados), possamos ser melhorados com as suas águas curativas.
Que haja a festa da luz em todos nós (em espírito e corpo).

Yemanjá, rainha espiritual,
Abre as suas asas sobre nós!
E abençoa esse nosso serviço espiritual.
Que todos nós sejamos lavados nas águas da bem-aventurança!
De coração aberto, com humildade e respeito, nós agradecemos a sua proteção espiritual.”

Yemanjá Odoiyá! (2)

P.S.:

Não sou umbandista, espírita, ocultista, ou cristão.
Não sigo nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra.
Mas, a Mãe das águas sempre aparece para me dar uma força espiritual.
E eu sempre lhe agradeço, de coração, sem medo de ser feliz.
De mente e coração abertos, nas ondas do universalismo consciente, Transito pela espiritualidade de forma sempre livre...
Assim como o vento sopra por onde quer, assim, também, é o espírito.
Livre das limitações dogmáticas, mesmo ainda preso na carne, Prezo sempre a liberdade de raciocínio e a criatividade, venha de onde vier!
Os espíritos amparadores são como o vento: vão e vêm.
Uma hora passa um chinês taoísta, outra hora, um budista.
Em outro momento, é um benfeitor cristão, daqui a pouco o preto velho.
Às vezes é o exu protetor, outras vezes é o sábio hindu.
Voam extraterrestres e espíritos da natureza, anjos e mestres...
E dançando na luz, lá vem Yemanjá, Maria, Mataji e Kuan-Yin...
O amparo espiritual é universalista e incondicional, e baseia-se na Cosmoética (3).
O Amor não tem doutrina, é só Amor, onde quer que seja, por onde quer que vá...
A Espiritualidade não é doutrina, é um estado de consciência!
O vento sopra por onde quer, os espíritos também!
Por isso, de forma responsável e consciente, registro aqui o meu agradecimento A todos os benfeitores espirituais, de todas as linhas, de todos os lugares...
Ao longo dos anos tenho sido muito ajudado espiritualmente, mais do que mereço.
E só O Grande Arquiteto Do Universo é que sabe o quanto devo aos amparadores.
Então, sem vergonha de ser feliz, agradeço, agradeço, agradeço...

- Wagner Borges -
Jundiaí, 13 de dezembro de 2004

1. Dharma (do sânscrito): Dever, Mérito, Trabalho, Virtude, Retidão, Programação Existencial, Ação correta, Benção.

2. Yemanjá: Saudação: Odoiyá!

“No Brasil, Yemanjá está associada ao mar, embora na África esteja mais vinculada à desembocadura dos rios. Nas lendas africanas ela é tida como filha de Olokum, deusa do mar. Mãe que criou muitos Orixás e considerada uma Grande Mãe.

Na Bahia, as festas se realizam no dia 02 de fevereiro no bairro do Rio Vermelho, com repercussão nacional. Seus instrumentos são o abebé cor de prata e uma espada.”

Obs.: Informações extraídas do trabalho “Imagens Duplas”, contendo pinturas alusivas aos Orixás, do padre José Pinto, um grande artista baiano, com um coração amplamente universalista.

3. Cosmoética: Código de ética superior, espiritual; Paraética; Ética Cósmica, universal.

Texto <584><01/02/2005>