611 - O ABRAÇO SUTIL DE JESUS
Rabi, acho que peguei uma carona no seu amor.
É que aqui, na noite da metrópole dolorida, os meus olhos estão brilhando.
E eu penso nos homens tristes e com fome de luz, e que nem sabem disso.
E também nos espíritos atormentados e agarrados na tristeza da humanidade.
Meu amigo, no seu abraço, eu os abraço.
No seu toque em meu coração, eu também os toco.
No seu amor silencioso, eu amo quem não vejo.
No seu olhar sereno e doce, os meus olhos brilham na noite.
Rabi, valeu!
P.S.: A assistência espiritual é anônima e fraterna.
Não tem nome nem doutrina, é pura doação desinteressada.
Não vê raça, sexo, religião, cultura ou opinião.
É ação compassiva, porém dinâmica e luminosa.
Não é ostensiva, mas é eficaz e organizada.
Não espera gratidão ou reconhecimento.
Não reclama, não dramatiza e ainda agradece por poder ajudar.
E os seres de luz, que ajudam o mundo em silêncio, não são deuses.
São apenas “gente boa”, que, logo ali, do Astral, fazem algo bem legal.
Paz e Luz.
- Wagner Borges, sujeito com qualidades e defeitos, 43 anos de “encadernação”, carioca radicado há 15 anos em São Paulo, pai da Helena e da Maria Luz e que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, mas, que, às vezes, sente os olhos brilhando muito no meio da madrugada quieta da cidade grande, principalmente quando se lembra do olhar doce e sereno do Rabi.
São Paulo, 15 de maio de 2005.
- Notas:
* Rabi: mestre.
** Omraam Mikhael Aivanhov (1900-1986): mestre espiritualista búlgaro, que morou a maior parte de sua vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal – www.fbu.org (não confundir com a Fraternidade Branca do Himalaia, dos mestres, que se situa em planos sutis). É um dos mentores espirituais dos trabalhos do IPPB. Ver sua coluna em nosso site – www.ippb.org.br
Enquanto passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto que o Mestre Aivanhov me passou espiritualmente há muitos anos, e de que gosto muito. Reproduzo o mesmo na seqüência.
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PORTA DO AMOR
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Certo dia, a solidão bateu à porta de um grande sábio.
Ele convidou-a para entrar. Pouco depois, ela saiu decepcionada. Havia descoberto que não podia capturar aquele ser bondoso, pois ele nunca estava sozinho: sempre estava acompanhado pelo amor de Deus.
De outra feita, a ilusão também bateu à porta daquele sábio.
Ele, amorosamente, convidou-a a entrar em sua humilde morada.
Logo depois, ela saiu correndo e gritando que estava cega. O coração do sábio era tão luminoso de amor que havia ofuscado a própria ilusão.
Em um outro dia, apareceu a tristeza. Antes mesmo que ela batesse à porta, o sábio assomou a cabeça pela janela e dirigiu-lhe um sorriso enternecedor. A tristeza recuou, disse que era engano e foi bater em alguma outra porta que não fosse tão luminosa.
A fama do sábio foi crescendo e a cada dia novos visitantes chegavam, objetivando conquistá-lo em nome da tentação.
Em um dia, era o desespero, no outro a impaciência. Depois, vieram a mentira, o ódio, a culpa e o engano.
Pura perda de tempo!
O sábio convidava todos a entrar e eles saíam decepcionados com o equilíbrio daquela alma bondosa.
Porém, um dia a morte bateu à sua porta. Ele convidou-a a entrar.
Seus discípulos esperavam que ela saísse correndo a qualquer momento, ofuscada pelo amor do mestre. Entretanto, tal não aconteceu.
O tempo foi passando e nem ela nem o sábio apareciam.
Os discípulos, cheios de receio, penetraram a humilde casa e encontraram o cadáver de seu mestre estirado no chão.
Começaram a chorar ao ver que o querido mestre havia partido com a morte.
Na mesma hora, adentraram a ilusão, a solidão e todos os outros servos da ignorância que nunca haviam conseguido permanecer anteriormente naquele recinto.
A tristeza dos discípulos havia aberto a porta e os mantinha lá dentro.
Enquanto isso, em outro plano, levado pela morte, o sábio instalava-se em sua nova residência. Agora, só batem em sua porta os espíritos luminosos.
E, amorosamente, ele continua convidando todos os que batem a entrar.
E ninguém quer sair de lá, pois agora o grande mestre “mora no coração de Deus”.
- Omraam Mikhael Aivanhov –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Extraído do livro “Viagem Espiritual I” – Editora Universalista – 1993.)
Texto <611><25/05/2005>
É que aqui, na noite da metrópole dolorida, os meus olhos estão brilhando.
E eu penso nos homens tristes e com fome de luz, e que nem sabem disso.
E também nos espíritos atormentados e agarrados na tristeza da humanidade.
Meu amigo, no seu abraço, eu os abraço.
No seu toque em meu coração, eu também os toco.
No seu amor silencioso, eu amo quem não vejo.
No seu olhar sereno e doce, os meus olhos brilham na noite.
Rabi, valeu!
P.S.: A assistência espiritual é anônima e fraterna.
Não tem nome nem doutrina, é pura doação desinteressada.
Não vê raça, sexo, religião, cultura ou opinião.
É ação compassiva, porém dinâmica e luminosa.
Não é ostensiva, mas é eficaz e organizada.
Não espera gratidão ou reconhecimento.
Não reclama, não dramatiza e ainda agradece por poder ajudar.
E os seres de luz, que ajudam o mundo em silêncio, não são deuses.
São apenas “gente boa”, que, logo ali, do Astral, fazem algo bem legal.
Paz e Luz.
- Wagner Borges, sujeito com qualidades e defeitos, 43 anos de “encadernação”, carioca radicado há 15 anos em São Paulo, pai da Helena e da Maria Luz e que não segue nenhuma doutrina criada pelos homens da Terra, mas, que, às vezes, sente os olhos brilhando muito no meio da madrugada quieta da cidade grande, principalmente quando se lembra do olhar doce e sereno do Rabi.
São Paulo, 15 de maio de 2005.
- Notas:
* Rabi: mestre.
** Omraam Mikhael Aivanhov (1900-1986): mestre espiritualista búlgaro, que morou a maior parte de sua vida na França, onde fundou a Fraternidade Branca Universal – www.fbu.org (não confundir com a Fraternidade Branca do Himalaia, dos mestres, que se situa em planos sutis). É um dos mentores espirituais dos trabalhos do IPPB. Ver sua coluna em nosso site – www.ippb.org.br
Enquanto passava essas linhas a limpo, lembrei-me de um texto que o Mestre Aivanhov me passou espiritualmente há muitos anos, e de que gosto muito. Reproduzo o mesmo na seqüência.
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PORTA DO AMOR
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Certo dia, a solidão bateu à porta de um grande sábio.
Ele convidou-a para entrar. Pouco depois, ela saiu decepcionada. Havia descoberto que não podia capturar aquele ser bondoso, pois ele nunca estava sozinho: sempre estava acompanhado pelo amor de Deus.
De outra feita, a ilusão também bateu à porta daquele sábio.
Ele, amorosamente, convidou-a a entrar em sua humilde morada.
Logo depois, ela saiu correndo e gritando que estava cega. O coração do sábio era tão luminoso de amor que havia ofuscado a própria ilusão.
Em um outro dia, apareceu a tristeza. Antes mesmo que ela batesse à porta, o sábio assomou a cabeça pela janela e dirigiu-lhe um sorriso enternecedor. A tristeza recuou, disse que era engano e foi bater em alguma outra porta que não fosse tão luminosa.
A fama do sábio foi crescendo e a cada dia novos visitantes chegavam, objetivando conquistá-lo em nome da tentação.
Em um dia, era o desespero, no outro a impaciência. Depois, vieram a mentira, o ódio, a culpa e o engano.
Pura perda de tempo!
O sábio convidava todos a entrar e eles saíam decepcionados com o equilíbrio daquela alma bondosa.
Porém, um dia a morte bateu à sua porta. Ele convidou-a a entrar.
Seus discípulos esperavam que ela saísse correndo a qualquer momento, ofuscada pelo amor do mestre. Entretanto, tal não aconteceu.
O tempo foi passando e nem ela nem o sábio apareciam.
Os discípulos, cheios de receio, penetraram a humilde casa e encontraram o cadáver de seu mestre estirado no chão.
Começaram a chorar ao ver que o querido mestre havia partido com a morte.
Na mesma hora, adentraram a ilusão, a solidão e todos os outros servos da ignorância que nunca haviam conseguido permanecer anteriormente naquele recinto.
A tristeza dos discípulos havia aberto a porta e os mantinha lá dentro.
Enquanto isso, em outro plano, levado pela morte, o sábio instalava-se em sua nova residência. Agora, só batem em sua porta os espíritos luminosos.
E, amorosamente, ele continua convidando todos os que batem a entrar.
E ninguém quer sair de lá, pois agora o grande mestre “mora no coração de Deus”.
- Omraam Mikhael Aivanhov –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – Extraído do livro “Viagem Espiritual I” – Editora Universalista – 1993.)
Texto <611><25/05/2005>
