618 - VIAGEM

Paradoxalmente, desprendo-me de mim,
Fixado a um fio luminoso...
Viajo consciente, leve e puro.

Uma sensação diferente me inunda
E tomado por uma felicidade total e efêmera; Outra vida me alimenta!

Apenas uma gota desse instante iluminado Sacia completamente minha sede De prazer, de alegria, de verdade!

Fora de mim eu consigo voar...
Vejo – mesmo com as pálpebras cerradas
Tudo com os olhos d´alma.

N’outra realidade, ou na realidade?

- Divinópolis, Minas Gerais – Verão de 2005.

- Nota de Wagner Borges: Luciano José dos Santos é professor, pós-graduado em Ensino e Aprendizagem da Língua Portuguesa. Ele me enviou um e-mail na Rádio Mundial, onde dizia o seguinte:

“Gostaria que este poema chegasse às mãos do Prof. Wagner Borges.
Escrevi depois de algumas experiências fora do corpo.
Era cético, mas espero ter refletido bem o que aconteceu comigo.
Caso o Prof. goste, favor entrar em contato comigo, para autorizar a publicação.”

Pois aí está o belo poema projetivo dele, que, sem dúvida, reflete bem uma projeção extrafísica.


Texto <618><21/06/2005>