624 - NAS TRILHAS DO DHARMA, COM HONRA E AGRADECIMENTO

(Texto direcionado originalmente para os 140 participantes do grupo de estudos e assistência espiritual do IPPB)


Enquanto eu meditava, Ele surgiu flutuando na música da flauta.

Era o Ananda (1), amparador querido e ligado às vibrações de Krishna.

À minha frente, Ele sorriu e me disse:

“Saudações, meu querido!

É hora de retomar o dharma (2) junto com os seus companheiros de estudo e labuta espiritual.

Diga-lhes sobre a responsabilidade e a riqueza sutil que o esforço sadio confere ao coração.

Diga-lhes que o senhor dos olhos de lótus cinge luminosamente a fronte dos trabalhadores justos em seus caminhos. Ele sabe quem é quem na jornada!

Ele conhece os pensamentos mais secretos e o serviço de cada um.

Ele conhece cada passo na senda, pois Ele é o senhor das trilhas dhármicas.

Diga aos seus parceiros de práticas espirituais para mergulharem fundo no coração espiritual. Que eles entrem no ashram (3) secreto, no âmago do próprio espírito, com respeito e humildade, e depositem guirlandas de flores sutis em homenagem ao Senhor dos trabalhos.

Que, no centro do olho espiritual, eles realizem a consciência cósmica!

Que, no centro do coração espiritual, eles agradeçam a quem lhes deu a chance de mourejar dignamente na senda da luz.

Que as gotas de suor de cada um deles, por amor, sejam transformadas por Krishna, em gotas de luz, que irrigarão de harmonia as trilhas ressequidas de ego dos sofredores da Terra e de outros reinos.

É hora de trabalhar, meu querido!

O som da flauta de Krishna está convocando os justos à ação sadia nos caminhos do mundo.

Sua música atravessa os diversos planos e espalha no ar a doçura secreta, a ambrósia curativa.

Até mesmo o prana (4) queda, embevecido, nessas doces harmonias.

Querido, é uma honra fazer parte da egrégora (5) de Krishna!

Que você e os seus companheiros se sintam felizes, só por isso.

Entrem no coração e depositem as guirlandas sutis, com humildade e reconhecimento ao Senhor dos trabalhos.

É hora de cingir luminosamente a fronte...”



P.S.: “Quando você perceber uma tragédia, pense em Krishna.

Quando estiver em dificuldades, pense em Krishna.

Quando notar a ingratidão, a violência, a tolice e a mediocridade campeando entre os homens, evite julgamentos e críticas, apenas pense em Krishna.

E quando você rir, também pense em Krishna!

Ele, o Senhor de todos os dharmas, sabe o momento certo de cada coisa.

Então, mãos à obra, pensando em Krishna.

Querido, é hora do dharma!

Que o senhor abençoe mais essa jornada de estudo e trabalho na senda espiritual.”



OM NAMO BHAGAVATE VASUDEVAYA! (6)



- Ananda –

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges - São Paulo, 12 de janeiro de 2005).

1. Ananda (do sânscrito): bem-aventurança; êxtase espiritual.

Obs. Ao longo dos milênios da tradição hinduísta, muitos iogues e estudantes espirituais assumiram a expressão “Ananda” como parte da formação de seu nome iniciático, ou mesmo como um mantra evocativo das energias superiores.

O amparador extrafísico que me passou esses escritos assumiu o nome de Ananda como forma de homenagem a Krishna, o senhor da bem-aventurança e felicidade plena. Diga-se de passagem, ele é um dos amparadores mais ternos que conheço.

Para mais detalhes sobre ele, favor ver o texto 589 (na seção de textos periódicos enviados pelo site).

2. Dharma (do sânscrito): dever, trabalho, mérito, missão, programação existencial, benção, atitude virtuosa, ação meritória, meta espiritual elevada.

3. Ashram (do sânscrito): literalmente: ordem, hierarquia, retiro. Edifício sagrado, centro espiritual, mosteiro ou ermida para fins ascéticos, templo espiritual, centro de estudos espirituais e meditativos.

4. Prana (do sânscrito): sopro vital, força vital, energia.

5. Egrégora (do grego “Egregorien”, que significar “velar”, “cuidar”): é a atmosfera coletiva plasmada espiritualmente num certo ambiente, decorrente do somatório dos pensamentos, sentimentos e energias de um grupo de pessoas voltado para a produção de climas virtuosos no mundo.

É a atmosfera psíquica resultante da reunião de grupos voltados para trabalhos e estudos baseados na LUZ. Pode-se dizer que toda reunião de pessoas para a prática do Bem e da Virtude (independente de linha espiritual) forma uma egrégora específica, uma verdadeira entidade coletiva luminosa, a qual se agregam várias outras consciências extrafísicas alinhadas com aquela sintonia espiritual para um trabalho interdimensional.

Provavelmente foi por isso que Jesus ensinou: "Onde houver dois ou mais em meu nome, aí eu estarei."

Muitos dizem que não se deve misturar egrégoras de trabalhos diferentes, porém, quando o Amor se manifesta, desaparece qualquer ideologia doutrinária, e só fica o que interessa: a LUZ.

O dia em que os homens despertarem para climas mais universalistas e cosmoéticos, com certeza de que esse mundo será melhor de viver.

Viva a LUZ, pouco importa o nome, o grupo ou a doutrina que fale dela. E viva os mentores espirituais que ajudam a todos, independente de credo, raça ou cultura esposada.

6. Om Namo Bhagavate Vasudevaya (do sânscrito): é um dos mantras de evocação de Krishna.

OM é a vibração interdimensional que interpenetra a tudo e a todos.

NAMO: saudação ou reverência ao poder divino.

BHAGAVATE: respeito ao Senhor.

VASUDEVAYA: Vasudeva é o nome da família carnal que criou Krishna. O Ya acrescentado no final significa a característica ativa (masculina) do mantra. Quando alguém faz esse mantra completo, evoca Krishna como homem que também viveu aqui na Terra e sabe das dificuldades enfrentadas por todos.

Texto <624><13/07/2005>