643 - TÁ NA CARA II

Então, apesar do sono, venho para o computador e espero pacientemente a descida das palavras, que serão grafadas mediunicamente, mente a mente, direto dos espíritos da Cia. do Amor para os leitores do plano físico.

Percebendo que estou meio disperso, devido ao cansaço e a sonolência, além de uma gripe daquelas, um deles me diz o seguinte:


“Não é nada demais; é só prestar atenção.

Deixar a idéia rolar e formar a lição.

Deixar de pensar e apenas sentir, até chegar a inspiração.

Escutar o ar em torno, a brisa da noite cantando de leve.

Sentir o Astral e sintonizar o papo da galera.

Captar a ‘conversa sem voz’ dos espíritos e os sorrisos de além Terra.

Receber o toque amigo dos poetas extrafísicos...

Viajar na modinha popular, verdadeira, realmente maneira, cheia de bem...

Não é nada demais, não, é só você não sair da vibração.

Cutuca os chacras, sacode a cabeça, tira o sono e escreve a lição.

Deixe a galera passar a modinha; vamos lá...”



Sigo as orientações dele e me concentro diretamente no chacra coronário, no topo da cabeça, esquecendo de mim mesmo e pensando na LUZ.

O alto da cabeça formiga, os olhos brilham, o chacra da testa fica branquinho e eu me sinto mais como espírito do que como ser humano.

O jorro de palavras desce na mente e, por repercussão direta, digito rapidamente, sem nem pensar no que estou escrevendo.

Sim, a orientação espiritual estava certa: é hora de ficar quieto e deixar a modinha dos espíritos descer, do Plano Extrafísico para a Terra.

De espírito a espírito, vamos ver o que a modinha tem a dizer, em nome de Deus. Vamos lá!





* * *





Não é por nada, não, mas cada um é o que é!

Não adianta rezar nem defumar:

Após sair do corpo, cada um aparenta na cara

A intenção que carrega no coração.



Não adianta chiar e espernear:

Tá na cara e no coração.

Não adianta correr, pois a intenção está dentro.

Não adianta esconder: os olhos revelam o ser.



No Astral, não tem por onde.

A energia revela tudo: cada um é o que é!

Por isso a galera da Cia. do Amor adverte:

“Tem muitos santinhos da Terra com cara de monstro no Astral!”



O rosto do corpo disfarça as intenções dos outros.

Mas, pelo olhar, dá para pegar o que rola na alma.

Dá para sacar o que o coração quer.

Dá para dizer se é boa gente ou se é monstrengo.



E aí, quando o tal sai do corpo, sem a máscara de carne,

Tudo se revela, e a galera vê a verdadeira face.

E o tal não tem para onde correr: todo mundo sabe!

No Astral, não tem meio termo: a energia revela a intenção.



Tem garotas lindas, com expressão de feras horríveis.

Há machões de vários tipos, com cara de chorões.

Tem, também, diversos religiosos, com cara de desamparados.

E, não podiam faltar, políticos variados, com cara de vampiros.



Tem gente que vendeu o céu e encontrou o inferno pela frente.

Outros esperavam ter asas além da carne, mas só encontraram

O peso da culpa de seus atos plasmado no ambiente em torno.

É, cada um é o que é, sem sofismas, sem enganação.



Está tudo estampado, na cara e no coração.

E os espíritos vêem tudo e contam, na lata!

E quem avisa, amigo é:

É só mudar as intenções, que mudam as vibrações.



É simples assim. É só se tocar e mudar o lance, para melhorar...

E quem manda a galera dizer isso é o próprio Papai do Céu.

Como Ele tem coisas cósmicas a fazer, então, envia a Cia. do Amor,

Para dizer, na lata, que cada um é o que é, e que o justo é o justo.



E quem sai do corpo, se toque logo de qual é sua intenção.

Para não levar na cara, a verdade que esconde na Terra.

Para não pagar mico sem a máscara de carne.

Para não dar vexame nem ser taxado de monstro.



Que esse pessoal não se engane: é assim mesmo.

Quem tiver intenções danosas, levará isso na expressão.

E o seu corpo de luz será opaco e cheio de faixas escuras.

E por onde for, ficarão seus resíduos escuros, marcas de monstro.



Quem quiser sair do corpo, de forma limpa e luminosa,

Que se carregue de intenções nobres e canções bonitas.

Que durma cantando e sorrindo, feliz da vida.

Que encha a cara e o coração de luz.



Na Terra ou no Astral, cada um é o que é.

Porém, na Terra ninguém vê além da máscara de carne.

No Astral, sem a máscara, o que se vê é a intenção.

O que cada um vale, está na cara e no coração.



Por isso, repetimos essa lição, chamada de modinha.

Descendo a lenha na má intenção e nos monstros.

Exaltando a canção do Bem e da Luz, como os espíritos leais sempre fazem.

E alertando, na cara, sem circunlóquios e sem prosa descabida.



A intenção da galera é bem clara, como manda o figurino:

Fazer o que o Papai do Céu mandou, nem mais, nem menos.

E a Cia. do Amor sempre cumpre a missão.

Pois carrega a Canção do Bem, na cara e no coração.





P.S.: E ainda tem uns caras que saem do corpo, durante o sono, e se vêem como monstros no Astral. Assustam-se consigo mesmos, voltam apavorados para o corpo e põem a culpa nos espíritos. Coitados! São fantasmas de si mesmos. São o motivo de seus próprios pesadelos.

Que o Papai do Céu abençoe esses infelizes, homens e mulheres na carne, monstros no espírito, na cara e no coração.

A Cia. do Amor se despede, por ora, até que o Papai do Céu nos dê outra missão de falar na lata as verdades que ninguém quer revelar. Ou até que os leitores, inteligentes e carismáticos, peçam mais uma palhinha extrafísica sobre as verdades que aparecem na cara e no coração, de toda gente.

A Cia. do Amor vai nessa! Tudo de bom para os leitores!

Não acredite em nada que não tenha bom senso.

Boas canções. Bons sorrisos. Bons sonhos. Boas viagens...

Não se esqueça do Papai do Céu, Ele é muito legal.

Namore, brinque, celebre a vida, encha a cara de luz, atreva-se a ser feliz.

Na cara e no coração, Luz e Amor**.



Cia. do Amor – A Turma dos Poetas em Flor.

(Recebido espiritualmente por Wagner Borges -
São Paulo, 02 de outubro de 2005, às 02h43min).

- Nota de Wagner Borges: A Cia. do Amor é um grupo de cronistas, poetas e escritores brasileiros desencarnados que me passam textos e mensagens espirituais há vários anos. Em sua grande maioria, são poetas e muito bem humorados. Segundo eles, os seus escritos são para mostrar que os espíritos não são nuvenzinhas ou luzinhas piscando em um plano espiritual inefável. Eles querem mostrar que continuam sendo pessoas comuns, apenas vivendo em outros planos, sem carregar o corpo denso. Querem que as pessoas encarnadas saibam que não existe apenas vida após a morte, mas, também, muita alegria e amor.

Os seus textos são simples e diretos, buscando o coração do leitor.

Para mais detalhes sobre o trabalho dessa turma maravilhosa, ver o livro "Cia. do Amor - A Turma dos Poetas em Flor" (Edição independente - Wagner Borges), e sua coluna no site do IPPB: www.ippb.org.br



- Notas do texto:

* A primeira parte desse texto está inserida na seção de textos periódicos de nosso site. É o texto número 618 (postado em 21 de junho de 2005). www.ippb.org.br

** Finalizando esses escritos lembrei-me de uma bela canção cantada pelo menino americano Billy Gillman (CD. "Dare To Dream"). Segue-se abaixo a letra traduzida para o português e, na seqüência, a letra em inglês.

Agradecimentos a Sheila Smith, pela tradução, e a Carlos Alberto Moro, por ter conseguido a letra original.





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"MEU TEMPO NA TERRA"
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Meu tempo na Terra
Longo como possa parecer
É apenas um momento
Dentro do grande esquema das coisas

Um breve refrão
Da canção infinita da vida
Cantada somente uma vez
E logo nós partimos

Meu tempo na Terra
Cada alento que eu respiro
É uma chance a mais para compartilhar meu amor Com aqueles ao meu redor

Nós chegamos e partimos
Como estrelas cadentes
A verdade seja dita,
É somente isso que somos

Quanto mais eu souber
Mais posso ver
Quanto mais velho eu ficar
Mais eu acredito


Não é a longevidade da vida
Nem a profundidade da cova
Ao final seremos avaliados
Pelo amor que doamos

Portanto meu tempo na Terra
Depende do destino
Mas tudo o que acontece
No espaço de ponta a ponta

Depende de mim
E as escolhas que encaro
Para melhor ou para pior
São minhas para serem feitas

Quanto mais eu sei
Mais posso ver
Quanto mais velho eu ficar
Mais eu acredito

Não é a longevidade da vida
Ou a profundidade da cova
No final seremos avaliados
Pelo amor que doamos

Portanto o meu tempo na Terra
Será bem aproveitado
E quando eu deixar este mundo
Não deixarei arrependimentos
Viverei e amarei

Por tudo que vale a pena
Até terminar de viver
Meu tempo na Terra
Até terminar de viver o meu tempo na Terra





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"My Time On Earth"
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(Written by: T. Conners, D. Vincet Williams, A. Hughes)


My time on Earth
Long as it seems
Is just a moment
In the grande scheme of things

A short refrain
Of life´s endless song
Sung only once
And then we´re gone

My time on Earth
Each breath I breathe
Is one more chance to share my love
With those around me

We come and go
Like shooting stars
The truth be known,
That´s all we are

The more that I know
The more I can see
The older I grow
The more I believe

It´s not the length of the life
Or the depth of the grave
In the end we´ll be measured
By the love that we gave

So my time on Earth
On fate depends
But all that happens
In the space from end to end

Depends on me
And choices I face
For better or worse
They´re mine to make

The more that I know
The more I can see
The older I grow
The more I believe

It´s not the length of the life
Or the depth of the grave
In the end we´ll be measured
By the love that we gave

So my time on Earth
Will be well spent
And when I leave this world
I´ll leave with no regrets

I´ll live and love
For all its worth
´Till I live out
My time on Earth
´Till I live out my time on Earth


Texto <643><05/10/2005>