655 - ENTREVISTA COM UM AMPARADOR EXTRAFÍSICO CHINÊS II

Olá.

Hoje é dia 20 de julho de 1998. São exatamente 19h24min.

Estou aqui em São Paulo, no meu apartamento.

É 2a feira, e eu estou de folga, não tenho nenhum curso, nenhuma palestra e tirei o dia para ficar quietinho aqui em casa, trabalhando e organizando algumas coisas. O motivo de eu gravar esta fita agora, é em função de um texto que recebi na parte da tarde.

Eu estava batendo um papo na internet com algumas pessoas, dentre elas um amigo, que mora em Brasília. Ele é espírita e é um cara com uma cabeça muito legal. Teclando com ele, de repente, eu vi um espírito chinês da equipe do Tao-Chi. Surgiu aqui perto de mim, e me deu uma vontade intensa de teclar uma mensagem direcionada para o meu amigo. Daí eu fui recebendo aquelas idéias na cabeça e fui digitando ao mesmo tempo no computador, para o meu amigo ler. Um pouquinho depois, ele me falou que estava teclando com uma outra pessoa e que, justamente aquilo que eu tinha teclado ali, era o que ele estava tentando passar para uma moça, e que aquele texto caiu como uma luva. Ele ficou muito contente, agradeceu e eu fiquei muito alegre de ter recebido aquilo, por ter sintonizado corretamente e ter ajudado no que ele estava explicando para a moça, de alguma maneira.

E, ainda agora, há uns minutos atrás, eu percebi novamente este chinês, e ele está aqui juntinho, aqui no quarto. Percebo que posso aproveitar esta chance para dialogar com ele. E, à medida em que for dialogando com ele, eu vou perguntando com a minha voz, naturalmente, e ele responderá dentro da minha mente, pelo canal anímico-mediúnico; e na seqüência, eu reproduzirei com a minha própria voz aquilo que ele responder. É um diálogo que eu não tenho como passar telepaticamente para essa gravação, então eu vou fazer essa conversação. Eu pergunto, ele responde dentro da minha mente, e daí eu passo a resposta imediatamente aqui para o gravador, para registrar esse bate-papo interdimensional.

Antes, ainda, reproduzo a mensagem que ele passou para o meu amigo de Brasília repassar para a tal moça amiga dele, porque é uma maneira de tornar conhecido o estilo e as idéias desse espírito. Então, vamos lá:


“Observemos as flores, elas apenas estão ali, são o que são.

Da mesma forma, sejamos nós mesmos, portando a dualidade de defeitos e qualidades, por enquanto, mas sempre evoluindo, sem pressa nem morosidade, sem máscaras e ilusões do ego.

Apenas nós mesmos, juntos, crescendo, aprendendo, sorrindo e buscando aquele amor onipresente no cerne dos nossos corações.

Apenas fluindo pela vida, sem as teias de aranha e os fantasmas do passado.

Apenas sendo, sem a agonia de pretender saber o amanhã, só vivendo o agora e vendo o sol brilhar, no céu e em nós mesmos.”


Esse é o pequeno texto que ele me passou e que eu digitei lá para o meu amigo. Eu só reproduzi o mesmo por aqui, para as pessoas terem uma idéia da categoria desse espírito.

Então, vamos agora para a transcrição do bate-papo com esse amparador chinês.

* * *

Pergunta – Por que que você aparece desta maneira, com aparência de chinês? Eu não sei, inclusive, se você é chinês mesmo, ou se você é mongol. Eu não sei diferenciar, mas penso que você é um mestre taoísta, ou quem sabe, até mesmo budista, eu não sei dizer. Por que você aparece assim, desta maneira?

Amparador Chinês – Eu sou o que sou, apenas isso. Posso surgir diante de você como um veloz beija-flor, ou uma lenta tartaruga. Posso parecer o poderoso tigre, ou simplesmente ser uma suave flor. Minha aparência é mera configuração energética, não é importante, é apenas assim como eu sou, é como eu me sinto, é apenas isso, não é muito importante.

Pergunta – Você pode me dizer alguma coisa para eu colocar nesta gravação, que será compartilhada com outras pessoas? O que você pode sugerir de dica positiva para as pessoas?

Amparador Chinês – Você quer uma orientação, um conselho? O que eu posso dizer para as pessoas é que elas, por favor, esvaziem os bolsos do ego, retirem as impurezas do orgulho e procurem ser simples, fluindo naturalmente com a vida.

Ser luz, como o sol; ser o brilho suave da lua e a força da Terra; ser o movimento do vento, crepitar como o fogo, e irradiar sempre.

A simplicidade é uma grande riqueza. Só os mais fortes conseguem ser simples, despojados, coerentes, serenos e amigos.

Pergunta – Você poderia, por favor, passar uma dica sobre as experiências fora do corpo? Alguma orientação específica para ajudar as pessoas no desenvolvimento dessa arte projetiva?

Amparador Chinês – O corpo é uma gaiola, o espírito é o pássaro, sempre querendo voar. A natureza de qualquer ser espiritual é a liberdade interdimensional, a capacidade de transitar por todas as esferas. O corpo é um retentor, um freio para essas possibilidades multidimensionais. Por isso o anseio de muitos em viajar para fora do corpo físico.

A dica correta, a orientação plena disso, é a simples concentração em dois centros vitais: o centro umbilical e o centro cardíaco. Deslizar a consciência suavemente, na hora de deitar, e focá-la no centro do umbigo, sentir-se ali. Visualizar a si mesmo como uma pérola brilhante, ou uma jóia pequena, porém muito brilhante. Depois, levar a atenção para o centro do coração e imaginar ali um diamante. Tentar sentir-se esse diamante.

Então, deitado com suavidade, naturalmente, já que esta capacidade é absolutamente normal, sentir-se o diamante e a pérola, ao mesmo tempo, e manter a consciência focada no coração e no umbigo, fluindo de um para o outro, serenamente, deslizando diamante-pérola, pérola-diamante, sem nenhuma ânsia, sem nenhuma pretensão, somente como relaxamento, pacífico e criativo. Permanecer assim, suavemente entregue ao próprio fluxo sutil, entregue à própria natureza espiritual, que já habita dentro de cada um. É só deixar o próprio potencial espiritual fluir. O potencial existe em todos, apenas está bloqueado.

Pense da seguinte maneira: Você é um espírito, uma consciência interpenetrada na matéria. A matéria é expressão condensada do Chi, a força vital, por onde a consciência flui por um tempo. Quando a matéria descansa, o Chi se espalha por todo o corpo. Os seus pontos de maior condensação são no umbigo e no coração. Ao concentrar-se nesses dois centros, o Chi congestionado nessas duas áreas também se espalha suavemente por todo o corpo, e isto facilita o desprendimento do corpo espiritual.

A consciência é mais do que Chi, que é apenas o seu combustível, a maneira de manipular corpos e coisas na natureza densa.

Sinta-se, suavemente, pérola no umbigo, diamante no coração, tudo isso com simplicidade, apenas fluindo. Seja você mesmo, nada mais do que isso. Seja apenas um espírito, simples, sereno, amigo, bondoso e consciente.

Pergunta – O que você acha da utilização de música em trabalhos espirituais, relaxamento, meditação e técnicas projetivas?

Amparador Chinês – Música é Chi vibrando pelo ar. É energia que possibilita uma interconexão, com sentimentos e idéias sutis. A música pode curar, pode inspirar e elevar a consciência. Música é apenas Chi, é natureza também, deixe-a fluir por você.

Pergunta – Parece-me que você gosta muito de plantas, de flores, de coisas da natureza. Fale um pouquinho sobre esse tema, porque, enquanto eu estou ligado aqui com você, eu sinto isso.

Amparador Chinês - Você colocou música para tocar. Música é natureza. Lá fora tem um cachorro latindo. O som do latido desse animal também é da natureza. Plantas e flores, a mesma coisa. A música remonta a pensar na natureza. Os sons são movimentos do Chi. Plantas e flores são bênçãos da natureza, basta observá-las e meditar sobre elas, percebendo o som sutil que emana de suas vibrações, sentindo no seu cheiro a manifestação do Chi suave; percebendo, no crescimento das flores, o próprio crescimento da consciência, sentindo-as como plenas irmãs de evolução, harmonizando-se com elas, em torno.

Sentir-se parte da natureza é fluir junto com ela. Apenas sendo. Apenas vivendo. Apenas fluindo, sem angústias, sem preocupações com o futuro e sem rancores do passado.

Vivendo a plenitude, aqui e agora. Naturalmente prevenindo-se, usando precaução para ter um futuro digno, mas não criando ânsia com o que virá. Apenas vivendo o agora, sem ser vilipendiado pelo passado, e sem ser espoliado na sua paz pela ânsia do futuro. As flores são assim, não pertencem ao passado, não pertencem ao futuro, apenas são.

Pergunta – Eu olho para sua figura, que você diz que é uma mera configuração energética, e eu também sei disso, e vejo você com um bigode fino e uma pequena barbicha preta, e o seu cabelo está puxado para trás, como um mongol antigo. E como você é bem humorado, e eu também sou, penso que você lembra muito um personagem de desenho da Hanna Barbera da década de 1960, o “Shazan”. Você se parece muito com ele, hein?

Amparador Chinês – Não conheço esse “Shazan” que você fala, mas sei que o ser humano faz associação mental de idéias e imagens.

Pergunta – Por favor, você pode deixar uma mensagem final, alguma coisa para concluir esse papo, alguma orientação a mais?

Amparador Chinês – O grande problema de quase todos é a agitação, tanto externa, quanto interna. É preciso serenidade, equilíbrio emocional e consciência plena. É necessário despojar-se da ansiedade, libertar-se das mágoas, liberar-se das tristezas.

Basta apenas ser, apenas fluir, sentir e ser você mesmo, um espírito em evolução. Sempre aprendendo, sempre seguindo, viajando pelas ondas do Chi, pelas ondas da força vital, fazendo o bem, na Terra e Além... Sendo apenas irmão das flores e amigo da natureza. Alguém de bom coração, de mente clara e de energia pura. Alguém que sorri. Apenas você mesmo, somente isso.


P.S.: Logo depois ele me sugeriu registrar a seguinte prática de auto-energização:

A pessoa deve ficar de olhos fechados, sentada, bem tranquila, e visualizar a cerca de uns 60cm à sua frente, na altura entre a garganta e o peito, bem na frente dessa área, uma bola de luz irradiante. A pessoa deve imaginar que a irradiação de luz dessa esfera incide diretamente na sua garganta, no seu coração e no seu rosto. Deve imaginar esse brilho cada vez maior e nutrir-se energeticamente nele.

Segundo ele, essa prática repõe a vitalidade, energiza as células e recupera as energias da aura humana.


São Paulo, 20 de julho de 1998.

- O primeiro texto foi publicado na edição número 07 do boletim “Paz e Luz”, e também enviado como texto periódico, em maio de 2005 (texto 610).

- Tao-Chi: equipe extrafísica de amparadores ligados à egrégora (atmosfera espiritual) do Taoísmo. Originalmente eram duas equipes: a equipe Tao e a equipe Chi. Posteriormente, as duas equipes se fundiram numa só: Tao-Chi.

Esse grupo me passa ensinamentos oriundos do Taoísmo adaptados à realidade ocidental e aos estudos espirituais modernos, notadamente sobre as projeções da consciência e os estudos de Bioenergia.

São exímios manipuladores de energia e ajudam a muitos projetores.

Obs.: Tao (do chinês): "O Caminho"; "a essência de tudo"; "O Todo". Na verdade, o TAO não pode ser descrito ou explicado por palavras humanas. Por isso, deixo a cargo do sábio Lao-Tzé uma explicação mais apropriada:

"Há algo natural e perfeito, existente antes de Céu e Terra.
Imóvel e insondável, permanece só e sem modificação.
Está em toda parte e nunca se esgota.
Pode-se considerá-lo a Mãe de tudo.
Não conhecendo seu nome, chamo-o TAO.
Obrigado a dar-lhe um nome, o chamaria Transcendente."

- Lao Tzé - in "Tao Te King" – China, Século VI a.C.

- Chi (do chinês): força vital, energia.

- Experiência Fora do Corpo (Projeção da Consciência): é a capacidade parapsíquica (inerente a todas as criaturas) que consiste na projeção da consciência para fora de seu corpo físico; viagem astral (Ocultismo); projeção astral (Teosofia); projeção do corpo psíquico (Ordem Rosacruz); experiência fora do corpo (Parapsicologia); viagem da alma (Eckancar); desdobramento, desprendimento espiritual ou emancipação da alma (Espiritismo).



- Nota de esclarecimento:

O Boletim “Paz e Luz” é uma publicação interna do IPPB, contendo artigos sobre as experiências fora do corpo e os temas espirituais e alternativos, organizados pelos participantes do grupo de estudos e assistência espiritual e outros colaboradores. Vários deles são colunistas da revista on line de nosso site: Mauricio Santini, Maísa Intelisano, Frank, Vanderlei Oliveira, e Wagner Borges.

É uma publicação bimestral e apresenta diversos textos inéditos, além de resenhas de livros e CDs comentados pelo Prof. Borges.

O projeto inicial era manter o boletim somente para os freqüentadores do grupo de estudos, cursos e palestras realizados no IPPB. Contudo, o boletim foi crescendo, e com a ajuda de alguns amigos de uma gráfica, agora é possível realizar uma tiragem maior de exemplares.

Estamos estudando uma maneira de passar o boletim em forma de assinatura anual (algo em torno de R$ 20,00, por seis edições enviadas pelo correio), principalmente para às pessoas que não tem acesso ao IPPB.

Também vamos abrir uma coluna em nosso site, contendo uma seleção de textos dos boletins anteriores e disponibilizados gratuitamente.

Oportunamente informaremos mais detalhes por e-mail.

Para mais informações, favor ligar nos telefones do IPPB: (11) 6163-5381 e (11) 6915-7351.

Paz e Luz.


- Equipe IPPB -

Texto <655><16/11/2005>