660 - O PECADO DE MINHAS ORAÇÕES

Hoje morreu em mim toda essa idolatria,
Esse ilusório dualismo objetivo.
Redimido pela verdade libertadora,
Sinto, hoje, nas profundezas do meu Ser, O grande monismo do Universo.

Hoje, o alvo das minhas orações,
És tu, Senhor, unicamente tu.
Hoje, sei e sinto que, possuindo a ti,
Possuo em ti todas as coisas
Que de ti emanaram,
E em ti ficaram...

Todas as coisas que, por mais distintas de ti, São todas imanentes em ti.
Porque tu és a eterna Essência
De todas essas Existências temporárias.
Hoje não quero mais nada
Senão a ti somente, Senhor,
Porque em ti está tudo
Que, fora de ti, parece existir.

E, porque assim te amo, Senhor,
Amo também tudo que é teu,
Tudo que, disperso pelo cenário cósmico, Veio de ti, Está em ti, Voltará a ti.
Revestiu-se de mística sacralidade
O meu antigo amor profano,
Desde que vejo o Deus do mundo
Em todas as coisas do mundo de Deus.
E o pecado das minhas orações de outrora Foi remido pela verdade da minha prece de hoje.



(Texto extraído do inspirado livro “Escalando o Himalaia”, uma das grandes obras do grande filósofo brasileiro Huberto Rohden* – Editora Martin Claret.)

* Ver a coluna dedicada a Huberto Rohden em nosso site, na seção de Multimídia – www.ippb.org.br

Texto <660><02/12/2005>